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#64 Nuno Garoupa - O subdesenvolvimento de Portugal como um problema de cultura e de instituições

Nuno Garoupa é professor de Direito na George Mason University, nos EUA. A investigação académica do convidado tem-se debruçado sobretudo sobre Direito Comparado e a relação entre as instituições do Direito e a Economia. Isto, associado à vida de estrangeirado, explica porque se habituou a pensar o país vendo-o de fora, num olhar que é, como vão ouvir, provocador e original. A discussão sobre as causas da pobreza (relativa) de Portugal tem barbas, claro, que é como quem diz: séculos. É quase uma predileção nacional, uma espécie de catarse momentânea, e que facilmente resvala num lamúrio inconsequente e pouco sistemático. Nesta conversa, tentei fugir a essa tentação. A nossa abordagem foi crítica, mas tentei que fosse construtiva e coerente. Até para não ser confundida com uma visão pessimista (vivemos, apesar de tudo, no melhor período dos últimos séculos) ou com um anti-portugalismo snob (que não só não tem razão de ser, como adianta pouco). Esta foi uma conversa em que andámos cá e lá entre vários temas de fundo. Tentámos ir à raiz da origem do atraso português, o que inevitavelmente nos levou ao papel da geografia, das instituições, e da cultura, cujos efeitos estão inevitavelmente entrelaçados. Falámos do modo - muitas vezes perverso - como funcionam as elites em Portugal e das especificidades (as indesejáveis) da cultura nacional, como a falta de confiança interpessoal (o Capital Social de que falei já neste podcast logo no episódio #6, com o Pedro Magalhães), o pouco cultivo do pensamento crítico no sistema de ensino, a obsessão (muito católica) com a culpa ou a tendência para ver a discussão de ideias como um combate moral e um jogo de soma nula. E falámos sobre soluções possíveis, sendo que, inevitavelmente, é muito mais difícil chegar a elas do que fazer o diagnóstico. Abordámos também o problema da quase estagnação da economia nas duas últimas décadas e outras ameaças à prosperidade e à satisfação dos portugueses com a democracia. Insatisfação essa, aliás, que o convidado prevê, mais tarde ou mais cedo, como indo levar a uma alteração de regime. Na última parte da conversa, aproveitei para viajar até à área de investigação do convidado e abordámos os desafios e as insuficiências do sistema judicial português. O Nuno, aliás, tem um livro muito interessante publicado sobre o tema que deixo na descrição do episódio. Obrigado aos mecenas do podcast: Gustavo Pimenta; João Castanheira João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Nelson Teodoro; Paulo Peralta; Duarte Dória; Tiago Leite Abílio Silva; Tiago Neves Paixão; João Saro; Rita Mateus; Tomás Costa; Daniel Correia, António Padilha, André Lima, João Braz Pinto, Tiago Queiroz, Ricardo Duarte, Rafael Melo, Alexandre Almeida, Carmen Camacho, João Nelas Vasco Sá Pinto, Luis Ferreira, Pedro Vaz, André Gamito, Henrique Pedro, Manuel Lagarto, Rui Baldaia, Luis Quelhas Valente, Rui Carrilho, Filipe Ribeiro, Joana Margarida Alves Martins, Joao Salvado, Luis Marques, Mafalda Pratas, Renato Vasconcelos, Tiago Pires, Francisco Arantes, Francisco dos Santos, João Bastos, João Raimundo, Hugo Correia, Mariana Barosa, Marta Baptista Coelho, Paulo Ferreira, Miguel Coimbra, Pedro Silva, António Amaral, Nuno Nogueira, Rodrigo Brazão, Nuno Gonçalves, Duarte Martins, Pedro Rebelo, Miguel Palhas, Duarte, José Carlos Abrantes, Tomás Félix, Vasco Lima, Carlos Martins, Ricardo Delgadinho, Marise Almeida; Gonçalo Martins, José Galinha -> Torne-se também mecenas do podcast, a partir de 2€, através do Patreon! Referências faladas ao longo do episódio: Artigo do convidado: ‘O fracasso das instituições portuguesas como um problema de muito longo prazo’ Instituições Extractivas vs Inclusivas, segundo Acemoglu e Robinson Evolução do PIB desde o Pombalismo Jogos de soma positiva Locus de controlo Livro referido: Yuen Yuen Ang - ‘How China Escaped the Poverty Trap’ Cartoon da New Yorker Manuel Valls, ex-primeiro-ministro francês, é candidato à câmara de Barcelona Livro do convidado sobre a Justiça em Portugal Livro recomendado: Sebastião José - Agustina Bessa-Luís Bio: Nuno Garoupa é professor de Direito, Reitor Adjunto para a Investigação e Desenvolvimento de Quadros e Director de programas de pós-graduação na George Mason University - Antonin Scalia Law School. Anteriormente, foi professor na Texas A&M University School of Law (2015-2018) e na Universidade de Illinois. Antes disso, de 2014 a 2016, foi Presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos, em Lisboa, Portugal. Foi também Professor de Direito e Investigador ‘H. Ross and Helen Workman’, na Faculdade de Direito da Universidade do Illinois e Co-Diretor do Programa de Direito, Ciências Sociais e Comportamentais do Illinois. Tem um Doutoramento em Economia pela Universidade de York (RU) e um Mestrado em Direito pela Universidade de Londres (RU). Entre as suas áreas de investigação destaca-se a análise económica do direito e das instituições legais. Os resultados destas investigações têm sido publicados em revistas ci

Jul 10, 20191h 46m

[republicado] Carlos Fiolhais - Pseudociências, História da Ciência, Ciência em Portugal e exploração espacial

Carlos Fiolhais é físico, professor universitário e um dos maiores - senão o maior - divulgador de Ciência em Portugal. Antes de entrarmos na última leva de episódios desta temporada, decidi republicar mais um episódio marcante dos início do podcast e que merecia já ser repuxado para a linha da frente. Foi uma bela conversa, esta com Carlos Fiolhais, que durante o ano e meio desde que gravámos este episódio continuou a marcar a agenda da discussão de ciência em Portugal. Espero que gostem. Volto para a semana como um episódio inteiramente novo! Bio: Carlos Fiolhais nasceu em Lisboa em 1956. Licenciado em Física na Universidade de Coimbra e doutorado em Física Teórica na Universidade Goethe, em Frankfurt, Alemanha, em 1982, é Professor Catedrático de Física na Universidade de Coimbra. Foi professor convidado em universidades de Portugal, Brasil e Estados Unidos. Publicou mais de 30 livros, incluindo Física Divertida, Computadores, Universo e Tudo o Resto e A Coisa Mais Preciosa que Temos (Gradiva); Ciência a Brincar (Bizâncio); manuais escolares de Física e de Química (Gradiva e Texto Editores); Roteiro de Ciência e Tecnologia (Ulmeiro) e Fundamentos de Termodinâmica do Equilíbrio (Gulbenkian). É autor de cerca de 100 artigos científicos em revistas internacionais (um dos quais com 3500 citações) e de mais de 300 artigos pedagógicos e de divulgação. Participou em inúmeros encontros, conferências e acções promovendo a ciência e a cultura científica. Criou o portal de ciência www.mocho.pt. Ganhou em 1994 o Prémio União Latina/JNICT de tradução científica. Ganhou o Globo de Ouro de Mérito e Excelência em Ciência de 2004 atribuído pela televisão SIC e pela revista Caras em 2005. Em 2017, ganhou o Grande Prémio Ciência Viva Montepio. Investiga Física da Matéria Condensada e Ensino e História das Ciências. Foi fundador e Director do Centro de Física Computacional da Universidade de Coimbra, onde instalou o maior computador português para cálculo científico («Centopeia»). Dirige a revista Gazeta de Física da Sociedade Portuguesa de Física e é membro da comissão editorial das revistas Europhysics News, da Sociedade Europeia de Física, e Física na Escola e Revista Brasileira do Ensino da Física, da Sociedade Brasileira de Física. Foi director da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 3, 20191h 26m

[republicado] Arlindo Oliveira - "Haverá alguma vez Mentes Digitais com inteligência superior à humana?"?

Esta semana resolvi republicar um episódio antigo que é um dos mais ouvidos do Quarenta e Cinco Graus. É a conversa com Arlindo Oliveira, presidente do IST, sobre o livro Mentes Digitais, o futuro da inteligência artificial e o modo como pode superar a cognição humana. É um tema a que vou voltar brevemente, ainda antes da pausa para férias, e, como foi apenas o 5º episódio do podcast, achei que estava na altura de lhe devolver o destaque merecido. Espero que gostem! O livro 'The Digital Mind' foi lançado este ano pela prestigiada MIT Press. A tradução em português, editada pela IST Press, foi lançada posteriormente no mercado nacional.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 26, 20191h 3m

#63 Inês Torres - “Porque é que o Antigo Egipto continua a fascinar-nos tanto?”

Inês Torres é egiptóloga e actualmente doutoranda na Universidade de Harvard, nos EUA. O Antigo Egipto até pode parecer um tema algo circunscrito para aquilo que é hábito no 45 graus, mas é preciso ter em conta que falamos de uma civilização que durou mais de 3000 anos (e isto é se considerarmos só o início canónico, quando as Cidades-Estado do Alto e Baixo Egipto se uniram para formar um só território). Para além disso, continua, passado todo este tempo, a ser um dos períodos que mais fascinam as pessoas, e não é por acaso, porque é um mundo que nos parece simultaneamente próximo e misterioso. Mas como a Inês realça, são seres humanos iguais a nós que viveram naquela cultura com aspectos tão exóticos e peculiares. Curiosamente, o Egipto dos faraós terminou perto do ano Zero, ou seja, precisamnete quando dava entrada o Cristianismo, que depois dominou a cultura ocidental até, pelo menos, ao Renascimento. A nossa conversa tocou em tantos pontos que pode ficar confusa. Por isso, vale a pena deixar aqui uma cronologia da História do Egipto em traços grossos. Ao longo dos 3 milénios, os historiadores identificam três períodos de estabilidade - os chamados Império Antigo, Intermédio e Novo -, separados por dois períodos de interregno, marcados por instabilidade. Sendo que, claro, como tudo isto se desenrolou ao longo de 3 milénios, cada um desses interregnos de instabilidade durou... 100 ou 200 anos (mais do que alguns reinos que se lhes seguiram). Estes 3000 anos de civilização são explicados, pelo menos em parte, pela protecção da geografia e pela sorte de ter acesso ao Nilo, uma fonte de água mais fiável do que outras civilizações. Esta prosperidade, por seu lado, permitiu libertar o tempo das pessoas que fizeram aquilo que hoje, em retrospectiva, admiramos: desde criar uma burocracia administrativa desenvolvida, aos progressos na matemática e na astronomia, passando pelas proezas arquitectónicas e artísticas. Ao longo da conversa, falámos sobre tudo isto, e também sobre a escrita, as pirâmides e outras criações, os ritos funerários e a visão optimista em relação à morte. Falámos também das características peculiares da cultura dos egípcios e da maneira como a sociedade estava estruturada, desde as elites ao povo, de que sabemos muito menos. E conversámos ainda, mais demoradamente, sobre Akhenaten, que foi provavelmente o faraó mais misterioso. Durante a conversa, tentei conjugar estes aspectos transversais daquela civilização com compreender a cronologia da História do Egipto, desde os três períodos de prosperidade aos anos (séculos) de interregno. Com tempo limitado e tendo em conta que a área de especialização da convidada é o Antigo Império, acabámos por falar menos do período mais recente. Deixámos de lado, por exemplo, temas importantes como o reinado de Ramses II ou o fim do império com Cleópatra. Obrigado aos mecenas do podcast: Gustavo Pimenta; João Castanheira João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Nelson Teodoro; Paulo Peralta; Duarte Dória; Tiago Leite Abílio Silva; Tiago Neves Paixão; João Saro; Rita Mateus; Tomás Costa; Daniel Correia, António Padilha, André Lima, João Braz Pinto, Tiago Queiroz, Ricardo Duarte, Rafael Melo, Alexandre Almeida Vasco Sá Pinto, Luis Ferreira, Pedro Vaz, André Gamito, Henrique Pedro, Manuel Lagarto, Rui Baldaia, Luis Quelhas Valente, Rui Carrilho, Filipe Ribeiro, Joana Margarida Alves Martins, Joao Salvado, Luis Marques, Mafalda Pratas, Renato Vasconcelos, Tiago Pires, Francisco Arantes, Francisco dos Santos, João Bastos, João Raimundo, Hugo Correia, Mariana Barosa, Marta Baptista Coelho, Paulo Ferreira, Miguel Coimbra, Pedro Silva, António Amaral, Nuno Nogueira, Rodrigo Brazão, Nuno Gonçalves, Duarte Martins, Pedro Rebelo, Miguel Palhas, Duarte, José Carlos Abrantes, Tomás Félix, Vasco Lima, Carlos Martins, Ricardo Delgadinho, Marise Almeida; Gonçalo Martins, José Galinha -> Torne-se também mecenas do podcast, a partir de 2€, através do Patreon! Referências faladas ao longo do episódio: Cronologia do Antigo Egipto 1822: The Decipherment of Hieroglyphs Egiptomania River-valley civilizations Seven Wonders of the Ancient World Coco (filme) e a morte no Antigo Egipto BBC In Our Time - The Egyptian Book of the Dead Herodotus on the Egyptians Pirâmides nas civilizações antigas A História de Sinué Colapso da Idade do Bronze Explosão de vulcão na Islândia Akhenaten Freud sobre Akhenaten Nefertiti Deus Aten Templo de Carnaque Projecto de doutoramento Livros recomendados: O Egito Faraónico, de Luís Manuel de Araújo The Complete Cities of Ancient Egypt, de Steven Snape Bio: Actualmente a fazer o Doutoramento na Universidade de Harvard, nos EUA. Licenciada em Arqueologia pela Universidade de Lisboa e M.Phil em Egiptologia pela Universidade de Oxford. A sua investigação debruça-se sobre as mulheres no Antigo Egipto e Núbia, arte e iconografia, arqueologia funerária e temas de identidade pessoal e de grupo expressas nos textos do Antigo Egipto.See omnystudio.com/list

Jun 19, 20191h 43m

#62 Thiago Hansen - A História do Direito: dos primórdios da Roma Antiga aos desafios do Brasil atual

Thiago Hansen é autor do podcast brasileiro Salvo Melhor Juízo e professor de História e Teoria do Direito na Universidade Federal do Paraná. Começámos por discutir a evolução do Direito ao longo da História - desde Roma (lá está), passando pela Europa medieval até à formação do Estado Moderno. Isto levou-nos a discutir temas como o Absolutismo ou a diferença entre a o sistema jurídico da tradição da Europa continental e a chamada common law de tradição inglesa. E daí saímos do passado para abordar o Presente do sistema judicial brasileiro. Foi muito interessante ouvir o alerta do Thiago, ele próprio jurista, em relação aos perigos do excesso de protagonismo do poder judicial no Brasil. Sobretudo tendo em conta que gravámos a conversa dias antes de saírem as notícias de que o juiz Sérgio Moro, figura central da acusação ao antigo Presidente Lula da Silva e hoje ministro da Justiça do Brasil, terá, entre outras acções muito discutíveis, a serem verdade, colaborado com o procurador do Ministério Público (a acusação), o que é proibido por lei. Isto são notícias dos últimos dias, atenção. Actualidade, portanto, num episódio que era suposto, relembro, suposto ser sobre História do Direito! Feito este detour, regressámos à História e à Teoria do Direito para falar da relação entre o Direito e Justiça. Pode parecer um não-tema, mas a verdade é que há uma longa história de discussão filosófica sobre a relação entre os dois. O debate clássico é entre duas visões antagónicas, a do chamado direito natural e a do positivismo jurídico. E várias vezes este contraste veio à baila durante o episódio. Explicando rapidamente, os proponentes do direito natural reclamam que existem leis universais naturais, que o Estado tem de respeitar. O que não responde, claro, à pergunta: o que é natural? Para uns é a palavra de Deus, para outros os direitos básicos de todos os seres humanos. Mas alguém tem de os definir, claro, por isso esta posição adianta de pouco. Já a posição contrária, a do direito positivista, está confortável com o facto de ser a maioria da população a definir o que é a lei e, em última análise, o Estado ou Governo desse país. Mas isso, claro, leva a que em teoria, se tolere um Estado autoritário ou uma ditadura da maioria. Enquanto não-jurista, tenho que dizer que me parece um debate um pouco esotérico...demasiado abstracto e sobretudo pouco útil na prática, uma vez que a realidade não corresponde exactamente a nenhum dos modelos. Mas julguem por vós próprios. Terminámos a conversa a falar sobre podcasts, Portugal e o Brasil e o potencial dos podcasts em aproximarem pessoas dos dois países - como nós. Espero que gostem. Obrigado aos mecenas do podcast: Gustavo Pimenta; João Castanheira João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Nelson Teodoro; Paulo Peralta; Duarte Dória; Gonçalo Martins; Tiago Leite Abílio Silva; Tiago Neves Paixão; João Saro; Rita Mateus; Tomás Costa; Daniel Correia, António Padilha, André Lima, João Braz Pinto, Tiago Queiroz, Ricardo Duarte, Rafael Melo Vasco Sá Pinto, Luis Ferreira, Pedro Vaz, André Gamito, Henrique Pedro, Manuel Lagarto, Rui Baldaia, Luis Quelhas Valente, Rui Carrilho, Filipe Ribeiro, Joana Margarida Alves Martins, Joao Salvado, Luis Marques, Mafalda Pratas, Renato Vasconcelos, Tiago Pires, Francisco Arantes, Francisco dos Santos, João Bastos, João Raimundo, Hugo Correia, Mariana Barosa, Marta Baptista Coelho, Paulo Ferreira, Miguel Coimbra, Pedro Silva, António Amaral, Nuno Nogueira, Rodrigo Brazão, Nuno Gonçalves, Duarte Martins, Pedro Rebelo, Miguel Palhas, Duarte, José Carlos Abrantes, Tomás Félix, Vasco Lima, Carlos Martins, Ricardo Delgadinho, Marise Almeida -> Torne-se também mecenas do podcast, a partir de 2€, através do Patreon! Referências faladas ao longo do episódio: Podcast do convidado: SALVO MELHOR JUÍZO Definições de Direito Jusnaturalismo Legal positivism Diferenças Ius Auctoritas e Potestas Josep Fontana Ordenações Celso: "O direito é a arte do bom e do justo" Ronald Dworkin Hans Kelsen Corpus Juris Civilis Gustav Radbruch e a ‘Jurisprudência de valores’ Pós-positivismo 2015 Polish Constitutional Court crisis Ato Institucional Número Dois Falcone e Di Pietro: os dois italianos que inspiraram Sérgio Moro Friedrich Nietzsche - Genealogia da Moral Jonathan Haidt - Moral foundations theory Michael Sandel - Justice (Harvard) Livros sugeridos: Paolo Grossi - Primeira Lição sobre Direito António Manuel Hespanha - Como os juristas viam o mundo Bio: Possui graduação em Direito pela Universidade Estadual do Norte do Paraná (2011), graduação em História pela Universidade Estadual do Norte do Paraná (2010), mestrado em Direito pela Universidade Federal do Paraná (2014) e doutorado em direito na Universidade Federal do Paraná (2018). É professor adjunto de Teoria do Direito do Setor de Ciências Jurídicas da Universidade Federal do Paraná. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em História do Direito e Teoria do Direito, atuando principalmente nos seguint

