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Cláudia R. Sampaio (parte 1): “Na poesia vou a sítios muito obscuros. É como estar à beira de um precipício, quase a cair, e ficar nessa vertigem. Viver é uma vertigem”

Cláudia R. Sampaio (parte 1): “Na poesia vou a sítios muito obscuros. É como estar à beira de um precipício, quase a cair, e ficar nessa vertigem. Viver é uma vertigem”

A Beleza das Pequenas Coisas · Expresso

November 17, 20231h 31m

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Show Notes

Cláudia R. Sampaio é das poetas mais necessárias e marcantes da contemporaneidade. A sua poesia é desassombrada, torrencial, por vezes crua e em carne viva, com fúria, fogo, cinza e lava, delírio, abismo e subversão. A autora escreve até às entranhas e nunca se furta a expor as dores, a experiência da doença mental e a lucidez perante si, os outros e o mundo. A obra mais recente é a antologia “Já Não Me Deito em Pose de Morrer”, da coleção “Elogio da Sombra”, da Porto Editora, com curadoria de Valter Hugo Mãe. Um livro tesouro que contém relíquias poéticas de Cláudia, que é também pintora e está ligada ao projeto “Manicómio”. Uma vez quiseram-na louca, como escreveu num poema, mas maior loucura estará em quem não a ler e escutar. No final desta primeira parte, o escritor Valter Hugo Mãe deixa um retrato sobre Cláudia, e junta uma pergunta que vai fundo na poeta. 

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Cláudia R. Sampaio é das poetas mais necessárias e marcantes da contemporaneidade. A sua poesia é desassombradatorrencialpor vezes crua e em carne vivacom fúriafogocinza e lavadelírioabismo e subversãoCláudia R. Sampaio (parte 1): “Na poesia vou a sítios muito obscuros. É como estar à beira de um precipícioquase a caire ficar nessa vertigem. Viver é uma vertigem”abismo e subversão. A autora escreve até às entranhas e nunca se furta a expor as doresa experiência da doença mental e a lucidez perante sios outros e o mundo. A obra mais recente é a antologia “Já Não Me Deito em Pose de Morrer”da coleção “Elogio da Sombra”da Porto Editoracom curadoria de Valter Hugo Mãe. Um livro tesouro que contém relíquias poéticas de Cláudiaque é também pintora e está ligada ao projeto “Manicómio”. Uma vez quiseram-na loucacomo escreveu num poemamas maior loucura estará em quem não a ler e escutar. No final desta primeira parteo escritor Valter Hugo Mãe deixa um retrato sobre Cláudiae junta uma pergunta que vai fundo na poeta.