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Especial Prémio Camões 2025. Ana Paula Tavares: “A vida tem sido boa para mim, sou lida por muito mais gente do que mereço”

Especial Prémio Camões 2025. Ana Paula Tavares: “A vida tem sido boa para mim, sou lida por muito mais gente do que mereço”

A Beleza das Pequenas Coisas · Expresso

October 9, 20252h 9mbonus

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Show Notes

A poeta e historiadora angolana Ana Paula Tavares, autora de uma vasta obra literária em prosa e poesia e de textos científicos, é a vencedora do Prémio Camões 2025. Em comunicado emitido em 8 de outubro, o júri da DGLAB sublinha “a sua fecunda e coerente trajetória de criação estética e, em especial, o seu resgate de dignidade da Poesia”.

No podcast A Beleza das Pequenas Coisas recuperamos a entrevista que a escritora deu a Bernardo Mendonça em 19 de abril de 2024. Vale a pena ouvi-la.

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Após a independência de Angola, a guerra continuou e Paula Tavares fugiu muitas vezes, mas escreveu e ensinou sempre. Tinha 33 anos quando publicou o seu primeiro livro de poesia, “Ritos de passagem”, em 1985. A obra foi catalogada de imprópria para senhoras de bom nome e bom porte. Porque a sua poesia rasgava com a ideia de mulher-continente, dando-lhe corpo, identidade e sexualidade. 

Mas é hoje uma das vozes literárias mais amadas e destacadas de Angola, com diversas antologias poéticas publicadas no mundo. O seu último livro, “Poesia Reunida - seguido de Água Selvagem”, saiu em 2023, pela Caminho, e é um tremor poético. Enquanto historiadora e professora da Faculdade de Letras, em Lisboa, assina Ana Paula Tavares e colabora atualmente com a RDP África. “Um bom poema deve conter simplicidade, que o faz sobreviver ao tempo. Cada dia com menos palavras, cada palavra com menos sílabas só para poder ouvir os sopros.” Ouçam-na aqui nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça

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Entrevista à escritora Ana Paula Tavarestambém historiadoradoutorada em Antropologia da Históriaprofessora na Faculdade de Letrasem Lisboae colaboradora da RDP ÁfricaApós a independência de Angolaa guerra continuou e Paula Tavares fugiu muitas vezesmas escreveu e ensinou sempre. Tinha 33 anos quando publicou o seu primeiro livro de poesia“Ritos de passagem”em 1985. A obra foi catalogada de imprópria para senhoras de bom nome e bom porte. Porque a sua poesia rasgava com a ideia de mulher-continentedando-lhe corpoidentidade e sexualidade. Mas é hoje uma das vozes literárias mais amadas e destacadas de Angolacom diversas antologias poéticas publicadas no mundo. O seu último livro“Poesia Reunida - seguido de Água Selvagem”saiu em 2023pela Caminhoe é um tremor poético. Além de poetaAna Paula Tavares assina enquanto historiadoraé doutorada em Antropologia da Históriadá aulas na Faculdade de Letrase colabora com a RDP África. “Um bom poema deve conter simplicidadeque o faz sobreviver ao tempo. Cada dia com menos palavrascada palavra com menos sílabas só para poder ouvir os sopros.” Ouçam-na aqui nesta conversa em podcast com Bernardo MendonçaAna Paula Tavares (parte 1): “É preciso virarmos a mesa. Não havia nenhum romantismo nesse passado que provocou grande sofrimento sobre as mulheres”expressopodcast