Jun 12, 20192h 5m

#61 Maria João Valente Rosa - Envelhecimento demográfico, natalidade e desenvolvimento

Maria João Valente Rosa é professora na Universidade Nova de Lisboa, doutorada em Demografia e foi, até ao ano passado, directora da Pordata, uma base de dados de indicadores sobre Portugal disponibilizada pela Fundação Francisco Manuel dos Santos. A nossa conversa levou-nos, como é habitual, em várias direcções. Em jeito de aperitivo, começámos por falar sobre a paixão da convidada, a Demografia, e da importância da literacia nesta área para uma sociedade informada e próspera. A conversa em si foi, em grande parte, sobre a principal área de investigação da convidada: o envelhecimento demográfico a que assistimos actualmente no mundo desenvolvido, e em Portugal em particular. A proporção de idosos face aos jovens tem vindo a aumentar em Portugal nas últimas décadas, em resultado do aumento da longevidade e, em menor grau, da diminuição da natalidade. Segundo o INE, o envelhecimento da sociedade vai continuar e só tenderá a estabilizar daqui a cerca de 40 anos Este vai ser um desafio para as sociedades, mas a convidada realça duas coisas. por um lado, este número é enganador, porque a esperança de vida também aumenta (uma pessoa de 65 anos em 1960 tinha uma esperança de vida restante equivalente a uma de 72 hoje em dia). Por outro lado, o envelhecimento demográfico é sobretudo uma notícia positiva, tendo em conta que (i) o aumento do número de velhos deve-se ao aumento da longevidade e (ii) a própria diminuição da natalidade é, indirectamente, resultado do desenvolvimento económico dos países. A questão da longevidade dava um podcast inteiro, claro, tantas as ramificações que tem. Falámos da enorme perda de valor social que é o actual sistema binário de trabalho (até aos 65 anos) seguido de entrada abrupta na reforma. E conversámos também sobre o modo, muitas vezes errado, como a sociedade lida com os velhos e os novos, e o que se pode melhorar. Sobre a redução da natalidade, conversámos sobre vários aspectos. Esta questão é sempre um puzzle. A influência do rendimento sobre o número de filhos, por exemplo, parece confusa: queixamo-nos hoje de que não temos mais filhos porque falta de dinheiro, mas é nos países mais pobres que nascem mais crianças. A explicação é que quando o nível de vida de uma sociedade aumenta muito, muda também a maneira como as pessoas vêem a natalidade: em países desenvolvidos (como Portugal), entre outras alterações, os filhos deixaram de ser vistos como mão-de-obra, por isso as “variáveis” da equação que usamos para decidir quantos filhos vamos ter alteraram-se drasticamente. Hoje, muito dificilmente a pessoa média quererá ter mais de dois filhos. Significa isto que as medidas a tomar para aumentar a natalidade num país como Portugal terão que ser adaptadas a essa nova realidade. E foi sobre isso, sobretudo, que falámos. Por exemplo, mais do que tentar alterar o número de filhos que as pessoas desejam – que dificilmente serão mais do que 2 –, é importante agir sobre as restrições que as impedem de ter os filhos que quereriam. Obrigado aos mecenas do podcast: Gustavo Pimenta; João Castanheira João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Nelson Teodoro; Paulo Peralta; Duarte Dória; Gonçalo Martins; Tiago Leite Abílio Silva; Tiago Neves Paixão; João Saro; Rita Mateus; Tomás Costa; Daniel Correia, António Padilha, André Lima, João Braz Pinto, Tiago Queiroz Vasco Sá Pinto, Luis Ferreira, Pedro Vaz, André Gamito, Henrique Pedro, Manuel Lagarto, Rui Baldaia, Luis Quelhas Valente, Rui Carrilho, Filipe Ribeiro, Joana Margarida Alves Martins, Joao Salvado, Luis Marques, Mafalda Pratas, Renato Vasconcelos, Tiago Pires, Francisco Arantes, Francisco dos Santos, João Bastos, João Raimundo, Hugo Correia, Mariana Barosa, Marta Baptista Coelho, Paulo Ferreira, Miguel Coimbra, Pedro Silva, António Amaral, Nuno Nogueira, Rodrigo Brazão, Nuno Gonçalves, Duarte Martins, Pedro Rebelo, Miguel Palhas, Ricardo Duarte, Duarte, José Carlos Abrantes, Tomás Félix, Vasco Lima, Carlos Martins, Ricardo Delgadinho Agradecimento especial neste episódio: Salvador Cunha -> Torne-se também mecenas do podcast, a partir de 2€, através do Patreon! Ligações: Hans Rosling Índice de Literacia Estatística -> Simulador Áreas de Portugal e Inglaterra (km²): 91,568 vs 130,395 Formação bruta de capital fixo Fronteira entre Portugal e Espanha WEF: The myth of an "ageing society" Horas de trabalho na UE Quality-adjusted life year Índice sintético de fecundidade Inquérito à fecundidade - 2013 Paper referido pela convidada Livro sugerido: O Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde Bio: Maria João Valente Rosa, professora universitária, nasceu em Lisboa em 1961. Doutorada em Sociologia, especialidade Demografia, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Foi Directora da Pordata – Base de Dados de Portugal Contemporâneo – projecto da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) e coordenadora da área científica "População" da FFMS. Desempenhou funções de dirigente em organismos públicos dos Minis

Jun 5, 20191h 44m

#60 Gustavo Cardoso - O futuro do jornalismo

Gustavo Cardoso é professor catedrático e investigador de Media e Sociedade no ISCTE. O tema é um dos mais desafiantes dos nossos tempos: os desafios actuais e o futuro do jornalismo. Foi uma excelente conversa e, para mim, também uma óptima maneira para explorar melhor este tema, porque participei recentemente num colóquio no CCB precisamente sobre o futuro do jornalismo. E porque é que o tema é tão importante? Porque o jornalismo é essencial à Democracia. E porque os jornais (e outros media) sofreram nos últimos anos quase uma de tempestade perfeita: a internet tornou uma série de informação disponível de forma gratuita, ao mesmo tempo que tirou aos jornais grande parte das receitas de publicidade, que agora estão nas mãos de gigantes como a Google e o Facebook. Ao mesmo tempo, do lado dos utilizadores, diminuiu a nossa predisposição para pagar e mudou a maneira como olhamos para a própria informação jornalística. Temos hoje mais e, talvez, melhor jornalismo, mas é cada vez mais difícil separar o trigo do joio. Ao mesmo tempo, estas mudanças afectaram os modelos de negócio dos jornais, o que, por seu lado, penaliza o próprio produto e afecta o papel dos media enquanto Quarto Poder. Conversámos, então, sobre vários aspectos deste tema: fake news e propaganda, modelo de negócio dos jornais, o papel dos privados e o papel do Estado, a importância do jornalismo para a democracia, a necessidade de reinventar o jornalismo. Falámos também das especificidades do mercado dos jornais em Portugal, como a particularidade (que a mim me parece um mau sinal) de quase todos os nossos jornais terem um posicionamento político supostamente ao centro. Obrigado aos mecenas do podcast: Gustavo Pimenta; João Castanheira João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Nelson Teodoro; Paulo Peralta; Duarte Dória; Gonçalo Martins; Tiago Leite Abílio Silva; Tiago Neves Paixão; João Saro; Rita Mateus; Tomás Costa; Daniel Correia, António Padilha, André Lima, João Braz Pinto Vasco Sá Pinto, Luis Ferreira, Pedro Vaz, André Gamito, Henrique Pedro, Manuel Lagarto, Rui Baldaia, Luis Quelhas Valente, Rui Carrilho, Filipe Ribeiro, Joana Margarida Alves Martins, Joao Salvado, Luis Marques, Mafalda Pratas, Renato Vasconcelos, Tiago Pires, Francisco Arantes, Francisco dos Santos, João Bastos, João Raimundo, Hugo Correia, Mariana Barosa, Marta Baptista Coelho, Paulo Ferreira, Miguel Coimbra, Pedro Silva, António Amaral, Nuno Nogueira, Rodrigo Brazão, Nuno Gonçalves, Duarte Martins, Pedro Rebelo, Miguel Palhas, Ricardo Duarte, Duarte, José Carlos Abrantes, Tomás Félix, Vasco Lima -> Torne-se também mecenas do podcast, a partir de 2€, através do Patreon! Ligações: Livros do convidado CCB - O Futuro do Jornalismo Edward Bernays, o ‘inventor’ da propaganda Estratégia da Netflix Move Fast and Break Things: How Facebook, Google, and Amazon Cornered Culture and Undermined Democracy - Jonathan Taplin Bio: Doutorado em Sociologia e investigador, professor catedrático de Media e Sociedade e Diretor do Curso de Doutoramento em Ciências da Comunicação no ISCTE-IUL em Lisboa. É editor associado do Journal IJOC da USC Annenberg e Chair do painel de avaliação das Starting Grants do European Research Council. É investigador do do CIES-IUL, do CADIS na EHESS em Paris e Director do OberCom. Autor de várias publicações, destaca-se "O Poder de Mudar" e "Sociedade dos Ecrãs" (Tinta da China), "Aftermath" (Oxford University Press) e "Os Media na Sociedade em Rede" (Fundação Calouste Gulbenkian).See omnystudio.com/listener for privacy information.

May 30, 20191h 42m

#59 Bernardo Pires de Lima - Dos desafios da União Europeia ao futuro da política norte-americana

Bernardo Pires de Lima é Investigador Associado do Instituto Português de Relações Internacionais da Universidade Nova de Lisboa e comentador regular em vários órgãos de comunicação social. Tem publicado vários livros sobre uma série de temas na área das Relações Internacionais: da política externa portuguesa, aos EUA, Médio-Oriente e, claro, da Europa. E foi precisamente sobre a Europa que falámos, a pretexto do seu livro mais recente, ‘O Lado B da Europa’. O livro já foi lançado no ano passado, mas acaba por vir bem a propósito, tendo em conta que as eleições europeias são já este domingo. É difícil fazer o sumário desta conversa, porque falámos sobre uma série de coisas. Começámos por discutir os desafios da União Europeia, tanto os internos, como a emergência de partidos populistas e, sobretudo, autoritários, como os externos, como a emergência da China. Falámos de um dos maiores desafios internos, que é a chegada ao poder de partidos autoritários em países como a Polónia e a Hungria - o que, entre outras coisas, põe a nu a incapacidade da UE em por cobro à deterioração das instituições na sua própria casa. Falámos também da importância de construir uma democracia a nível europeu e ,mais importante, uma cultura europeia. Terminámos a discutir um ensaio recente da Yoni Appelbaum na revista americana The Atlantic, em que este historiador e jornalista recomenda o impeachment a Donald Trump, com base num argumentário muito sustentado historicamente. E, claro, como em geopolítica tudo está ligado, por definição, regressámos à UE e falámos sobre o papel da NATO. Obrigado aos mecenas do podcast: Gustavo Pimenta; João Castanheira João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Nelson Teodoro; Paulo Peralta; Duarte Dória; Gonçalo Martins; Tiago Leite Abílio Silva; Tiago Neves Paixão; João Saro; Rita Mateus; Tomás Costa; Daniel Correia, António Padilha, André Lima Vasco Sá Pinto, Luis Ferreira, Pedro Vaz, André Gamito, Henrique Pedro, Manuel Lagarto, Rui Baldaia, Luis Quelhas Valente, Rui Carrilho, Filipe Ribeiro, Joana Margarida Alves Martins, Joao Salvado, Luis Marques, Mafalda Pratas, Renato Vasconcelos, Tiago Pires, Francisco Arantes, Francisco dos Santos, João Bastos, João Raimundo, Hugo Correia, Mariana Barosa, Marta Baptista Coelho, Paulo Ferreira, Miguel Coimbra, Pedro Silva, António Amaral, Nuno Nogueira, Rodrigo Brazão, Nuno Gonçalves, Duarte Martins, Pedro Rebelo, Miguel Palhas, Ricardo Duarte, Duarte, José Carlos Abrantes, Tomás Félix -> Torne-se também mecenas do podcast, a partir de 2€, através do Patreon! Ligações: Livro do convidado: O Lado B da Europa Artigo de Anne Applebaum na The Atlantic Dani Rodrik - How democratic is the Euro Spitzenkandidat Carnegie Europe - What Are Europe’s Top Three Challenges? Not Brexit, Not Migration, Not Populism. Podcast LSE Episódio do podcast ‘Hidden Brain’ sobre a criatividade Impeach Trump Now - Yoni Appelbaum (The Atlantic) The Case Against Impeachment - Slate Bio: Bernardo Pires de Lima (n. 1979) é Investigador Associado do Instituto Português de Relações Internacionais da Universidade Nova de Lisboa (desde 2004), colunista de política internacional do Diário de Notícias (desde 2010), comentador de assuntos internacionais da RTP e da Antena 1 (desde 2015) e membro do conselho consultivo do Instituto para a Promoção da América Latina (IPDAL). Entre 2012 e 2018, foi Visiting e Nonresident Fellow no Center for Transatlantic Relations, Paul H. Nitze School of Advanced International Studies, Universidade Johns Hopkins, em Washington D.C. Tem trabalhado ainda nos últimos anos em consultoria em assuntos internacionais para entidades diplomáticas, políticas e empresariais, tendo sido consultor de risco estratégico da Maintrust Investment Consulting. É, desde Setembro de 2017, Partner na FIRMA – Agência Portuguesa de Negócios, onde lidera a área de Risco Geopolítico. Licenciou-se em Ciência Política pela Universidade Lusíada de Lisboa (2003), frequentou o último ano do curso na Università degli Studi di Roma Tre, Itália, ao abrigo do programa Erasmus, onde desenvolveu um projecto de investigação sobre a influência do império de comunicação social de Sílvio Berlusconi na sua eleição em 2001. Concluiu o mestrado em Relações Internacionais pela Universidade Lusíada de Lisboa (2006), com uma tese sobre a política externa britânica entre 1997 e 2003, em particular sobre a estratégia de Tony Blair para o Kosovo e o Iraque. Optou por congelar o doutoramento na Universidade Nova de Lisboa, numa fase intermédia da escrita de uma tese sobre os EUA e a transformação da NATO depois da Guerra Fria, em virtude dos vários compromissos profissionais simultâneos. Foi comentador residente da Rádio Renascença (2008-2012), TVI 24 (2009-2012) e colunista do jornal i (2009-2010). Tem publicado em revistas académicas como Relações Internacionais, Nação e Defesa ou European Foreign Affairs Review e colaborado com a imprensa nacional e estrangeira, como a SIC, SIC Notícias, TVI, RTP1, RTP

May 22, 20191h 31m

#58 João Nuno Coelho - Da “futebolização da sociedade portuguesa" à magia do Desporto-rei

João Nuno Coelho é sociólogo, autor de vários livros sobre sociologia e História do Futebol. É membro do Grupo de História e Desporto do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa. Nos últimos anos integrou a Football Ideas, colaborando com diversos media nos campos da análise e estatística do futebol, como atestam as participações na Liga dos Últimos, no Números Redondos e na Grandiosa Enciclopédia do Ludopédio. O tema deste episódio é um que já há muito tinha pensado trazer ao podcast. Tinha pensado, mas tinha também hesitado, porque adivinho que só uma parte dos ouvintes tem algum interesse pelo tema. Dito isto, posso dizer com alguma confiança que este é um episódio que pode interessar a quase todos os que tenham pelo menos algum interesse por futebol, sobretudo se esse interesse for mais pelo desporto em si e pelo fenómeno social do que pela actualidade que preenche os jornais diários e os programas de comentário televisivo. Obrigado aos mecenas do podcast: Gustavo Pimenta; João Castanheira João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Nelson Teodoro; Paulo Peralta; Duarte Dória; Gonçalo Martins; Tiago Leite Abílio Silva; Tiago Neves Paixão; João Saro; Rita Mateus; Tomás Costa; Daniel Correia, António Padilha, André Lima Vasco Sá Pinto, Luis Ferreira, Pedro Vaz, André Gamito, Henrique Pedro, Manuel Lagarto, Rui Baldaia, Luis Quelhas Valente, Rui Carrilho, Filipe Ribeiro, Joana Margarida Alves Martins, Joao Salvado, Luis Marques, Mafalda Pratas, Renato Vasconcelos, Tiago Pires, Francisco Arantes, Francisco dos Santos, João Bastos, João Raimundo, Hugo Correia, Mariana Barosa, Marta Baptista Coelho, Paulo Ferreira, Miguel Coimbra, Pedro Silva, António Amaral, Nuno Nogueira, Rodrigo Brazão, Nuno Gonçalves, Duarte Martins, Pedro Rebelo, Miguel Palhas, Ricardo Duarte, Duarte -> Torne-se também mecenas do podcast, a partir de 2€, através do Patreon! Ligações: Livro: The Numbers Game: Why Everything You Know About Soccer Is Wrong Paperback – Chris Anderson e David Sally Quest for Excitement: Sport and Leisure in the Civilizing Process - de Norbert Elias Norbert Elias e o “Processo CIvilizacional” Episódio de que falei sobre o futebol nos EUA (Freakonomics) Livro: Banal Nationalism - Michael Billig “Vestir a camisola” – jornalismo desportivo e a selecção nacional de futebol (artigo académico do convidado) Drafting na NBA A disparidade dos direitos televisivos em Portugal Quem decide as regras do futebol? Sócrates VAR Golo Hugo Almeida vs Inter de Milão Livro que refere a origem da vantagem das equipas que jogam em casa: Scorecasting: The Hidden Influences Behind How Sports Are Played and Games Are Won Paperback – Tobias Moskowitz e L. Jon Wertheim Episódio do podcast da BBC ‘More or Less’ sobre como o futebol mudou nas últimas décadas Livro: Inverting The Pyramid, The History Of Football Tactics - de Jonathan Wilson Artigo de Jonathan Wilson sobre reutilização das tácticas passadas Moneyball (filme) Brentford's Moneyball Way To Beat Football Teams With Huge Budgets Livro recomendado: Fever Pitch - Nick Hornby Bio: João Nuno Coelho é sociólogo. Mestre e Licenciado em Sociologia pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Vencedor em 1999 da 1.ª Edição do Prémio Jovem Cientista Social de Língua Portuguesa, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Autor da obra Portugal, a equipa de todos nós. Nacionalismo, futebol e os media (Afrontamento, 2001), A Nossa Selecção em 50 Jogos, 1921-2004 (Afrontamento, 2004) e da coletânea Futebol Globalizado (Análise Social e Routledge, 2006). Lecionou Sociologia da Arte na Escola Superior Artística do Porto (2003-2007). É membro do Grupo de História e Desporto do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa. Nos últimos anos integrou a Football Ideas, colaborando com diversos media nos campos da análise e estatística do futebol, como atestam as participações na Liga dos Últimos, no Números Redondos e na Grandiosa Enciclopédia do Ludopédio.See omnystudio.com/listener for privacy information.

May 8, 20191h 47m

#57 Constantino Xavier - “Para a Índia, a democracia é a única forma de conseguir gerir toda aquela diversidade de culturas, línguas e religiões”

Constantino Xavier é investigador na Brookings India, em Nova Deli, integrado na Brookings Institution, um dos maiores think tanks do mundo. A investigação do Constantino debruça-se sobretudo sobre a política externa da Índia, segurança e política regional, democracia e relações Europa-Ásia Aproveitei uma visita do Constantino a Portugal, no mês passado, para o convidar para o podcast. É um privilégio poder trazer ao podcast um especialista de renome mundial em assuntos indianos. Durante a conversa, falámos sobre uma série de aspectos relacionados com a Índia. Desde logo, as especificidades deste país gigantesco e ultra-diverso, composto por 29 Estados, com diferentes culturas, dezenas de religiões e quase 400 línguas diferentes. Não podíamos passar ao lado da política interna do país, que tem sido agitada nos últimos anos, com o com a ascensão do partido do actual Primeiro Ministro, o carismático Narendra Modi, e a vaga de nacionalismo hindu que lhe tem estado associada e que é um dos grandes desafios à unidade do país. Aliás, estão agora na Índia a decorrer as eleições gerais, um processo verdadeiramente hercúleo, não só em dimensão (é a maior democracia do mundo) como em duração, visto que dura, vejam só, desde 11 de abril e estende-se até dia 23 de maio! Falámos também da China, um tema praticamente incontornável hoje em dia quando se analisa a Índia no contexto internacional. Por um lado, a China representa um modelo para a Índia do ponto de vista do desenvolvimento económico. Mas é, também, cada vez mais, uma ameaça ao domínio a que a Índia estava habituada na sua vizinhança. Para além disso, e falámos disso também, é um país com uma cultura muito distinta da da Índia, algo que é visível também nas diferentes abordagens entre os dois países à política e à cooperação internacionais. Finalmente, como não poderia deixar de ser, falámos também do Paquistão, a eterna dor-de-cabeça dos governos indianos. As relações entre os dois países têm sido ultra-tensas (para usar um eufemismo) desde a partição da Índia Britânica em 1947 e a independência dos dois países; juntamente com o Paquistão Oriental (agora Bangladesh). Nota: A qualidade do som durante os primeiros 18 minutos é de pior qualidade do que o normal. Obrigado aos mecenas do podcast: Gustavo Pimenta; João Castanheira João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Nelson Teodoro; Paulo Peralta; Duarte Dória; Gonçalo Martins; Tiago Leite Abílio Silva; Tiago Neves Paixão; João Saro; Rita Mateus; Tomás Costa; Daniel Correia, António Padilha, André Lima Vasco Sá Pinto, Luis Ferreira, Pedro Vaz, André Gamito, Henrique Pedro, Manuel Lagarto, Rui Baldaia, Luis Quelhas Valente, Rui Carrilho, Filipe Ribeiro, Joana Margarida Alves Martins, Joao Salvado, Luis Marques, Mafalda Pratas, Renato Vasconcelos, Tiago Pires, Francisco Arantes, Francisco dos Santos, João Bastos, João Raimundo, Hugo Correia, Mariana Barosa, Marta Baptista Coelho, Paulo Ferreira, Miguel Coimbra, Pedro Silva, António Amaral, Nuno Nogueira, Rodrigo Brazão, Nuno Gonçalves, Duarte Martins, Pedro Rebelo, Miguel Palhas, Ricardo Duarte -> Torne-se também mecenas do podcast, a partir de 2€, através do Patreon! Ligações: Prémio recebido pelo convidado Ranking de países por PIB per capita LKY School of Public Policy Modi e o Nacionalismo Hindu Influência de Vivekananda sobre Modi Livro recomendado: The Idea of India Paperback, de Sunil Khilnani Territórios disputados entre Índia e China Belt and Road Initiative Escaramuças entre a Índia e o Paquistão em 2019 Artigo citado sobre o conflito com o Paquistão: “Whatever others may believe, my opinion is simply that it is better for India to brave a costly nuclear attack by Pakistan, and get it over with even at the cost of tens of millions of deaths, than suffer ignominy and pain day in and day out through a thousand cuts and wasted energy in unrealized potential.” Estudo do Banco Mundial sobre os custos da não integração regional Bio: Constantino Xavier é investigador na Brookings India, em Nova Deli, onde se dedica à política externa indiana, segurança regional, democracia e relações Europa-Ásia. É doutorado em Estudos do Sudeste Asiático pela Universidade Johns HopkinsSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 1, 20191h 19m

#56 Daniel T. Santos - “O que podemos aprender com o modo como pensa um Designer?”

Daniel Santos é um designer de serviços com uma carreira que já passou por várias geografias, da Índia ao Reino Unido, e a desempenhar papéis diferentes, de professor a praticante. Actualmente, é designer de serviços no LabX - Laboratório de Experimentação da Administração Pública, onde aplica metodologias do Design para tornar os serviços públicos melhores tanto para os cidadãos como para os funcionários. A conversa, como é habitual, estendeu-se por vários terrenos. Comecei por tentar perceber o que é design. Acho que todos os leigos, como eu, tendem a associá-lo intuitivamente à estética, mas, como vamos ver, é muito mais do que isso. Falámos também de alguns exemplos de design com que nos cruzamos no dia-a-dia, como os tipos de letra que usamos para escrever um texto no computador. A letra Arial, descobri há pouco tempo, tem muito má fama entre os designers. De seguida, discutimos alguns dos princípios do Design, como o conceito de ‘modelos mentais’, que significam essencialmente o modo como o utilizador do produto ou serviço que se está a desenhar interpreta e representa na sua mente a realidade em que vive. Ora, para um designer, é essencial conhecer o modelo mental do utilizador, porque só assim pode assegurar que vai entender e beneficiar das características que estão a ser desenhadas naquele produto. O problema - ou o desafio - associado aos modelos mentais é que estes variam muito entre pessoas, pelas experiências e backgrounds de cada um e, sobretudo, pelas culturas diferentes, quando falamos de diferentes países. Conversámos, ainda, sobre a área de trabalho do convidado, Design de serviços, uma área muito centrada na funcionalidade e, portanto, onde este conceito de modelos mentais é essencial. Finalmente, falámos também de outro conceito-chave do Design, este um que se tem tornado quase uma moda no mundo da gestão (e adulterado QB pelo caminho): o Design Thinking, ou “pensar como no design”. A utilidade da abordagem do design para a gestão de empresas e organizações é fácil de entender. O design, na essência, o que fAz é tentar encontrar soluções para problemas práticos. As intersecções entre isto e o objetivo de uma empresa de melhorar a proposta de valor para os clientes são fáceis de encontrar. O que é especial na abordagem do design é que, por ter que lidar com objectos e tipos de utilizadores muito variados, tem de fazer uso de trabalho colaborativo, de equipas multidisciplinares, e de ter uma grande atenção às necessidades dos utilizadores. Trazer estes métodos para dentro de uma empresa, se for bem feito, pode ser uma grande ajuda para encontrar soluções mais inovadoras. Obrigado aos mecenas do podcast: Gustavo Pimenta; João Castanheira João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Nelson Teodoro; Paulo Peralta; Duarte Dória; Gonçalo Martins; Tiago Leite Abílio Silva; Tiago Neves Paixão; João Saro; Rita Mateus; Tomás Costa; Daniel Correia, António Padilha Vasco Sá Pinto, Luis Ferreira, Pedro Vaz, André Gamito, Henrique Pedro, Manuel Lagarto, Rui Baldaia, Luis Quelhas Valente, Rui Carrilho, Filipe Ribeiro, Joana Margarida Alves Martins, Joao Salvado, Luis Marques, Mafalda Pratas, Renato Vasconcelos, Tiago Pires, Francisco Arantes, Francisco dos Santos, João Bastos, João Raimundo, Hugo Correia, Mariana Barosa, Marta Baptista Coelho, Paulo Ferreira, Miguel Coimbra, Pedro Silva, António Amaral, Nuno Nogueira, Rodrigo Brazão, Nuno Gonçalves -> Torne-se também mecenas do podcast, a partir de 2€, através do Patreon! Ligações: Steve Jobs: “Most people make the mistake of thinking design is what it looks like. People think it’s this veneer – that the designers are handed this box and told, “Make it look good!” That’s not what we think design is. It’s not just what it looks like and feels like. Design is how it works.” O espremedor de limões de Philippe Starck Teste referido pelo convidado Episódio podcast ‘Sobretudo’ (parte 1; parte 2) Reconsidering The Effect Of Aesthetics On Usability Canal Reddit ‘Oddly Satisfying’ Unsatisfying Comic Sans e a dislexia Cheryn Flanagan Hotéis Citizen M PepsiCo CEO Indra Nooyi on Design Thinking Design Council - Measuring the value and role of design Design Management Institute - The Value of Design Design Thinking by Herbert Simon Just Enough Research, Erika Hall Nudge theory Wicked problem Livro recomendado: Dark Matter and Trojan Horses: A Strategic Design Vocabulary, de Dan Hill Frédéric Bastiat Necessidades funcionais, hedonistas e simbólicas Bio: Daniel Santos, é service designer e um entusiasta da inovação centrada nas pessoas. Foi Design Lead na FutureEverything, em Manchester, no Reino Unido, onde trabalhou em projectos smart-cities e ciência colaborativa. Antes disso, viveu na Índia, cerca de 4 anos, onde leccionou design no ensino superior. Mudou-se para Lisboa para ser service designer no LabX, onde aplica metodologias de Design de Serviços para tornar os serviços públicos mais eficientes e melhorar o quotidiano dos funcionários públicos e cidadã

Apr 17, 20191h 31m

#55 Joana Amaral Dias - Psicologia Política: personalidade, emoção, moral e cognição

Joana Amaral Dias é psicóloga, comentadora e política. Conversámos sobre Psicologia Política, a propósito do seu livro “O Cérebro da Política - Como a personalidade, emoção e cognição influenciam as escolhas políticas”. Este é um dos temas que me têm dado mais que pensar nos últimos tempos, sobretudo desde que gravei a série de episódios sobre Orientações Políticas. A Psicologia Política é, então, o estudo de como as diferenças psicológicas entre as pessoas - como a personalidade, as emoções, os valores ou mesmo a cognição - ajudam a explicar, por exemplo, o eterno mistério de duas pessoas igualmente bem intencionadas e capazes, chegarem a visões políticas antagónicas. Dito isto, vale a pena, se calhar, esclarecer que o objectivo da PP não é reduzir a política à psicologia. Claro que o nosso egoísmo nos leva a alinhar com visões políticas que defendam a nossa posição na sociedade, e é claro que o próprio meio em que nascemos influencia a nossa posição. Mas o que é incrível, e que a Psicologia Política ajuda a explicar, é que isso não é suficiente para explicar porque é que pessoas, por exemplo, dois irmãos que nasceram no mesmo meio e receberam a mesma educação chegam a visões políticas diferentes. Durante a conversa, falámos sobre uma série de aspectos da influência da psicologia na política. Começámos por uma das descobertas fundacionais desta área: o facto de o nosso julgamento moral e político começar sempre por uma intuição, isto é, de forma inconsciente. É dessa forma inconsciente - e muitas vezes de forma emocional - que formamos a nossa visão - positiva ou negativa - sobre, por exemplo, o que defende determinado partido ou político. Só depois é que a nossa ‘mente racional’ entra ao serviço e vai sobretudo ter o trabalho de justificar aquela conclusão apriorística, e, só muito raramente, rever criticamente essa conclusão. É muito curiosa esta descoberta e, para mim, de certa forma - lá está - intuitiva. Ocorreu-me logo, por exemplo, a descrição que o Francisco Mendes da Silva fez, no episódio que gravámos, sobre como se tinha tornado conservador muito cedo na vida, com a sistematização dessa perspectiva a ocorrer só mais tarde. A comprovação de que o nosso julgamento moral é, primeiramente, intuitivo, deve muito ao trabalho do psicólogo moral Jonathan Haidt, cujo livro ‘The Righteous Mind’ (algo como ‘A Mente Íntegra’) me foi recomendado, em boa hora, por dois ouvintes - João Cotrim de Figueiredo e Pedro Macedo Alves - a quem aproveito para agradecer. Compreendendo, então, que as nossas opiniões são formadas sobretudo de forma inconsciente, rapidamente percebemos que a nossa forma de pensar, o nosso software mental, tem um papel importante. Por isso, as diferenças de personalidade são essenciais para explicar porque é que pessoas diferentes têm visões distintas do mundo e da política. E foi disto que falámos a seguir na conversa, usando como referencial o chamado ‘modelo dos cinco factores’, o modelo com maior validação empírica na Psicologia da Personalidade. A propósito desse modelo, recomendo ouvirem, se ainda não o fizeram, o episódio #11, com Margarida Pedroso de Lima. Estas características de personalidade são facilmente observáveis sobretudo nos próprios políticos. Falámos, aliás, de alguns casos portugueses que é interessante analisar por esta lente. Das diferenças de personalidade entre as pessoas partimos para as diferenças ao nível dos valores com que cada um de nós se identifica. A principal diferença é que a personalidade tem sobretudo que ver com a nossa forma de pensar, enquanto os valores representam juízos concretos, isto é, aquilo que acreditamos, que sentimos, estar certo ou errado, ser importante ou irrelevante. A propósito dos valores, socorremo-nos do dito livro de Jonathan Haidt, de que falei há pouco, que organiza os valores universais da Humanidade (encontrados em todo o tipo de culturas) em cinco dimensões: O cuidado e a empatia pelo outro A justiça, que pode implicar princípios de igualdade ou, pelo contrário, de meritocracia A lealdade ao grupo A autoridade e tradição A liberdade, isto é, a rejeição de restrições externas à liberdade individual Como é fácil de perceber, diferentes valores estão associados, de uma forma até mais clara do que as diferenças de personalidade, a preferências políticas diferentes entre as pessoas, e por vezes contraditórias. Durante o resto da conversa, tivemos ainda tempo para falar sobre o grande mistério de qual é a origem de todas estas diferenças entre nós (quanto é culpa genes, quanto é causado pelo meio em que crescemos ou a educação que tivemos). Falámos, ainda, sobre liderança na política, e a distinção entre líderes que procuram “poder sobre” e aqueles que buscam “poder para”, que tem sido muito estudada na Psicologia Política. Mesmo a terminar, perguntei à convidada, que sempre se assumiu de esquerda, que valores tradicionalmente da Direita é que tinha ficado a ver de uma forma mais positiva depois deste trabalho de investigação. Resu

Apr 10, 20191h 48m

#54 Pedro Boucherie Mendes - “Porque gostamos tanto de não gostar de televisão?”

Pedro Boucherie Mendes é actualmente director de Planeamento Estratégico da SIC. Para além disso, assina uma coluna de opinião no site Vida Extra, no Expresso, sobre séries de televisão e conduz o programa Irritações na SIC Radical, para não falar de outras etapas de um longo currículo ligado à televisão e à imprensa. Conversámos a propósito do seu último livro, AINDA BEM QUE FICOU DESSE LADO, onde o convidado aborda uma série de aspectos do mundo da televisão, desde a evolução do meio, aos bastidores da produção, passando pelo novo mundo dos conteúdos disponíveis on demand. Mas dizer que conversámos sobre televisão é um retrato muito curto da conversa. À boleia da televisão, falámos sobre uma série de e temas. Até porque o Pedro é mais do que apenas um profissional de televisão. É, como eu, um curioso inveterado, e com uma veia forte de crítico cultural. Há muitos anos que se dedica, por exemplo, a analisar e criticar as idiossincrasias da cultura nacional. Começámos por abordar a má fama que a televisão tem enquanto meio (todos sabemos que dá um ar sofisticado a pessoa dizer com um ar indiferente: “naa...eu já não vejo televisão”. Ora, a nossa relação com este meio, quer queiramos quer não, não é de indiferença. Falámos, também do importante papel da televisão, por exemplo, na promoção da tolerância ou na educação cívica. Uma das coisas curiosas que a televisão faz como nenhum outro meio, e que não é devidamente valorizada, é gerar empatia por pessoas diferentes de nós, ao trazê-las para a nossa sala e mostrar o que temos em comum. A televisão aproxima o que está longe, e a proximidade é o condutor da empatia. Isto levou-nos aos desafios da produção: como é a vida de um profissional de televisão, ou quais são os desafios para um argumentista adaptar a narrativa de uma série depois do surgimento dos telemóveis, por exemplo. E é claro que não resistimos a falar das séries da chamada era de ouro das séries americanas, do Breaking Bad ao Sopranos, passando por títulos mais recentes, como o Black Mirror. À boleia disto, falámos sobre o mistério que é a nossa predilecção por ficção, por histórias, o facto de sermos capazes de, no jargão científico, ‘suspender a nossa descrença’, isto é, pôr de lado o nosso sentido crítico para podermos desfrutar de uma boa história. A propósito disto, se, como eu, este mistério vos fascinar, não deixem de ler o artigo do site Psychology Today cujo link deixo na descrição deste episódio. Mesmo a terminar, tivemos ainda tempo para falar sobre a visão do convidado em relação ao que vai ser a televisão daqui a 20 anos, nomeadamente o futuro da chamada ‘televisão de fluxo’ que é, basicamente, a velha televisão, ou seja, o que está a dar ee eu for ali à sala ligar o televisor. Torne-se mecenas do podcast, a partir de 2€, através do Patreon! Obrigado aos mecenas do podcast: Gustavo Pimenta; João Castanheira João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Nelson Teodoro; Paulo Peralta; Duarte Dória; Gonçalo Martins; Tiago Leite Abílio Silva; Tiago Neves Paixão; João Saro; Rita Mateus; Tomás Costa; Daniel Correia, António Padilha Vasco Sá Pinto, Luis Ferreira, Pedro Vaz, André Gamito, Henrique Pedro, Manuel Lagarto, Rui Baldaia, Luis Quelhas Valente, Rui Carrilho, Filipe Ribeiro, Joana Margarida Alves Martins, Joao Salvado, Luis Marques, Mafalda Pratas, Renato Vasconcelos, Tiago Pires, Francisco Arantes, Francisco dos Santos, João Bastos, João Raimundo, Hugo Correia, Mariana Barosa, Marta Baptista Coelho, Paulo Ferreira Ligações: Livro do convidado: ‘Ainda Bem Que Ficou Desse Lado - Como ser um melhor espectador de televisão na era das séries, da netflix e da escolha infinita’ Hofstede - Portugal Seth MacFarlane O mito da má dentição dos britânicos Actriz da série Mad Men (a propósito dos dentes) ‘Soap’ (comédia) Suspensão da descrença What Brain Activity Can Explain Suspension of Disbelief? Diegese Séries ‘The Shield’ Deadwood Black Mirror You Jump the Shark The Reith Lectures - Bertrand Russel Pensar, Depressa e Devagar de Daniel Kahneman Projeto Refazer de Michael Lewis Marshall McLuhan - Hot and cool media Bio: Pedro Boucherie Mendes é actualmente director de Planeamento Estratégico da SIC. Anteriormente, foi director dos canais temáticos do mesmo canal. Licenciado em Comunicação Social, tem uma pós-graduação em Ciência Política. Entre outras coisas, foi crítico de música, fez rádio e na imprensa trabalhou no semanário O Independente, na Maxmen e fundou a FHM. Escreveu nas revistas Grande Reportagem e «NS’» (Diário de Notícias) e Index, do jornal I e colabora com o Expresso. O seu último livro é AINDA BEM QUE FICOU DESSE LADO, Como ser um melhor espectador de televisão na era das séries, da Netflix e da escolha infinita. Actualmente assina uma coluna no site Vida Extra, no Expresso sobre séries de televisão; conduz o programa Irritações na SIC Radical. Na SIC participou ainda no programa «Prazer dos Diabos» e foi jurado em três edições do «Ídolos».See omnystudio.com/listener for pr

Apr 3, 20191h 59m

#53 João Júlio Cerqueira - Ciência baseada na evidência

João Júlio Cerqueira é médico e fundador do Scimed, um site que tem como missão divulgar informação sobre vários temas da área da ciência - sobretudo, mas não só, na área da saúde. Recomendo fazerem uma visita ao site, porque vale mesmo a pena e o João tem sido um verdadeiro paladino da ciência baseada na evidência. O que não quer dizer, como ele próprio chama a atenção, que os artigos que escreve não sejam contestáveis. Podem sê-lo claro, mas o mérito deste projecto é forçar a que o debate decorra como deve ser, isto é, usando a evidência e não as opiniões. O João aborda no site uma série de temas, que vão das terapias alternativas à nutrição, passando pela protecção do ambiente e mesmo por outras áreas da ciência como, por exemplo, a energia nuclear. Neste trabalho de esclarecimento, o convidado tem, muitas vezes, posto em causa, por exemplo, algumas terapias alternativas de que já todos ouvimos falar ou algumas das modas (e não são poucas) na área da nutrição e ainda algumas medidas ambientalistas, muitas vezes bem-intencionadas mas que nem sempre têm validação científica à altura do peso que têm nos media ou nas redes sociais. Esta conversa foi particularmente extensa, por isso vale a pena guiar-vos pelos tópicos que abordámos: Começamos, claro, por falar do projecto do convidado e, como não podia deixar de ser, da primeira área em que o João centrou agulhas (pun intended): as chamadas pseudociências / medicinas alternativas, como por exemplo a homeopatia ou a acupunctura. Ainda na lógica da ciência baseada na evidência, mas neste caso aplicada ao ambiente, falámos também do caso do glifosato, um herbicida que tem dado muita polémica ultimamente. Um tema subjacente a esta parte e sobretudo ao que se seguiu na conversa é o enorme desafio que é para a ciência, enquanto instituição da sociedade, conviver com os enviesamentos cognitivos deste nosso cérebro de primata. Esta é uma questão com uma série de ramificações, que vão desde a má relação entre a natureza lenta e parcelar da investigação científica e a lógica imediatista das notícias até à base emocional que está subjacente a muitos movimentos ambientalistas, cujos defensores que caem, por exemplo, muito facilmente na chamada falácia naturalista. Finalmente, conversámos ainda sobre a energia nuclear, e o modo como pode ser parte da solução para o problema mais importante deste século: as alterações climáticas, e terminámos regressando ao tema inicial, isto é, às terapias alternativas. A este propósito, falámos do fascinante efeito placebo e também do facto, que deve servir de reflecção para a comunidade médica, de que, em muitos casos, estes tratamentos alternativos, não sendo válidos cientificamente, têm em quem os pratica uma componente humana, de cuidado e atenção ao doente, que muitas vezes não falta aos médicos. Torne-se mecenas do podcast, a partir de 2€, através do Patreon! Obrigado aos mecenas do podcast: Gustavo Pimenta João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Nelson Teodoro; Paulo Ferreira; Duarte Dória; Gonçalo Martins; Tiago Leite Abílio Silva; Tiago Neves Paixão; João Pinto; Daniel Correia; João Saro; Rita Mateus; Tomás Costa Vasco Sá Pinto; David; Pedro Vaz; Luís Ferreira; André Gamito, Rui Baldaia; Henrique Pedro; Manuel Lagarto; Rui Carrilho; Luis Quelhas Valente; Tiago Pires; Mafalda Pratas; Filipe Ribeiro; Renato Vasconcelos; João Salvado; Joana Martins; Luís Marques; João Bastos; João Raimundo; Francisco Arantes; Francisco dos Santos; Mariana Barosa; Hugo Correia; Marta Baptista Coelho Ligações: Artigos do convidado abordados no episódio Manuel Pinto Coelho e a água do mar Glifosato Pós-modernismo Energia nuclear Efeito placebo Ordem dos Médicos acusa Manuel Pinto Coelho de fazer “afirmações potencialmente graves para os doentes” Documentário da HBO sobre a Cientologia Glifosato e o câncro Homeopatia: um, dois, três Elsa Pegado: “O Recurso às Medicinas Complementares e Alternativas: padrões sociais e trajetórias terapêuticas” (tese de doutoramento) The Dissenter - entrevista a Gad Saad Peça da SIC Notícias sobre o Glifosato, com a participação do convidado Uma opinião em sentido contrário Efeito Dunning-Kruger Virtue signalling Notícia “Insetos podem desaparecer em 100 anos e isso é catastrófico” Livros de Steven Pinker “O Iluminismo Agora - Em Defesa da Razão, Ciência, Humanismo e Progresso” “Os Anjos Bons da Nossa Natureza” Artigo de Steven Pinker no Quillette Polémica da expulsão de Peter Gøtzsche da Cochrane Jonathan Haidt (Psicólogo Moral) - The Righteous Mind: Why Good People Are Divided by Politics and Religion Daniel Kahneman - “Pensar, Depressa e Devagar” (sistema 1 vs sistema 2) Livro recomendado: Richard Dawkins - O Gene Egoísta Bio: Nascido em 1985, natural do Porto. Licenciatura em Medicina pela Faculdade de Medicina do Porto (6 anos). Mestrado Integrado em Cronoterapêutica. Médico Especialista em Medicina Geral e Familiar (4 anos). Médico Especialista em Medicina do Trabalho (4 anos). Fundador da marca PT Medica

Mar 20, 20191h 50m

#52 Ricardo Paes Mamede - “Pensar políticas económicas não é apenas uma questão técnica - depende dos nossos valores”

Ricardo Paes Mamede é professor de Economia Política na Escola de Ciências Sociais e Humanas do ISCTE. Para além disso, é membro do Conselho Económico e Social, um dos autores do blog Ladrões de Bicicletas, autor de livros sobre economia - o mais recente dos quais ‘A Economia Como Desporto de Combate’ - e é, desde há alguns anos, comentador regular na televisão. O convidado é dos economistas portugueses mais reputados e um caso particular, porque não só não evita como assume abertamente transmitir a visão de um “economista de esquerda”. Aliás, confesso que o meu objectivo até era ter uma conversa mais sobre a economia enquanto ciência, mas rapidamente a economia política tomou conta da conversa. Como é hábito no 45º, tocámos numa série de assuntos. Começámos por discutir a visão do convidado em relação às limitações da ciência económica. Desde logo, do currículo que é dado nos cursos da faculdade, mas também da própria investigação que é feita. E o Ricardo faz observações muito relevantes a este respeito. Por um lado, nota que as verdades em economia, quando as conseguimos encontrar, são sempre específicas a um tempo e espaço (e não gerais, portanto). Por outro, argumenta que as conclusões da investigação são sempre influenciadas pelos valores de quem investiga, até na escolha dos indicadores que se privilegia quando se avalia uma realidade económica que é, sempre, ultra-complexa, com efeitos de ordem diferente e desfasados no tempo. Dito isto, embora partilhe de alguma dessa embirração, não concordo, como já vou explicar, que em economia tudo seja relativizável. Seguidamente, a conversa levou-nos a muitos dos debates centrais da Economia Política, como: Keynes e contexto histórico do keynesianismo; a história do capitalismo, o neoliberalismo (na definição particular do convidado), o papel explicativo da qualidade das instituições, para lá de políticas de esquerda ou direita, sobre a prosperidade económica dos países e ainda o caso específico do modelo económico das chamadas sociais-democracias escandinavas (que combinam uma economia capitalista competitiva com um Estado Social forte). Finalmente, tentei desafiar o convidado para algo que considero faltar em Portugal. É que, apesar das ditas limitações da ciência económica e de muitos economistas com acesso próximo aos ouvidos dos políticos terem inflacionado as capacidades reais da disciplina, julgo que existem bons exemplos de conclusões da investigação que são relativamente transversais à orientação política dos investigadores, e que fazia falta que tivessem mais protagonismo no debate político, que é tantas vezes, de um lado e de outro, ignorante e simplista. Acho mesmo que esse é um contributo que os economistas, enquanto cientistas, ainda que sociais, podiam dar conjuntamente. Um bom exemplo disto de que falo, noutra realidade, foi o exercício feito pelo podcast Planet Money da NPR (rádio pública dos Estados Unidos), que conseguiu identificar cinco grandes medidas de reforma fiscal apoiadas por economistas da esquerda à direita. Encontram, como habitual, o link na descrição do episódio. No final do episódio, falámos ainda das limitações do PIB e de políticas potenciais de crescimento económico em Portugal. Torne-se mecenas do podcast, a partir de 2€, através do Patreon! Obrigado aos mecenas do podcast: Gustavo Pimenta João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Nelson Teodoro; Paulo Ferreira; Duarte Dória; Gonçalo Martins; Tiago Leite Abílio Silva; Tiago Neves Paixão; João Pinto; Daniel Correia; João Saro; Rita Mateus; Tomás Costa Vasco Sá Pinto; David; Pedro Vaz; Luís Ferreira; André Gamito, Rui Baldaia; Henrique Pedro; Manuel Lagarto; Rui Carrilho; Luis Quelhas Valente; Tiago Pires; Mafalda Pratas; Filipe Ribeiro; Renato Vasconcelos; João Salvado; Joana Martins; Luís Marques; João Bastos; João Raimundo; Francisco Arantes; Francisco dos Santos; Mariana Barosa Ligações: Debate: porque é que os economistas discordam tanto (Walter Heller vs Milton Friedman) Escola Austríaca Teoria da Escolha Pública WEF: Economias mais competitivas Debate com Ha-Joon Chang: ‘"Too much Maths, too little History: The problem of Economics" Acemoglu e o papel das instituições Taxas de sindicalização dos países nórdicos. Agradecimento a Guilherme Rodrigues pelo envio (de notar que a queda da sindicalização não é universal na região). Planet Money: The No-Brainer Economic Platform (políticas que reúnem consenso entre economistas) WEF: GDP is no longer an accurate measure of economic progress. Here's why Bio: Doutorado em Economia pela Universidade Bocconi (Itália), Mestre em Economia e Gestão de Ciência e Tecnologia pelo Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa (ISEG/UL), e Licenciado em Economia pela mesma instituição. Professor Auxiliar e Subdirector do Departamento de Economia Política do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, onde lecciona desde 1999 nas áreas da Economia e Integração Europeia, da Economia Sectorial e da Inovação, e das P

Mar 13, 20191h 31m

#51 [EN] Gautam Agarwal - "Como pode a investigação da Neurociência inspirar a construção de Inteligência Artificial mais avançada?"

Gautam Agarwal é neurocientista, doutorado pela Universidade da Califórnia (Berkeley) e está, actualmente, a fazer um pós-doutoramento no Laboratório de Neurociência dos Sistemas do Centro Champalimaud. A investigação do Gautam no Centro Champalimaud tem passado sobretudo por usar jogos para estudar as diferenças entre a maneira como seres humanos e algorítmos de Inteligência Artificial procuram soluções para os mesmos problemas. Este método tem o potencial de permitir, por um lado, compreender melhor o funcionamento do cérebro humano e, por outro, ao estudar os mecanismos do nosso cérebro que se mostram mais eficazes, obter inspiração para o desenvolvimento de IA mais capaz. Conversámos, então, sobre estes temas; isto é: as forças e fraquezas do cérebro humano e das versões actuais de Inteligência Artificial e a comparação entre esses dois modelos de inteligência. É, na verdade, um regresso ao tema da IA, que já tinha abordado em episódios anteriores do podcast, em especial na conversa com Arlindo Oliveira, logo no 5º episódio. Falámos sobre os desafios que subsistem na tentativa de criar IA de nível humano (a chamada ‘general AI’), mas também, no sentido contrário, sobre as limitações da nossa própria cognição. A propósito do cérebro humano, que acabou por ser o que nos tomou mais tempo, conversámos sobre vários tópicos, desde o modo como aprendemos, ao papel do inconsciente, passando pelo mistério da consciência, a meditação, o recente interesse da ciência pelas substâncias psicadélicas, os dois hemisférios do cérebro e, mesmo no final, sobre os motivos por que sonhamos! Torne-se mecenas do podcast, a partir de 2€, através do Patreon! Obrigado aos mecenas do podcast: Gustavo Pimenta João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Nelson Teodoro; Paulo Ferreira; Duarte Dória; Gonçalo Martins Abílio Silva; Tiago Neves Paixão; João Pinto; Daniel Correia; João Saro; Rita Mateus Vasco Sá Pinto; David; Pedro Vaz; Luís Ferreira; André Gamito, Rui Baldaia; Henrique Pedro; Manuel Lagarto; Rui Carrilho; Luis Quelhas Valente; Tomás Costa; Tiago Pires; Mafalda Pratas; Filipe Ribeiro; Renato Vasconcelos; João Salvado; Joana Martins; Luís Marques; João Bastos; João Raimundo; Francisco Arantes; Francisco dos Santos; Mariana Barosa Ligações: O convidado (e a família) Paper enviado pelo convidado: “Building machines that learn and think like people” Curse of Dimensionality Regra das 10,000 horas The illusion of consciousness | Dan Dennett The Science of Mindfulness - Mark Williams Sam Harris: Can Psychedelics Help You Expand Your Mind? A nova vida das drogas psicadélicas (Público) Hard Problem of Consciousness — David Chalmers David Chalmers on consciousness Giulio Tononi Is Consciousness Entirely Physical Family Resemblance in Wittgenstein Livro recomendado: Psychotherapy East and West by Alan W. Watts Bio: Gautam Agarwal cresceu em diversos sítios, incluindo Detroit, Austin, Shreveport e Berkeley, nos EUA; e Bophal, na Índia. Licenciou-se em Neurobiologia e Computação na Universidade Técnica do Texas (Austin) e doutorou-se em Neurociências na Universidade da Califórnia (Berkeley). Antes de vir para Lisboa, Gautam fez um pós-doutoramento no Centro de Neurociências Teóricas da UC-Berkeley. Está actualmente a fazer um pós-doutoramento em neurociências no Laboratório de Neurociência dos Sistemas | Mainen Lab do Centro Champalimaud. Gautam Agarwal grew up in a variety of places including Detroit, Austin, Shreveport, Berkeley in the US and Bhopal in India. He got his bachelor of Science degree in Neurobiology and Computer Sciences at UT Austin, and his PhD in Neuroscience at UC Berkeley. Gautam was a postdoc at the Redwood Theoretical Neuroscience Center, also at UC Berkeley, before coming to Lisbon. He is currently a neuroscience postdoc in the Systems Neuroscience Lab | Mainen Lab at the Champalimaud Centre for the Unknown.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Mar 6, 20191h 41m

#50 [série Orientações Políticas] Isabel Moreira - Direitos sociais, feminismo, racismo, regulação económica

Isabel Moreira é jurista e deputada à Assembleia da República pelo PS. Gastámos grande parte do tempo, inevitavelmente, a discutir temas da esfera dos direitos sociais / individuais, o que acaba por complementar conversas anteriores, mais focadas noutras questões. Conversámos, então, sobre liberdades individuais, em particular sobre projectos-lei a que a convidada esteve ligada (como o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a co-adopção), mas também de temas quentes e ainda com muito por fazer, como a liberdade de expressão, o racismo, o feminismo e a desigualdade de género. A propósito do racismo, note-se que gravámos antes da polémica dos acontecimentos no bairro da Jamaica. O feminismo acabou por dominar a conversa, um tema que acho demasiado complexo para ter uma opinião peremptória. A propósito, deixo na descrição do podcast um link para uma conversa com um casal de biólogos evolucionistas que é das coisas mais simultaneamente esclarecidas e de bom-senso que tenho visto sobre o tema. No final, falámos ainda sobre políticas económicas. Torne-se mecenas do podcast, a partir de 2€, através do Patreon! Obrigado aos mecenas do podcast: Gustavo Pimenta João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Nelson Teodoro; Paulo Ferreira; Duarte Dória; Gonçalo Martins Abílio Silva; Tiago Neves Paixão; João Pinto; Daniel Correia; João Saro; Rita Mateus Vasco Sá Pinto; David; Pedro Vaz; Luís Ferreira; André Gamito, Rui Baldaia; Henrique Pedro; Manuel Lagarto; Rui Carrilho; Luis Quelhas Valente; Tomás Costa; Tiago Pires; Mafalda Pratas; Filipe Ribeiro; Renato Vasconcelos; João Salvado; Joana Martins; Luís Marques; João Bastos; João Raimundo; Francisco Arantes; ; Francisco dos Santos Ligações: Ronald Dworkin Contubérnio John Stuart Mill sobre a liberdade de expressão: “First, if any opinion is compelled to silence, that opinion may, for aught we can certainly know, be true. To deny this is to assume our own infallibility. Secondly, though the silenced opinion be an error, it may, and very commonly does, contain a portion of truth; and since the general or prevailing opinion on any subject is rarely or never the whole truth, it is only by the collision of adverse opinions that the remainder of the truth has any chance of being supplied. Thirdly, even if the received opinion be not only true, but the whole truth; unless it is suffered to be, and actually is, vigorously and earnestly contested, it will, by most of those who receive it, be held in the manner of a prejudice, with little comprehension or feeling of its rational grounds. And not only this, but, fourthly, the meaning of the doctrine itself will be in danger of being lost, or enfeebled, and deprived of its vital effect on the character and conduct: the dogma becoming a mere formal profession, inefficacious for good, but cumbering the ground, and preventing the growth of any real and heartfelt conviction, from reason or personal experience]” Karl Popper - Paradoxo da Tolerância Adriano Moreira e o estatuto do indigenato Yuval Noah Harari sobre género Joe Rogan - Gender & Biology Artigo de Safaa Dib, membro do LIVRE, em que é explicada a dificuldade em preencher listas e respeitar quotas “Blind recruitment trial to boost gender equality making things worse, study reveals” Steven Pinker “Why are there no libertarian countries?” Livro de Isabel Moreira - “Cela” Livro recomendado: A Dignidade da Pessoa Humana, de Jorge Reis Novais Ética Kantiana X Utilitarismo Bio: Isabel Moreira é licenciada em Direito e mestre em Direito Constitucional – Direitos Fundamentais. Foi docente universitária, advogada, consultora jurídica, sendo, desde 2011, deputada à Assembleia da República pelo PS. Tem também obra publicada que se situa na indefinição de género. Entre outubro de 2014 e junho de 2015, foi comentadora do programa Barca do Inferno, na RTP Informação.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Feb 27, 20192h 10m

#49 Mª Carmo Fonseca - Genética e Biologia Molecular

Maria do Carmo Fonseca é presidente do Instituto de Medicina Molecular e professora catedrática na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, onde lidera um laboratório com o seu nome, que desenvolve trabalho de investigação na área da genética. Em 2010, viu o seu trabalho reconhecido com a atribuição do Prémio Pessoa. Torne-se mecenas do podcast, a partir de 2€, através do Patreon! Obrigado aos mecenas do podcast: Gustavo Pimenta João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Nelson Teodoro; Paulo Ferreira; Duarte Dória; Falcão Milenar Abílio Silva; Tiago Neves Paixão; João Pinto; Daniel Correia; João Saro; Rita Mateus Vasco Sá Pinto; David; Pedro Vaz; Luís Ferreira; André Gamito, Rui Baldaia; Henrique Pedro; Manuel Lagarto; Rui Carrilho; Luis Quelhas Valente; Tomás Costa; Tiago Pires; Mafalda Pratas; Filipe Ribeiro; Renato Vasconcelos; João Salvado; Joana Martins; Luís Marques; João Bastos; João Raimundo; Francisco Arantes; ; Francisco dos Santos Ligações: Dragão de Komodo consegue alternar entre reprodução sexuada e assexuada Mitochondrial DNA can be inherited from fathers, not just mothers Primeiro medicamento de interferência no RNA Less than 10% of human DNA has functional role, claim scientists Médico chinês CRISPR Use Creates Malaria-Resistant Mosquitoes Livro recomendado: ‘Homo Deus - História Breve do Amanhã, de Yuval Noah Harari’ Bio: Maria do Carmo Fonseca é presidente do Instituto de Medicina Molecular e professora na Faculdade de Medicina de Lisboa, onde lidera um laboratório com o seu nome – o Maria do Carmo Fonseca Lab – que desenvolve trabalho de investigação precisamente na área da edição genética. Licenciada em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e doutorada em Biologia Celular na mesma instituição em 1988. Vencedora da 24.ª edição do Prémio Pessoa, em 2010.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Feb 20, 20191h 37m

#48 [série Orientações Políticas] Mariana Mortágua - Esquerda, economia e sociedade

Mariana Mortágua é, como todos sabem, economista e deputada do Bloco de Esquerda. Foi uma conversa desafiante a vários níveis. Por um lado, claro, porque a convidada tem um pensamento político inegavelmente sólido (e por isso a convidei para o podcast). Por outro lado, porque a Mariana é provavelmente o convidado desta série de quem estou mais distante politicamente no que diz respeito a um das questões mais importantes em política: a liberdade económica - bem menos noutros aspectos, e por isso, aliás, é que ocupámos grande parte do tempo a discutir economia política. Apoie o podcast a partir de 2€ no Patreon! Obrigado aos mecenas do podcast: Gustavo Pimenta João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Nelson Teodoro; Paulo Ferreira; Duarte Dória; “Falcão Milenar” Abílio Silva; Tiago Neves Paixão; João Pinto; Daniel Correia; João Saro; Rita Mateus Vasco Sá Pinto; David; Pedro Vaz; Luís Ferreira; André Gamito, Rui Baldaia; Henrique Pedro; Manuel Lagarto; Rui Carrilho; Luis Quelhas Valente; Tomás Costa; Tiago Pires; Mafalda Pratas; Filipe Ribeiro; Renato Vasconcelos; João Salvado; Joana Martins; Luís Marques; João Bastos; João Raimundo Ligações: Estagnação Secular ‘Pro market, not pro business’ Vídeo: ‘Qual é o valor da tua ferramenta?’ Lei das Consequências Não Intencionais A raridade dos intelectuais de Direita Votação da legalização da Canábis para fins medicinais A Direita procura convertidos, a Esquerda hereges Livro recomendado: As Benevolentes, de Jonathan Littell Bio: Mariana Mortágua é licenciada e mestre em Economia, pelo ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, frequentando o doutoramento em Economia na School of Oriental and African Studies (SOAS) da Universidade de Londres. Estreou-se como deputada na Assembleia da República aos 27 anos, em 2013, por necessidade de substituição de Ana Drago no círculo eleitoral de Lisboa, onde foi eleita. Ganhou posteriormente particular visibilidade na política portuguesa, após o seu desempenho no inquérito parlamentar a Zeinal Bava] e a Ricardo Salgado, no âmbito da ruína do banco BES. Foi reeleita deputada nas Eleições Legislativas de 2015, que deram ao Bloco de Esquerda a sua maior votação de sempre. Integra a Comissão de Economia e Obras Públicas, a Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública e a Comissão Eventual para Acompanhamento das Medidas do Programa de Assistência Financeira a Portugal.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Feb 13, 20191h 29m

#47 Ricardo Marvão - Empreendedorismo, inovação, futuro do ensino

Ricardo Marvão é co-fundador & responsável pela área de Educação na Beta-i, uma associação sem fins lucrativos que tem como missão intervir junto de startups e empresas para promover a inovação e o empreendedorismo. É, ainda, fundador e director-geral do polo português da Singularity University, que resulta de uma parceria entre a Beta-i, a Câmara de Cascais e a Nova SBE. A Singularity University é uma comunidade global criada em Silicon Valley em 2008, que é descrita como tendo o objectivo de educar, inspirar e capacitar líderes que apliquem tecnologia com potencial futuro. Apoie o podcast a partir de 2€ no Patreon! Obrigado aos mecenas do podcast: Gustavo Pimenta João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Nelson Teodoro; Paulo Ferreira; Duarte Dória Abílio Silva; Tiago Neves Paixão; João Pinto; ‘Falcão Milenar’; Daniel Correia; João Saro Vasco Sá Pinto; David; Pedro Vaz; Luís Ferreira; André Gamito, Rui Baldaia; Henrique Pedro; Manuel Lagarto; Rui Carrilho; Luis Quelhas Valente; Tomás Costa; Tiago Pires; Mafalda Pratas; Filipe Ribeiro; Renato Vasconcelos; João Salvado; Joana Martins; Luis Marques Ligações: Beta-i Singularity University Portugal Innovation Academy École 42 Estratégia de Michael Porter ‘A falácia do Empreendedorismo’ - José Soeiro e Adriano Campos Documentário recomendado: ‘Waiting for Superman’ Bio: Ricardo Marvão é cofundador da Beta-i, uma associação sem fins lucrativos que nasceu em 2010 e tem como missão inovar o empreendedorismo em Portugal. Começou a trabalhar em 2001 na Dell em Londres e depois em Portugal na PT Inovação. A partir de 2003, trabalhou para a Agência Espacial Europeia, na Alemanha, nos programas de Missões Científicas e Observação da Terra e, mais tarde, para a Inmarsat em Londres, uma companhia de telecomunicações por satélite. Em 2004, cofundou a EvolveSpace Solutions, uma das primeiras start-ups portuguesas a fornecer software e serviços para a Agência Espacial Europeia e para empresas dessa área de atividade, de que foi CEO até 2011. Após ser adquirida pela Novabase (a maior empresa portuguesa de TI), foi gestor do departamento Aerospace & Transportation da Novabase até ao início de 2013. Ricardo Marvão tem um MBA em Aerospacial pela Toulouse Business School.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 30, 20191h 34m

#46 Manuel Monteiro - “Andamos a tratar mal a Língua Portuguesa?”

Manuel Monteiro é um escritor e revisor linguístico que se tem tornado conhecido, de há uns anos para cá, como um dos maiores paladinos da Língua Portuguesa na actualidade. Tem obra publicada na área da literatura e da não-ficção e o seu livro mais recente, “Por Amor à Língua — Contra a Linguagem Que por aí Circula”, foi o mote para a conversa. O Manuel é, como vão ver, de uma erudição no que toca à língua que nos faz logo sentir ignorantes. Faz questão, por exemplo, de continuar a usar palavras que foram caindo em desuso ou de usar a pronúncia original para palavras cuja pronúncia o uso corrente deturpou (o que leva a que pareça, a um ouvinte incauto, ser ele quem está a falar mal). Durante a discussão, que foi bem animada, discorremos sobre vários temas, desde a origem, etimologia e evolução da Língua Portuguesa, até à nossa predilecção nacional pela importação de palavras estrangeiras, passando pelo inevitável acordo ortográfico. Apoie o podcast a partir de 2€ no Patreon! Obrigado aos mecenas do podcast: Gustavo Pimenta João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Nelson Teodoro; Paulo Ferreira; Duarte Dória Abílio Silva; Tiago Neves Paixão; João Pinto; “Falcão Milenar”; Daniel Correia; Joao Saro Vasco Sá Pinto; David; Pedro Vaz; Luís Ferreira; André Gamito, Rui Baldaia; Henrique Pedro; Manel Lagarto; Rui Carrilho; Luis Quelhas Valente; Tomás Costa; Tiago Pires; Mafalda Pratas; Filipe Ribeiro; Renato Vasconcelos; Joao Salvado; Joana Martins Ligações: Livro do convidado: “Por Amor à Língua” José Pedro Machado Fixe Origem da Língua Portuguesa Teixeira de Pascoaes e o Acordo Ortográfico de 1911 Resiliência Manuel Monteiro sobre o “Economês” O provincianismo temporal George Orwell - "Politics and the English Language" (1946) Balance of trade Entrevista de António Ferro a Hitler, de 1930 Livro “I Never Knew There Was a Word for It” “Por cem ou duzentas moedas num dia de apuro (disse-me dele a mim o próprio Alexandre Herculano) o Garrett seria capaz de todas as porcarias que quiserem, menos de pôr num papel, a troco de todo o ouro deste mundo, uma linha mal escrita.” Livro recomendado: José Alberto Braga - “Memórias dessa Gente” Bio: Manuel Monteiro é autor, revisor linguístico e formador profissional da Revisão de Textos. Tem obra publicada na área da literatura e da não-ficção. Os seus livros mais recentes são Dicionário de Erros Frequentes da Língua e Por Amor à Língua — Contra a Linguagem Que por aí Circula.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 23, 20191h 44m

#45 [série Orientações Políticas] Miguel Morgado - “Para federar as várias direitas é preciso um projecto assente em dois pilares: reformismo e um europeísmo alternativo”

Miguel Morgado é professor no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica e é, actualmente, deputado pelo PSD à Assembleia da República. Entre 2011 e 2015, o convidado foi assessor político do Primeiro-Ministro. Esta conversa encerra, pelo menos para já, o leque de convidados desta série situados à direita do espectro político. Em particular, o Miguel Morgado foi-me recomendado por alguns ouvintes sem relação entre si enquanto um pensador da área do PSD com quem não devia deixar de conversar. Foi quanto bastou para me aguçar a curiosidade e creio que valeu a pena. Este episódio tem, desde logo, uma peculiaridade. Como sabem, um dos princípios do QCG é evitar a todo o custo a actualidade noticiosa, mas desta vez fui ultrapassado pelos acontecimentos, que trouxeram, na última semana, o nome do convidado para a ribalta. Um breve resumo dos temas que discutimos. Foi uma discussão um pouco ziguezagueante e também difícil de qualificar numa só palavra, na medida em que concordámos em alguns aspectos, mas ‘andámos às turras’ noutros, como, por exemplo, a relação entre as diferenças de personalidade e as diferenças de orientações políticas das pessoas e a questão de até que ponto é que é universal, ou uma especificidade portuguesa, ser normalmente a esquerda a estabelecer a agenda política e a direita - ou as direitas - a reagirem. Estivemos, pelo contrário, muito mais de acordo em relação a alguns pontos que considero muito importantes levantados pelo convidado: como a visão de que a tensão política é sinal de vitalidade de uma sociedade, e não algo a evitar, a crítica ao conformismo com que foi feito o processo de integração europeia, sobretudo nas últimas décadas, e a noção da absoluta necessidade, para qualquer força política que se afirme como reformista, de ter uma visão orientada para o futuro e de Melhoria das condições de vida. -> Apoie o podcast a partir de 2€ através do Patreon Muito obrigado aos mecenas do podcast: Gustavo Pimenta João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Ricardo Santos; Nelson Teodoro; Paulo Ferreira; Duarte Dória Abílio Silva; Tiago Neves Paixão; João Pinto; “Falcão Milenar” Vasco Sá Pinto; David; Pedro Vaz; Luís Ferreira; Helena Teixeira; André Gamito, Rui Baldaia; Henrique Pedro; Manel Lagarto; Rui Carrilho; Luis Quelhas Valente; Tomás Costa; Joao Saro; Tiago Pires; Mafalda Pratas; Filipe Ribeiro; Renato Vasconcelos Ligações: Livro recomendado: Utopia, de thomas More Livro do convidado: O Conservadorismo do Futuro e Outros Ensaios O liberalismo triste Bio: Miguel Morgado nasceu em Setúbal, em 1974. Licenciado em Economia pela Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da UCP e mestre e doutor em Ciência Política e Relações Internacionais pelo IEP-UCP. É Professor do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica, onde ensina História do Pensamento Político e Ciência Política. Foi professor convidado da Universidade de Toronto. Autor de vários artigos e livros em Portugal e nos Estados Unidos, publicou, em 2008, A Aristocracia e os seus Críticos. Entre 2011 e 2015, foi assessor político do Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho e é, actualmente, deputado do PSD.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 16, 20191h 39m

#44 [série Orientações Políticas] Francisco Mendes da Silva - “O que defende um Conservador (na tradição britânica)?"

Francisco Mendes da Silva é advogado, dirigente do CDS-PP e participa no programa Sem Moderação. O convidado define-se politicamente como Conservador e um ‘centrista’, como explica no início. O primeiro termo - conservador - pode induzir em erro, se interpretado à luz da nossa História. É que o conservadorismo que o Francisco perfilha é essencialmente de inspiração britânica, na linha Edmund Burke, político e filósofo da segunda metade do século XVIII cuja escola de filosofia política defende que as constituições dos países não devem ser o produto da razão abstracta (o que o levou a opor-se à Revolução Francesa) mas sim de uma lenta evolução histórica (como é o caso da constituição inglesa). Foi uma conversa longa e ultra-interessante, em que tentei não só compreender melhor esta ideologia, como também confrontar o convidado com as limitações inerentes a uma filosofia que se propõe “conservar”. Falámos, ainda, da relação entre o conservadorismo e outras filosofias políticas à Direita, que por vezes chegam a parecer defender valores e objectivos antagónicos. Apoie o podcast a partir de 2€! https://www.patreon.com/quarentaecincograus Agradecimentos a patronos do podcast: Gustavo Pimenta João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Nelson Teodoro; Paulo Ferreira; Duarte Dória Abílio Silva; Tiago Neves Paixão; João Pinto; “Falcão Milenar” Vasco Sá Pinto; David; Pedro Vaz; Luís Ferreira; André Gamito, Rui Baldaia; Henrique Pedro; Manel Lagarto; Rui Carrilho; Luis Quelhas Valente; Tomás Costa; Joao Saro Créditos da fotografia: Isabel Zuzarte Links: Miguel Esteves Cardoso - Os Meus Problemas Personalidades citadas Edmund Burke Ensaio ‘On being Conservative’, de Michael Oakeshott (comentário de Pedro Mexia) Roger Scruton Fraga Iribarne Chesterton General Milan: "Viva la muerte!” Efeito ‘ratchet’ Série recomendada: The Newsroom Bio: Advogado e dirigente nacional do CDS-PP. Licenciou-se em Direito em 2003, pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, tendo desde então exercido advocacia na área do Direito Fiscal. Colabora com a Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados - Sociedade de Advogados, RL. Foi membro da Assembleia Municipal de Viseu entre 2005 e 2009 e é desde 2007 membro da Comissão Política Nacional do CDS-PP.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 8, 20191h 42m

#43 Luísa Pedroso de Lima - Psicologia Social: “a falta de integração social faz, muitas vezes, pior à saúde do que álcool, tabaco, má alimentação ou poluição”

Luísa Pedroso Lima é Professora Catedrática de Psicologia Social do ISCTE-IUL. A sua investigação incide sobre a aplicação da Psicologia Social a questões da saúde e do ambiente, e encontra-se reflectida em numerosas publicações científicas. Foi presidente da Associação Portuguesa de Psicologia. Foi uma conversa fascinante sobre esta área da psicologia, a Psicologia Social, um campo que estuda o modo como os pensamentos, sentimentos e comportamentos das pessoas são influenciados pela presença de outros (imaginada ou real). É, portanto, mais uma face do prisma que explica a psicologia humana; uma outra, para além das perspectivas da personalidade e da evolução, por exemplo, que já abordei no podcast em episódios anteriores. Como explico no início, a Psicologia Social, em particular, dá uma perspectiva particularmente interessante, por ajudar a explicar de forma, por vezes, desarmantemente simples, fenómenos complexos como estereótipos, pensamento de grupo ou conformismo, que estão presentes tanto nas interações mais triviais como nas mais complexas e decisivas, como as que decidem o futuro de países ou do planeta. Apoie o podcast a partir de 2€! https://www.patreon.com/quarentaecincograus Agradecimentos a patronos do podcast: Gustavo Pimenta; João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Ricardo Santos; Nelson Teodoro; Paulo Ferreira; Duarte Dória Vasco Sá Pinto; “Falcão Milenar”; David; Pedro Vaz; Luís Ferreira; Helena Teixeira; André Gamito, Rui Baldaia; Henrique Pedro; Manel Lagarto; Rui Carrilho; Luis Quelhas Valente; Tomás Costa; Joao Saro Links: Zonas Azuis Ministério da Solidão Individualismo vs Colectivismo Robert B. Cialdini ‘Influência - A Psicologia da Persuasão' Experiências conhecidas Grupo mínimos Experiência de Robbers Cave Experiências de conformismo de Solomon Asch Experiência de choques eléctricos de Milgram A experiência da prisão de Stanford Pensamento de Grupo na ‘Crise da Baia dos Porcos’ Exercício de inteligência colectiva da NASA Bio: Nascida em Ovar em 1959, licenciou-se em Psicologia na Universidade de Lisboa e desde 1982 desenvolveu a sua carreira académica no ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa (onde se doutorou em 1994 e agregou em 2004) e de investigação no Centro de Investigação e de Intervenção Social do ISCTE-IUL. Centra os seus interesses de investigação nas questões associadas à percepção de riscos, incluindo as suas consequências para a participação do público em processos de tomada de decisão. Neste domínio, participou e coordenou diversos projectos de investigação sobre os factores sociais que afectam a percepção de diversos riscos (ambientais e de saúde). A sua especialização no domínio da percepção de riscos tem-na também convocado frequentemente para a consultoria de projectos públicos e privados de grandes dimensões, como é o caso do Plano Nacional da Água (com o INAG) ou da construção de novas Barragens (com a EDP). Colabora regularmente na docência de outras universidades nacionais e estrangeiras e tem uma diversificada lista de publicações em revistas científicas nacionais e internacionais. Orientou 70 teses mestrado e 10 de doutoramento defendidas com sucesso e teve diversos projectos financiados em concursos científicos com júris internacionais. Foi presidente da Associação Portuguesa de Psicologia (2006-2010), membro do Conselho Científico de Ciências Sociais e Humanidades da FCT (Fundação para a Ciência e a Tecnologia, 2010-2012) e Membro do Standing Commitee for Social Sciences da European Science Foundation (2007-2011). É membro dos painéis de avaliação da A3ES (Psicologia, desde 2011), do European Research Council (CSH4 - The Complexity of Human Mind, desde 2009), das bolsas pos-doc da AXA (desde 2014) e do Danish Research Council (2014-2015).See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 3, 20191h 43m

#42 Luís O. Silva - Física: maiores descobertas recentes, lasers e plasmas e fusão nuclear

Luís Oliveira e Silva é Professor no Instituto Superior Técnico e um dos principais investigadores na área da Física em Portugal, especificamente em lasers e plasmas. O Luís foi-me recomendado não por um, mas por dois convidados anteriores: Arlindo Oliveira e Pedro Janela - este último descrevendo-o como “um caso sério de saber”. É é mesmo, como já vão ouvir! Neste episódio, conversámos, então, sobre vários temas: Desde os avanços mais recentes na Física, passando pela área de investigação do convidado - lasers e plasma - e terminando num tema tão fascinante quanto relevante: a possibilidade de obtenção de energia por fusão nuclear. Apoie o podcast a partir de 2€! https://www.patreon.com/quarentaecincograus Inquérito de feedback dos ouvintes: https://pt.surveymonkey.com/r/GNWLB97 Agradecimentos a patronos do podcast: Gustavo Pimenta; João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Ricardo Santos; Nelson Teodoro; Paulo Ferreira; Duarte Dória João Gil; Vasco Sá Pinto; “Falcão Milenar”; David; Pedro Vaz; Luís Ferreira; Helena Teixeira; André Gamito, Rui Baldaia; Henrique Pedro; Manel Lagarto; Rui Carrilho; Luis Quelhas Valente Agradecimento especial: Inês Ochoa Links: Ondas gravitacionais https://www.ted.com/talks/allan_adams_what_the_discovery_of_gravitational_waves_means/discussion?c=93541 https://www.youtube.com/watch?v=iphcyNWFD10 Bosão de Higgs: https://www.smithsonianmag.com/science-nature/how-the-higgs-boson-was-found-4723520/ Grafeno https://www.youtube.com/watch?v=IesIsKMjB4Y https://www.youtube.com/watch?v=dQCJpYR0og8 Aula de Richard Feynman: https://www.youtube.com/watch?v=b240PGCMwV0 Sabine Hossenfelder - ‘Lost in Math': http://rationallyspeakingpodcast.org/show/rs-211-sabine-hossenfelder-on-the-case-against-beauty-in-phy.html Navalha de Occam: https://pt.wikipedia.org/wiki/Navalha_de_Occam Teoria de cordas https://www.youtube.com/watch?v=Da-2h2B4faU https://www.youtube.com/watch?v=gVcwcaI_viQ Lawrence Krauss: A Universe From Nothing: https://www.youtube.com/watch?v=-EilZ4VY5Vs SPARC: https://www.power-technology.com/features/bright-sparc-can-mit-scientists-make-fusion-power-reality/ Richard Rhodes: ‘The Making of the Atomic Bomb’: https://www.amazon.com/Making-Atomic-Bomb-Richard-Rhodes/dp/1451677618 Richard P. Feynman: ‘Está a Brincar, Sr. Feynman! https://www.wook.pt/livro/esta-a-brincar-sr-feynman-richard-p-feynman/60067 Bio: Professor Catedrático do Departamento de Física do Instituto Superior Técnico desde Dezembro de 2010, onde lidera o Grupo de Lasers e Plasmas do Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear. É também, desde 2013, Presidente do Conselho Científico do Instituto Superior Técnico. É licenciado em Engenharia Física Tecnológica (1992), com doutoramento (1997) e agregação (2005) em Física pela sua alma mater, o Instituto Superior Técnico. Foi Post Doctoral Researcher da Universidade da Califórnia Los Angeles entre 1997 e 2001. As suas contribuições científicas estão centradas na interação de lasers e feixes de partículas com plasmas, quer do ponto de vista fundamental quer nas suas aplicações para fontes de radiação e partículas energéticas para a biologia e medicina.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 19, 20181h 39m

#41 [série Orientações Políticas] Daniel Oliveira - "O que defende um social-democrata (na acepção original) no sec XXI?"

Daniel Oliveira é jornalista, foi dirigente do Bloco de Esquerda e é um activista e comentador político reconhecido, ligado à Esquerda, assumindo-se como “social-democrata”, na acepção original do termo. Mais recentemente, tem-se dedicado também ao podcast ‘Perguntar não Ofende’, que aproveito para recomendar. É um programa de entrevistas / conversas, não muito diferente do formato do Quarenta e Cinco Graus, mas com um âmbito mais restrito, uma vez que se centra quase exclusivamente em temas e convidados ligados à política. Este é o segundo episódio da série de conversas que estou a gravar sobre Ideologias Políticas (ou Orientações Políticas, se preferirem). Podem encontrar num episódio que publico separadamente deste, uma introdução a esta série: incluindo a minha motivação para a gravar, a lógica subjacente à escolha dos convidados e uma descrição da minha própria orientação política. O convidado deste segundo episódio é Apoie o podcast a partir de 2€! https://www.patreon.com/quarentaecincograus Inquérito de feedback dos ouvintes: https://pt.surveymonkey.com/r/GNWLB97 Agradecimentos a patronos do podcast: Gustavo Pimenta; João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Ricardo Santos; Nelson Teodoro e Paulo Ferreira João Gil; Vasco Sá Pinto; “Falcão Milenar”; David; Pedro Vaz; Luís Ferreira; Helena Teixeira; André Gamito, Rui Baldaia; Henrique Pedro; Manel Lagarto; Rui Carrilho Links: Livro recomendado: Richard Wilkinson e Kate Pickett: “O Espírito da Igualdade”: https://www.fnac.pt/O-Espirito-da-Igualdade-Richard-Wilkinson/a28674?gclid=Cj0KCQiA3b3gBRDAARIsAL6D-N_SXuaW7a_gP7AbUyeaGKlTpMpTkWSLviuWYrQxtvud-XtPswe7Mk0aAphVEALw_wcB Antonio Gramsci: https://www.spiked-online.com/2010/12/21/pessimism-of-the-intellect-optimism-of-the-will/ Ordoliberalismo: https://www.dnoticias.pt/hemeroteca/599950-francisco-louca-considera-que-ordoliberalismo-alemao-domina-a-uniao-europeia-FGDN599950# Episódio com Pedro Magalhães, em que conversámos sobre Capital Social: https://player.fm/series/45-graus-quarenta-e-cinco-graus/6-pedro-magalhes-cincia-poltica Afonso da Maia: “Num país em que a ocupação geral é estar doente, o maior serviço patriótico é incontestavelmente saber curar.”: https://www.livros-digitais.com/eca-de-queiros/os-maias/76 Podcast do convidado: https://www.perguntarnaoofende.pt/ Bio: Começou como jornalista em 1989, tendo passado pelas redacções do "Século", "Diário de Lisboa", "Já", "Vida Mundial" e "Diário Económico". Participou, como jornalista, editor e autor, em seis programas diferentes da RTP. Em 1998, venceu o prémio revelação Gazeta, do Clube dos Jornalistas. Experimentou, por um ano, ser publicitário. Foi, às vezes, dirigente partidário e mantém, fora ou dentro de movimentos políticos, ativismo cívico. Tem esta coluna no "Expresso", participa nos programas "Eixo do Mal", na SIC Notícias, e "Sem Moderação", do canal Q, e faz um podcast semanal de entrevistas “Perguntar Não Ofende". Com 48 anos, é alfacinha apaixonado, português sem orgulho nem vergonha e acredita que isto ainda vai melhorar.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 12, 20181h 51m

#40 [série Orientações Políticas] Adolfo Mesquita Nunes - “O que significa ser politicamente um Liberal-clássico?”

Adolfo Mesquita Nunes é advogado, foi deputado e secretário de Estado do Turismo no governo PSD-CDS, e é atualmente vice-presidente do CDS e vereador da Câmara da Covilhã. Este é o primeiro de uma série de episódios sobre ideologias políticas, em que vou conversar com um conjunto heterogéneo de convidados com orientações políticas diferentes. O objectivo é que se possam complementar, de modo a dar uma visão abrangente das diferentes filosofias políticas actuais (excluindo as mais extremistas). A motivação para estes episódios vem de uma insatisfação minha, por sentir que devia haver mais conversas de fundo sobre política - e menos discussões sobre os faits divers da política quotidiana. Quis, então, perceber melhor as principais ideias das ideologias mais representativas e, sobretudo, as soluções que propõem para o mundo do século XXI. O objectivo desta série é, então, o mesmo de sempre no 45 graus – compreender. No entanto, uma vez que, em qualquer ser humano, a visão política mistura um diagnóstico da realidade (“o que é”) com concepções do que “deve ser”, estas últimas inevitavelmente subjectivas, não seria possível obter da conversa com um único convidado uma perspectiva imparcial. Nem seria, aliás, desejável. Ora, e se digo isto, o mesmo tenho, claro, que admitir em relação a mim próprio, enquanto interlocutor destas conversas. Incluí, por isso, na introdução, uma explicação do meu próprio posicionamento político. Novo site ‘oficial’ do Quarenta e Cinco Graus! http://45graus.parafuso.net Apoie o podcast a partir de 2€! https://www.patreon.com/quarentaecincograus Agradecimentos a patronos do podcast: Gustavo Pimenta; João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Ricardo Santos; Nelson Teodoro e Paulo Ferreira Abílio Silva; João Gil; Vasco Sá Pinto; “Falcão Milenar”; David; Pedro Vaz; Luís Ferreira; Helena Teixeira; André Gamito; Rui Baldaia; Henrique Pedro; Manel Lagarto; Rui Carrilho Links: Artigos do convidado referidos durante a conversa: http://visao.sapo.pt/opiniao/2018-10-17-Os-moderados-sao-os-novos-apatridas https://www.dn.pt/edicao-do-dia/21-out-2018/interior/o-que-acontece-a-democracia-liberal-em-tempos-de-polarizacao-moral-10042456.html https://www.dn.pt/edicao-do-dia/04-nov-2018/interior/a-defesa-intransigente-e-moral-do-valor-da-liberdade-como-resposta-ao-mundo-global--10127156.html David Brooks e a “Humildade epistemológica”: http://www.mbird.com/2011/04/volitional-and-epistemological-modesty-in-the-social-animal/ Orientação política e personalidade: Traços de personalidade e orientação política: http://individual.utoronto.ca/jacobhirsh/publications/Hirsh_DeYoung_Xu_Peterson_2010.pdf Paper que aborda a ligação entre politicamente correcto e personalidade: https://blogs.scientificamerican.com/beautiful-minds/the-personality-of-political-correctness/ Tony Judt: https://nationalinterest.org/feature/tony-judt%E2%80%99s-journey-12705 Livro recomendado Milton Friedman ‘Liberdade para Escolher’: https://www.wook.pt/livro/liberdade-para-escolher-milton-friedman/13044562 Bio: Adolfo Mesquita Nunes é advogado, foi deputado e secretário de Estado do Turismo no governo PSD-CDS, e é atualmente vice-presidente do CDS e vereador da Câmara da Covilhã.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 5, 20181h 10m

[série Orientações Políticas] Introdução

Este episódio apresenta a série de conversas sobre Orientações Políticas que estou actualmente a gravar, e que vai conter vários episódios, com convidados diferentes.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 5, 20187 min

#39 Luís Meneses do Vale - "Como é que a filosofia política e do direito nos ajuda a analisar criticamente o mundo e a sociedade?”

Luís Meneses do Vale é docente na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (FDUC). Há algum tempo que queria trazer um tema na área do Direito ao podcast, sobretudo porque, como o convidado diz a certo ponto, o pensamento do Direito, fora da aplicação prática com que, querendo ou não, lidamos todos os dias, acaba por ser pouco conhecido fora das salas de aula. O Luís foi-me recomendado por mais do que uma pessoa como o interlocutor ideal para falar de Filosofia Política e do Direito - uma área não só de ensino como também de investigação sua - e não defraudou, como vão perceber. Na verdade, a Filosofia do Direito, e, mais especificamente, o tema da Justiça, foi apenas o mote da conversa, que rapidamente nos levou para outros terrenos, à boleia da erudição extraordinária do convidado (e erudição - e não cultura ou conhecimento - é mesmo a palavra indicada, como já vão perceber). Apoie o podcast a partir de 2€! https://www.patreon.com/quarentaecincograus Inquérito de feedback dos ouvintes: https://pt.surveymonkey.com/r/GNWLB97 Agradecimentos a patronos do podcast: Gustavo Pimenta; João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Ricardo Santos; Nelson Teodoro e Paulo Ferreira João Gil; Vasco Sá Pinto; “Falcão Milenar”; David; Pedro Vaz; Luís Ferreira; Helena Teixeira; André Gamito, Rui Baldaia, Henrique Pedro Links: John Rawls e a ‘Teoria da Justiça’: https://www.youtube.com/watch?v=5-JQ17X6VNg Curso da Universidade de Harvard ‘Justice’: https://www.youtube.com/playlist?list=PL30C13C91CFFEFEA6 Gustav Radbruch: https://www.wook.pt/livro/filosofia-do-direito-gustav-radbruch/3306518 Zygmunt Bauman: https://www.wook.pt/autor/zygmunt-bauman/20347 Martha C. Nussbaum: “The Monarchy of Fear: A Philosopher Looks at Our Political Crisis”: https://www.amazon.com/Monarchy-Fear-Philosopher-Political-Crisis/dp/1501172492 Walter Scheidel - “The Great Leveler: Violence and the History of Inequality from the Stone Age to the Twenty-First Century”: https://www.amazon.com/Great-Leveler-Inequality-Twenty-First-Princeton/dp/0691165025 Livro recomendado: Hermann Broch - “A Morte de Virgílio”: https://en.wikipedia.org/wiki/The_Death_of_Virgil Bio: Luís Meneses do Vale é actualmente docente na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (FDUC) e membro da Assembleia Geral da mesma. Rege também a disciplina de Noções Fundamentais de Direito do Curso de Serviço Social da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC). Licenciou-se em Direito na FDUC em 2003, onde concluiu Mestrado em Direito Público em 2008, sob supervisão de J. J. Gomes Canotilho, estando actualmente a realizar Doutoramento na mesma Faculdade.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 28, 20181h 31m

#38 Raquel Vaz Pinto - A ascensão da China: História, política externa e relação com os EUA

Raquel Vaz Pinto é uma das maiores especialistas em Portugal em política externa e estratégia da China. O mote para este episódio era a política externa chinesa, mas acabámos por falar de muito mais do que isso. A política externa chinesa, que era muito discreta durante as primeiras décadas de desenvolvimento, tem-se tornado cada vez mais conspícua, de tal forma que a rivalidade entre a China e os EUA é, provavelmente, o grande tema das Relações Internacionais para as próximas décadas. Apoie o podcast a partir de 2€! https://www.patreon.com/quarentaecincograus Inquérito de feedback dos ouvintes: https://pt.surveymonkey.com/r/GNWLB97 Agradecimentos a patronos do podcast: Gustavo Pimenta; João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Ricardo Santos; Nelson Teodoro e Paulo Ferreira João Gil; Vasco Sá Pinto; “Falcão Milenar”; David; Pedro Vaz; Luís Ferreira; Helena Teixeira; André Gamito, Rui Baldaia Links: Houve contacto entre o Império Romano e a China Antiga? https://www.quora.com/Did-Rome-Empire-ever-contact-with-China Pessoas e episódios referidos: O Homem e o Tanque na praça de TianAnMen: https://www.theguardian.com/world/video/2018/jun/05/tank-man-what-happened-at-tiananmen-square-video-explainer Liu XiaoBo: https://en.wikipedia.org/wiki/Liu_Xiaobo Deng Xiaoping e o chapéu de cowboy: https://www.washingtonpost.com/news/worldviews/wp/2015/09/25/how-a-10-gallon-hat-helped-heal-relations-between-china-and-america/?noredirect=on&utm_term=.d8c62a862b88 Bo XiLai: https://en.wikipedia.org/wiki/Bo_Xilai Quando a Guerra Nuclear quase começou: https://en.wikipedia.org/wiki/1983_Soviet_nuclear_false_alarm_incident Livro recomendado: https://www.wook.pt/livro/as-rotas-das-seda-peter-frankopan/21418695 Outros livros referidos: Gideon Rachman “Easternization”: https://www.amazon.com/Easternization-Asias-Americas-Decline-Beyond/dp/1590518519 Graham T. Allison “Destined for War: Can America and China Escape Thucydides's Trap?”: https://www.amazon.com/Destined-War-America-Escape-Thucydidess/dp/0544935276 John J. Mearsheimer “Can China Rise Peacefully?”: https://nationalinterest.org/commentary/can-china-rise-peacefully-10204 Tim Marshall “Prisioneiros da Geografia”: https://www.wook.pt/livro/prisioneiros-da-geografia-tim-marshall/19597654 Robert Kaplan “A Vingança da Geografia”: https://www.fnac.pt/mp8589109/A-Vinganca-Da-Geografia Tucidides “História da Guerra do Peloponeso” (pp. 315-320) : https://www.wook.pt/livro/historia-da-guerra-do-peloponeso-tucidides/10644477 Bio: Raquel Vaz-Pinto é Investigadora do Instituto Português de Relações Internacionais da Universidade Nova de Lisboa. Foi Presidente da Associação Portuguesa de Ciência Política de 2012 a 2016. Os seus artigos têm sido publicados no Brazilian Journal of International Politics e The American Interest online, entre outros. É autora de «A Grande Muralha e o Legado de Tiananmen, a China e os Direitos Humanos» (Tinta-da-china, 2010), «Os Portugueses e o Mundo» (Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2014) e editou em 2016 pela Tinta-da-china «Administração Hillary» (com Bernardo Pires de Lima) e «Para Lá do Relvado, o que podemos aprender com o futebol». Os seus interesses de investigação são política externa e estratégia chinesa; grande estratégia EUA e a Ásia-Pacífico; religião em relações internacionais; os portugueses e o mundo; e o futebol e as relações internacionais. Actualmente, lecciona a disciplina de Estudos Asiáticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 14, 20181h 44m

#37 Miguel Real - “Quais são os Traços Fundamentais da Cultura Portuguesa?”

Miguel Real é o pseudónimo deste escritor, ensaísta e professor de filosofia - e um dos mais profícuos escritores portugueses (contei pelo menos 45 livros no site de uma livraria online) Desta vez falamos de um tema que já surgiu em várias conversas do podcast, mas que ainda não tinha merecido um episódio autónomo: a cultura portuguesa. Falámos sobre o livro que publicou no ano passado: “Traços Fundamentais da Cultura Portuguesa”. Foi uma conversa descontraída, em que de maneira nenhuma abordámos todos os aspectos deste tema, que não tem fim, mas vale muito a pena, porque o Miguel é um poço de conhecimento. Apoie o podcast a partir de 2€! https://www.patreon.com/quarentaecincograus Inquérito de feedback dos ouvintes: https://pt.surveymonkey.com/r/GNWLB97 Agradecimentos a patronos do podcast: Gustavo Pimenta; João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Ricardo Santos; Nelson Teodoro e Paulo Ferreira João Gil; Vasco Sá Pinto; “Falcão Milenar”; David; Pedro Vaz; Luís Ferreira; Helena Teixeira; André Gamito Links: ‘Traços Fundamentais da Cultura Portuguesa’: https://www.wook.pt/livro/tracos-fundamentais-da-cultura-portuguesa-miguel-real/19249231 ‘As Saudades da Terra’: https://www.wook.pt/livro/as-saudades-da-terra-gaspar-frutuoso/13211206 ‘Canção da Saudade’: https://www.youtube.com/watch?v=NoR6DfvNQJY ‘Eduardo Lourenço e a Cultura Portuguesa’: https://www.wook.pt/livro/eduardo-lourenco-e-a-cultura-portuguesa-miguel-real/204138 ‘Fifth Monarchists’: https://en.wikipedia.org/wiki/Fifth_Monarchists ‘São Cristóvão’ - Eça de Queiroz: https://books.google.pt/books/about/S%C3%A3o_Crist%C3%B3v%C3%A3o_Ilustrado.html?id=5Hy-swEACAAJ&source=kp_book_description&redir_esc=y Bandarra: https://pt.wikipedia.org/wiki/Gon%C3%A7alo_Annes_Bandarra ‘O Século dos Prodígios’ - Onésimo Teotónio Almeida: https://www.quetzaleditores.pt/produtos/ficha/o-seculo-dos-prodigios/22068058 José Gil e a ‘Não Inscrição’: https://oinsurgente.org/2009/09/23/portugal-hoje-o-medo-de-existir/ Robert Kalley (pastor protestante que viveu na Madeira): https://pt.wikipedia.org/wiki/Robert_Kalley Moisés Espírito Santo ‘A Religião Popular Portuguesa’: https://www.almedina.net/product_info.php?products_id=6171 Livros recomendados: Rui Lage - O Invisível: https://www.dn.pt/artes/interior/rui-lage-vence-premio-revelacao-agustina-bessa-luis-com-o-romance-o-invisivel-8963850.html Sandra Catarino - Os Fios: https://www.wook.pt/livro/os-fios-sandra-catarino/22142715 Bio: Miguel Real nasceu em Lisboa em 1953 e é sintrense por adopção. Licenciado em Filosofia pela Universidade de Lisboa e Mestre em Estudos Portugueses pela Universidade Aberta com uma tese sobre Eduardo Lourenço e a Cultura Portuguesa, prepara neste momento o doutoramento. Professor de Filosofia no Ensino Secundário e especialista em Cultura Portuguesa, possui uma vasta obra dividida entre o ensaio, a ficção e o drama (neste último género sempre em colaboração com Filomena Oliveira), tendo recebido o Prémio de Revelação nas áreas da Ficção e do Ensaio Literário da Associação Portuguesa de Escritores, o Prémio Ler/Círculo de Leitores, o Prémio da Associação dos Críticos Literários, o Prémio Fernando Namora da Sociedade Estoril-Sol, atribuído ao romance A Voz da Terra, também finalista do Prémio de Romance e Novela da APE, e o Prémio SPA Autores pelo romance O Feitiço da Índia. É colaborador permanente do JL, onde faz crítica literária.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 7, 20181h 19m

#36 [EN] Mark Van Vugt - “How does our Stone Age brain deceive us every day?”

[This is a conversation with Mark van Vugt, evolutionary psychologist and professor at the Free University of Amsterdam, the Netherlands] Mark van Vugt é uma das referências mundiais no campo da Psicologia Evolutiva. É professor na Universidade Livre de Amsterdão e colabora com o Institute for Cognitive and Evolutionary Anthropology da Universidade de Oxford. (Talvez se lembrem de o Paulo Finuras ter falado dele durante a nossa conversa.) Apoie o podcast a partir de 2€! https://www.patreon.com/quarentaecincograus Inquérito de feedback dos ouvintes: https://pt.surveymonkey.com/r/GNWLB97 Agradecimentos a patronos do podcast: Gustavo Pimenta; João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Ricardo Santos; Nelson Teodoro e Paulo Ferreira João Gil; Vasco Sá Pinto; “Falcão Milenar”; David; Pedro Vaz; Luís Ferreira; Helena Teixeira; André Gamito Links: O convidado: https://en.wikipedia.org/wiki/Mark_van_Vugt ‘Mismatch: How Our Stone Age Brain Deceives Us Every Day’: https://www.amazon.co.uk/Mismatch-Stone-Brain-Deceives-Every/dp/1472139704 Daniel Kahneman - Heuristics and Biases: https://www.youtube.com/watch?v=Q_wBt5aSRYY Loss Aversion and The Endowment Effect: https://www.youtube.com/watch?v=YpiGVWO-C64 Bio: Mark van Vugt is a Netherlands evolutionary psychologist who holds a professorship in evolutionary psychology and work and organizational psychology at the VU University (Vrije Universiteit) Amsterdam, the Netherlands. Van Vugt has affiliate positions at the University of Oxford, Institute for Cognitive and Evolutionary Anthropology (ICEA). Mark van Vugt studied psychology at the University of Groningen, followed by a PhD in applied social psychology at the University of Maastricht during which he worked on research into environmental sustainability and transportation as social dilemma and tragedy of the commons problems. After receiving his PhD in 1996, Mark van Vugt was hired by the University of Southampton, UK, to work as a lecturer in psychology, followed by a professorship in 2004 at the University of Kent, UK.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 31, 201841 min

#35 Jorge Braga de Macedo – Ensino da macroeconomia, História do pensamento económico, governo económico no pós-25 de abril, crise de 2008/09

Jorge Braga de Macedo é economista, professor universitário e alguém que dispensa mais apresentações. É actualmente Professor e director do Centro Globalização e Governação (CG&G) da Nova SBE, mas isto é só a ponta do iceberg de um currículo longo, onde se destaca, inevitavelmente, o cargo de Ministro das Finanças, que exerceu no último governo de Cavaco Silva, entre 1991 e 1993. Como digo no início da conversa, falámos a pretexto de um livro organizado pelo convidado, e publicado pela Academia das Ciências de Lisboa, sobre o ensino da macroeconomia em Portugal depois do 25 de abril. O livro foi, então, pretexto para conversarmos sobre o enorme desafio que foi gerir a economia portuguesa naquele período, sobre a evolução do pensamento macroeconómico a nível global, que inevitavelmente influenciou a discussão. Por comparação, falámos também sobre a crise de 2008 (fazia 10 anos da falência da Lehman Brothers no dia em que gravámos) e, inevitavelmente, sobre o paralelo com a Crise de 29. Um aviso aos ouvintes: Ao ouvir a conversa, é inevitável que sintam a falta de contextualização em relação a alguns nomes, conceitos ou factos que parecem ‘cair do nada’ durante a conversa. Fui tentando explicar alguns pontos, mas é inevitável que tenha deixado passar alguns. Por isso, e como é hábito, deixo na descrição do episódio, links para sites explicativos do que foi sendo falado. Espero que ajude! Mais uma vez, obrigado a todos os que participaram no inquérito de feedback dos ouvintes. E, já sabem, não se esqueçam de ir a patreon.com/quarentaecincograus ver de que forma podem apoiar o podcast e, sobretudo, os benefícios que existem associados. Muito obrigado a quem já é ‘patrono’! Apoie o podcast a partir de 2€! https://www.patreon.com/quarentaecincograus Inquérito de feedback dos ouvintes: https://pt.surveymonkey.com/r/GNWLB97 Agradecimentos a patronos do podcast: Gustavo Pimenta; João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Ricardo Santos; Nelson Teodoro e Paulo Ferreira João Gil; Vasco Sá Pinto; “Falcão Milenar”; David; Pedro Vaz; Luís Ferreira; Helena Teixeira; André Gamito Links: Livro "Macro de Economia Aberta: Ensino e Prática depois de Abril": http://libraries.fe.unl.pt/index.php/e-resources/nsbe-wp/item/ensino-e-pratica-da-macro-de-economia-aberta-depois-de-abril http://www.acad-ciencias.pt/agenda/evento/356 EFTA: https://pt.wikipedia.org/wiki/Associa%C3%A7%C3%A3o_Europeia_de_Livre_Com%C3%A9rcio Milton Friedman - “I am a libertarian with small ‘l’”: https://www.goodreads.com/quotes/331494-i-am-a-libertarian-with-a-small-l-and-a Carta à Rainha Lusófona: http://libraries.fe.unl.pt/index.php/e-resources/nsbe-wp/item/carta-rainha-lusofona Economistas referidos Corsetti: https://en.wikipedia.org/wiki/Giancarlo_Corsetti Bob Lucas: https://en.wikipedia.org/wiki/Robert_Lucas_Jr. James M. Buchanan e a ‘Teoria da escolha pública’: https://www.youtube.com/watch?v=ffJFNEujeL4 Milton Friedman e a Grande Depressão: https://www.youtube.com/watch?v=ObiIp8TKaLs Andrew Lo e a ‘Hipótese dos mercados adaptativos’: https://www.youtube.com/watch?v=D-q6pwRhico Rudi Dornbusch: https://pt.wikipedia.org/wiki/Rudi_Dornbusch Robert Mundell: https://en.wikipedia.org/wiki/Robert_Mundell Miguel Beleza, Andy Abel, Jeff Frankel e Paul Krugman: https://krugman.blogs.nytimes.com/2013/05/27/portuguese-memories-trivial-and-personal/?smid=tw-share Abaixo-assinado dos economistas em 1930 contra o Smoot–Hawley Tariff Act: https://web.archive.org/web/20080227204101/http://www.clubforgrowth.org/media/uploads/smooth%20hawley%20ny%20times%2005%2005%2030.pdf Livro recomendado: https://www.penguin.co.uk/books/280466/the-value-of-everything/9780241188811 Bio: Professor e director do Centro Globalização e Governação (CG&G) da Nova School of Business and Economics, é membro da Academia das Ciências de Lisboa, da Academia Real da Bélgica e do Centre for International Governance Innovation (CIGI) do Canadá. Ensinou nas universidades de Yale e Princeton, na universidade Sciences-Po em Paris e nas Universidades Católicas de Portugal e Angola. Desempenhou ainda o cargo de Presidente do Centro de Desenvolvimento da OCDE e do Instituto de Investigação Científica Tropical (que inclui o Jardim Botânico Tropical). A numerosa lista das suas publicações académicas está disponível em www.jbmacedo.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 24, 20181h 15m

#34 Afonso Eça – Empreendedorismo, fin-techs e ensino no sec XXI

Afonso Fuzeta Eça um caso improvável: um professor universitário tornado empreendedor (e não, como é mais comum, um empreendedor tornado professor universitário). É professor de Finanças na Nova SBE e co-fundador da Raize, uma empresa de tecnologia financeira (do novo mundo das FinTech), que é a primeira e maior gestora em Portugal de plataformas de financiamento colectivo (o chamado: Crowdfunding). É, portanto, o convidado ideal para matar dois coelhos de uma só cajadada: Por um lado, pude conversar sobre empreendedorismo com alguém que asegura uma perspectiva realista, sem as fatuidades ou explicações simplistas que é comum ouvirmos nesta área. Por outro lado, discutimos também mundo das Fintechs, que são uma das áreas de inovação mais interessantes da actualidade, que é uma boa novidade para os consumidores mas uma das maiores ameaças às instituições incumbentes no sector financeiro. Apoie o podcast a partir de 2€! https://www.patreon.com/quarentaecincograus Inquérito de feedback dos ouvintes: https://pt.surveymonkey.com/r/GNWLB97 Agradecimentos a patronos do podcast: Gustavo Pimenta; João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Ricardo Santos; Nelson Teodoro e Paulo Ferreira João Gil; Vasco Sá Pinto; “Falcão Milenar”; David; Pedro Vaz; Luís Ferreira; Helena Teixeira Links: Estreia da Farfetch na bolsa da Nova Iorque: https://www.jornaldenegocios.pt/mercados/bolsa/detalhe/farfetch-passa-no-teste-da-estreia-e-dispara-mais-de-40 Startup vs Scale-ups: https://www.rocketspace.com/tech-startups/7-key-differences-between-startups-and-scale-ups Relatório do World Economic Forum sobre inovação financeira (slide #20): http://www3.weforum.org/docs/WEF_The_future_of_financial_infrastructure.pdf Feedzai: https://www.dinheirovivo.pt/fazedores/como-a-feedzai-quer-ser-a-google-de-portugal/ James: https://observador.pt/2017/06/28/portuguesa-james-capta-15-milhoes-de-euros-de-ex-banqueiros-do-credit-suisse-e-deutsche-bank/ Revolut: https://en.wikipedia.org/wiki/Revolut PSD 2: https://www.jornaldenegocios.pt/negocios-iniciativas/detalhe/a-revolucao-dos-pagamentos Livros recomendados Capitalism Without Capital: https://www.fnac.pt/Capitalism-Without-Capital-Jonathan-Haskel/a1378255 Facfulness: https://www.wook.pt/livro/factfulness/21817855 Bio: Professor Assistente na Nova SBE de Modelos Financeiros, Gestão de Risco e, mais recentemente, de tecnologia financeira ou mais comummente designada por FinTech, é Mestre (M.Sc.) em Análise de Investimentos pela Universidade de Tilburg e licenciado em Economia pela Nova SBE. Além da sua carreira académica, Afonso Fuzeta de Eça destaca-se no panorama empreendedor português, sendo co-fundador da start-up RAIZE, a primeira bolsa de empréstimos online em Portugal.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 17, 20181h 36m

#33 António de Castro Caeiro – Husserl, Heidegger, Fenomenologia, Existencialismo e como a Filosofia nos pode ajudar a viver melhor

António Castro Caeiro é várias pessoas numa só: no mesmo corpo, dentro da mesma cabeça, vive alguém que foi membro da mítica banda punk-rock Mata-Ratos - que lançou músicas como ‘A Minha Sogra é um Boi’ -, alguém que pratica muay thai - porque “gosta de andar à pancada” e depois de ter feito 36 anos de karaté -, ...e, ao mesmo tempo, alguém que é um dos maiores especialistas portugueses em Filosofia Antiga e Contemporânea, que cita directamente do grego clássico e do alemão. Preparem-se, portanto, para uma conversa com um convidado que é tão descontraído quanto erudito. Apoie o podcast a partir de 2€! https://www.patreon.com/quarentaecincograus Inquérito de feedback dos ouvintes: https://pt.surveymonkey.com/r/GNWLB97 Agradecimentos a patronos do podcast: Gustavo Pimenta; João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Ricardo Santos; Nelson Teodoro e Paulo Ferreira João Gil; Vasco Sá Pinto; “Falcão Milenar”; David; Pedro Vaz; Luís Ferreira; Helena Teixeira Créditos da fotografia: Hoje Macau Links: Edmund Husserl: https://pt.wikipedia.org/wiki/Edmund_Husserl Fenomenologia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Fenomenologia Husserl sobre Buda: https://www.researchgate.net/publication/232968344_Husserl_on_the_Teachings_of_the_Buddha Heiddeger “Ser e Tempo”: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ser_e_Tempo Husserl e Heidegger: https://www.youtube.com/watch?v=KR1TJERFzp0 Autenticidade: https://www.youtube.com/watch?v=GfkJEWnsNy4 Gottlob Frege: https://en.wikipedia.org/wiki/Gottlob_Frege Caetano Veloso ‘Língua’ (“só é possível filosofar em alemão”): https://www.youtube.com/watch?v=tX7cqBreLUY Democrito, “O Filósofo que ri”: https://www.youtube.com/watch?v=AiOgFiDSXrM O julgamento de Sócrates: https://en.wikipedia.org/wiki/Trial_of_Socrates#Historical_descriptions_of_the_trial Ryan Holiday - ‘The Obsticle is the Way’: https://www.amazon.com/Obstacle-Way-Timeless-Turning-Triumph/dp/1591846358 Dieta cetogénica: https://en.wikipedia.org/wiki/Ketogenic_diet Livro sugerido: Isabela Figueiredo - ‘Caderno de memórias coloniais’ Bio: António de Castro Caeiro (n. Lisboa, 1966) é membro da Unidade de Ensino e Investigação "Linguagem, Interpretação e Filosofia" da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e membro da Sociedade Ibérica de Filosofia Grega. Obteve o grau de mestre em Filosofia Contemporânea com a tese A doutrina da redução fenomenológica nos Grundprobleme der Phänomenologie de Husserl (1990), pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa (UNL), e o grau de doutor em Filosofia Antiga com a tese A Areté como possibilidade extrema do Humano, fenomenologia da práxis em Platão e Aristóteles (1998), pela mesma Universidade. Estudou em Freiburg i. Br. com F.-W. von Herrmann, foi Visiting Scholar na University of South Florida, onde colaborou com Charles Guignon, e ensina na FCSH desde 1990, dedicando-se à Filosofia Antiga e à Filosofia Contemporânea e, em especial, às fenomenologias de Edmund Husserl, Max Scheler e Martin Heidegger. Desde então, também ministra seminários de tradução de textos de teor filosófico em alemão, grego antigo e latim.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 10, 20181h 21m

#32 Eugénia Cunha - Evolução Humana: Neandertais, Homo Sapiens, o cérebro e o bipedismo

Eugénia Cunha é professora Catedrática de Antropologia Biológica na Universidade de Coimbra e, desde há um mês, directora do Instituto de Medicina Legal de Lisboa. Tornou-se conhecida nos últimos anos, sobretudo, pela actividade na esfera da Antropologia Forense - uma área que se presta muito à actualidade noticiosa, seja quando se tenta resolver crimes antigos seja quando se faz, por exemplo, o levantamento de restos mortais de personagens históricas. Mas não foi sobre isso que falámos! A outra área de especialização da convidada é, na minha opinião, ainda mais interessante: é a Evolução Humana. Foi, então para falar sobre isso que a convidei, à boleia do livro que publicou há uns anos, chamado: “Como nos tornámos Humanos”. Obrigado por participar(es)! Agradecimentos a patronos do Quarenta e Cinco Graus: Gustavo Pimenta; João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Ricardo Santos; Nelson Teodoro e Paulo Ferreira João Gil; Vasco Sá Pinto; “Falcão Milenar”; David; Pedro Vaz; Luís Ferreira Links: Eugénia Cunha - Como nos Tornámos Humanos: https://www.wook.pt/livro/como-nos-tornamos-humanos-eugenia-cunha/5101535 Homo naledi: https://pt.wikipedia.org/wiki/Homo_naledi Documentário National Geographic: https://www.youtube.com/watch?v=uO_mFuNpy8c Prova de cruzamento de Neandertal com Denisoviano: https://www.nature.com/articles/d41586-018-06004-0 Ibex-dos-Pirinéus: https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dbex-dos-piren%C3%A9us Humanzee: https://www.thesun.co.uk/news/5447151/human-chimp-hybrid-born-florida-lab-killed-humanzee/ O Polegar do Panda: https://en.wikipedia.org/wiki/The_Panda%27s_Thumb_(book) Mapa-mundi da intorlerância à lactose: https://www.reddit.com/r/MapPorn/comments/76qlo2/lactose_intolerance_map_of_the_world_2535x1263/ Porque é que o cérebro humano está a encolher? https://www.scientificamerican.com/article/why-have-our-brains-started-to-shrink/ O mito de que só usamos 10% do cérebro: https://en.wikipedia.org/wiki/Ten_percent_of_the_brain_myth Partos de cócoras: https://www.quora.com/Are-women-supposed-to-deliver-a-baby-in-a-squatting-position ‘Evolution is a tinkerer’ e o exemplo da girafa: https://www.nature.com/scitable/blog/accumulating-glitches/preadapting_to_evolve Artigo da BBC sobre a verdadeira razão pela qual o parto é tão doloroso: http://www.bbc.com/earth/story/20161221-the-real-reasons-why-childbirth-is-so-painful-and-dangerous The Cooking Hypothesis: https://thesparkofevolution.weebly.com/the-cooking-hypothesis.html Mito de que a evolução se dá apenas por selecção natural: https://www.newscientist.com/article/dn13616-evolution-myths-natural-selection-is-the-only-means-of-evolution/ Significado de ‘tinker’: https://www.infopedia.pt/dicionarios/ingles-portugues/tinker Pele branca poderá ter evoluído há apenas 8 mil anos: http://www.sciencemag.org/news/2015/04/how-europeans-evolved-white-skin Livro recomendado George Church e Ed Regis - ‘Regenesis’: https://www.amazon.com/Regenesis-Synthetic-Biology-Reinvent-Ourselves/dp/0465075703 Bio: Eugénia Cunha nasceu em Coimbra em 1962, é Licenciada em Biologia e Doutorada em Ciências pela Universidade de Coimbra (1994). Desde 2003, é Professora Catedrática de Antropologia no Departamento de Ciências da Vida, FCTUC (Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra). É, desde este ano, Diretora do Instituto de Medicina Legal de Lisboa, Presidente da FASE (Forensic Anthropology Society of Europe), Coordenadora do 2º ciclo em Evolução e Biologia Humana na FCTUC, sendo igualmente co-editora de um livro internacional em Antropologia Forense e autora de diversos artigos científicos e de divulgação. As suas áreas de pesquisa centram-se na biologia do esqueleto no âmbito da Antropologia Forense e da Evolução Humana.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 26, 20181h 2m

#31 Tiago Cavaco - “Faz falta acreditar em Deus?”

Tiago Cavaco é pastor da Igreja Baptista da Lapa, em Lisboa, e, para muitos, o rosto do cristianismo não-católico em Portugal. Os sermões dele conquistaram admiradores, mesmo entre os não-batistas e os não-crentes. Lançou recentemente o livro Milagres no Coração (Quetzal), um conjunto de sermões sobre o Evangelho de Marcos, prefaciado por Ricardo Araújo Pereira. Agradecimentos: Gustavo Pimenta; João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Ricardo Santos; Nelson Teodoro João Gil; Vasco Sá Pinto; “Falcão Milenar”; David; Pedro Vaz; Luís Ferreira Links: William Lane Craig Vs. Christopher Hitchens https://www.youtube.com/watch?v=4KBx4vvlbZ8 Vs. Sam Harris: https://www.youtube.com/watch?v=yqaHXKLRKzg&t=4367s Chronological snobery: https://en.wikipedia.org/wiki/Chronological_snobbery A vida não examinada não vale a pena ser vivida: https://pt.wikipedia.org/wiki/A_vida_n%C3%A3o_examinada_n%C3%A3o_vale_a_pena_ser_vivida John Piper: https://pt.wikipedia.org/wiki/John_Piper Crítica de Tiago Cavaco ao livro de Jordan Peterson, "12 Rules for Life”: https://observador.pt/2018/07/08/o-charme-irresistivel-do-perigoso-jordan-peterson/ Carta de Paulo aos romanos: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ep%C3%ADstola_aos_Romanos Richard Dawkins: “"Although atheism might have been logically tenable before Darwin, Darwin made it possible to be an intellectually fulfilled atheist"”: https://www.quora.com/Why-did-Dawkins-say-that-Darwin-made-it-possible-to-be-an-intellectually-fulfilled-atheist-or-in-what-way-does-the-theory-of-evolution-help-atheism G. K. Chesterton: https://www.christianitytoday.com/history/people/musiciansartistsandwriters/g-k-chesterton.html Aposta de Pascal: https://pt.wikipedia.org/wiki/Aposta_de_Pascal Livro recomendado Friedrich Nietzsche ‘Humano, Demasiado Humano’: https://www.wook.pt/livro/humano-demasiado-humano-friedrich-nietzsche/81309 Bio: Tiago Cavaco nasceu em 1977 e é pastor da Igreja da Lapa (depois de ter passado pelas de Queluz e Benfica) e um dos elementos fundamentais da renovação do protestantismo português. É formado em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa e fundador, com Samuel Úria, da editora musical FlorCaveira. Grava discos de punk-rock como Tiago Guillul; dois dos seus maiores sucessos são «Ó Judas Aperta o Laço» e «A Isabel é Intelectual (Porque Perdeu a Virgindade na Feira do Livro)». É autor de Cuidado com o Alemão, sobre Lutero e os 500 anos da Reforma Protestante, de Felizes para Sempre. E Outros Equívocos acerca do Casamento, e de Seis Sermões contra a Preguiça. É colaborador da revista LER e mantém o blogue Voz do Deserto. Lançou recentemente o livro Milagres no Coração (Quetzal), um conjunto de sermões sobre o Evangelho de Marcos. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 19, 20181h 45m

#30 Zita Martins – Astrobiologia: origem da vida, vida noutros planetas do Sistema Solar e vida extraterrestre inteligente

Zita Martins é cientista e, nas palavras do Expresso, “a estrela portuguesa da astrobiologia”. Zita Martins é Professora Associada no Instituto Superior Técnico e, até há pouco tempo, Research Fellow da Royal Society no Imperial College London (Reino Unido). Agradecimentos: Gustavo Pimenta; João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Ricardo Santos; João Gil; Vasco Sá Pinto; “Falcão Milenar”; David; Pedro Vaz; Luís Ferreira Links: Perfil: http://expresso.sapo.pt/sociedade/2017-12-17-O-regresso-de-uma-estrela#gs.7zr12SI Metano encontrado em Marte: https://www.theverge.com/2018/6/7/17434718/nasa-curiosity-rover-mars-methane-seasonal-cycle-microbes-life Moléculas orgânicas encontradas em Marte: https://arstechnica.com/science/2018/06/finally-scientists-have-found-intriguing-organic-molecules-on-mars/ Água detectada em Marte: https://www.nytimes.com/2018/07/25/science/mars-liquid-alien-life.html Europa, Titan e Encelado: https://www.quora.com/What-moon-appears-to-be-the-best-candidate-for-life-Europa-Titan-or-Enceladus-What-conditions-make-it-able-to-sustain-life# Vídeo falado sobre sinais químicos de vida extraterrestre: https://www.youtube.com/watch?v=oY2itQu5hnI Paradoxo de Fermi: https://www.space.com/25325-fermi-paradox.html Livro recomendado: https://www.fnac.pt/Contacto-Carl-Sagan/a643395 Versão em filme: https://www.imdb.com/title/tt0118884/ Curso ‘The Joy of Science’: https://en.wikipedia.org/wiki/The_Joy_of_Science Bio: Zita Martins é Professora Associada no Instituto Superior Técnico. Anteriormente, era Research Fellow da Royal Society no Imperial College London (Reino Unido). Licenciou-se em Química pelo Instituto Superior Técnico (IST/Universidade Técnica de Lisboa). Ainda durante a licenciatura ganhou uma Bolsa de Investigação Científica (BIC) financiada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), tendo trabalhado no Centro de Química-Física Molecular (IST). Em 2007 obtém o Doutoramento em Astrobiologia na Universidade de Leiden (Países Baixos), para o qual realiza análises químicas inovativas de moléculas orgânicas em meteoritos. Colabora desde 2005 com Instituições de Investigação de renome internacional, incluindo a NASA Goddard Space Flight Center e Carnegie Institution (Estados Unidos da América), tendo sido Cientista Convidada da NASA Goddard em 2005, 2006 e 2010. Após o doutoramento, é Investigadora Associada no Imperial College London, continuando a analisar moléculas orgânicas em meteoritos e amostras de solo de desertos. Além disso, entre 2007 e 2009 foi responsável por desenvolver métodos de extracção e detecção de compostos orgânicos indicativos de vida para a missão ExoMars a Marte. Em 2009 é galardoada com uma University Research Fellowship da Royal Society, que é a mais antiga sociedade científica em actividade e também uma das mais prestigiantes. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 12, 20181h 23m

#29 Pedro Oliveira - Inovação pelo utilizador

Pedro Oliveira é professor de inovação na área da saúde na Copenhagen Business School, na Dinamarca. O Pedro tem a particularidade de ser um dos poucos convidados que eu já conhecia antes da gravação, pois foi meu professor, há uns anos, numa cadeira de Gestão de Operações - aliás, dos melhores professores, para além de ser, provavelmente o mais simpático, como já vão ver (ou ouvir). Era até há pouco tempo Director do Doutoramento em Technological Change and Entrepreneurship da Universidade Católica de Lisboa, onde se mantém-se como professor, mas mudou-se, há poucas semanas, para a Copenhagen Business School, na Dinamarca, onde é agora professor na área da inovação na saúde. Falámos, então, de inovação pelo utilizador, especialmente, mas não só, na área da saúde. No clip de introdução a esta temporada, que publiquei na semana passada, enfatizei, muito assertivamente, que uma das características do podcast é não fazer entrevistas de vida. Logo no episódio seguinte, com verão, já estou quase a infringir essa regra... Mas prometo que é uma excepção que vale a pena. É que, no caso do convidado, a área de investigação e o projecto prático em que se viu acidentalmente envolvido intersectam-se em grande medida, porque foi a investigação sobre inovação de utilizador na área da saúde que levou à criação da Patient Innovation, uma plataforma online, e agora empresa sem-fins lucrativos, para partilha pelos utilizadores de inovações na área da saúde. Este projecto tem tanto de incrível e valioso que achei que valia a pena explorá-lo, sobretudo porque é um perfeito exemplo de aplicação prática do tema de que falávamos (o que é sempre a melhor maneira de o compreender). Vejam lá se não concordam! Agradecimentos: João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Ricardo Santos; Gustavo Pimenta; João Gil; Vasco Sá Pinto; “Falcão Milenar”; David; Pedro Vaz; Luís Ferreira Links: Malcolm Galdwell sobre a Aeron Chair: https://www.smartfurniture.com/products/aeron-chair/blink.html História da LEGO: https://www.youtube.com/watch?v=NdDU_BBJW9Y Eric von Hippel: https://en.wikipedia.org/wiki/Eric_von_Hippel i-Port: https://www.youtube.com/watch?time_continue=24&v=Eu0I2YhdDFI O Ford T e a Inovação pelo Utilizador: https://www.nytimes.com/2008/07/27/weekinreview/27lohr.html Filme sobre a origem do skateboarding: https://en.wikipedia.org/wiki/Lords_of_Dogtown Serviço de pagamentos móveis lançado pela Vodafone: https://en.wikipedia.org/wiki/M-Pesa Como os Marillion inventaram o crowdfunding: https://www.virgin.com/music/how-marillion-pioneered-crowdfunding-music TED talk - Mariana Mazzucato e o papel do Estado na inovação: https://www.ted.com/talks/mariana_mazzucato_government_investor_risk_taker_innovator Livros sugeridos Eric VOn Hippel - Free Innovation: https://evhippel.mit.edu/books/ Revolutionizing Innovation: https://evhippel.mit.edu/books/ Atul Gawande - The Checklist Manifesto: https://www.fnac.pt/The-Checklist-Manifesto-Atul-Gawande/a930842 Entrevista de Tyler Cowen a Atul Gawande: https://medium.com/conversations-with-tyler/atul-gawande-checklist-books-tyler-cowen-d8268b8dfe53 Bio: Pedro Oliveira é, desde há poucas semanas professor na Copenhagen Business School, na Dinamarca. Mantém-se, ainda, Professor Associado na Católica Lisbon School of Business & Economics, onde era Diretor do Doutoramento em Technological Change and Entrepreneurship (em parceria com IST e Carnegie Mellon University), Coordenador do PAEGI - Programa Avançado em Empreendedorismo e Gestão de Inovação, e do Supply Chain Management Program. Anteriormente foi Diretor para o Desenvolvimento dos Professores e para a Investigação, Diretor da Unidade de Investigação (CUBE), Diretor Académico do The Lisbon MBA, International Faculty Fellow do MIT Sloan Management School e Project Leader dos Creative Commons. Doutorado em Gestão de Operações, Tecnologia e Inovação (University of North Carolina). Mestre em Investigação Operacional e Engenharia de Sistemas e licenciado em Engenharia Naval (IST). Formação complementar pela Kellogg School of Management. Fundador e Project Leader do Patient Innovation e Co-fundador do PPL – Crowdfunding Portugal. Tem trabalhos publicados na Production and Operations Management, Research Policy, Organizational Research Methods, Journal of Product Innovation Management, International Journal of Operations and Production Management, Technological Forecasting and Social Change, Orphanet Journal of Rare Diseases, entre outros.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 5, 20181h 50m

Introdução à 2ª temporada

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Aug 29, 20185 min

#28 Miguel Tamen – Arte, Ensino universitário e Cultura

Miguel Tamen é actualmente director da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e tem como interesses académicos especialmente a filosofia e a literatura. Escreveu vários livros, entre os quais “What Art Is Like, In Constant Reference to the Alice Books” (2012) e, em co-autoria com António Feijó, A Universidade como deve ser (2017)”. Tornou-se mais conhecido, nos últimos anos, através das suas crónicas no Observador, compiladas no livro “Erro Extremo (2017), que marcaram a diferença pelo humor fino e cáustico. É por isso, aliás, que o Miguel é um convidado desafiante, pois aborda os problemas muitas vezes de um ângulo contra-intuitivo. É a abordagem de um filósofo, mas, como assinala aliás Pedro Mexia na descrição de um dos livros, da escola da Filosofia Analítica, algo relativamente raro em Portugal. Conversámos, então, sobre vários temas, pegando no percurso académico e nestas obras mais recentes do convidado, desde a arte e a estética - que não costumo abordar no podcast - até ao ensino e, em particular, a visão provocadora do convidado em relação ao papel que deve ter uma Universidade. Antes de vos deixar com a conversa, e como, se calhar, já adivinhavam, também o QCG não é imune à Silly Season. Este é, por isso, o último episódio do podcast desta, chamemos-lhe assim, ‘temporada’. Voltamos na rentrée, boas férias e boas ‘audições’! Agradecimentos: João Vítor Baltazar; Ana Mateus; Salvador Cunha; Oscar Sampaio Neves; João Gil; Vasco Sá Pinto; “Falcão Milenar”; Duarte Azinheira Links: Oscar Wilde: “Wordsworth went to the Lakes, but he was never a lake poet. He found in stones the sermons he had already hidden there.” Livro “What Art Is Like, In Constant Reference to the Alice Books”: http://www.hup.harvard.edu/catalog.php?isbn=9780674067066 Carl Jung e o “Inconsciente Colectivo” na Arte: http://jungcurrents.com/jung-art-collective-unconscious-chagall Série BBC “Civilisations”: https://www.bbc.co.uk/iplayer/group/p05xxp5j Ensaio António Feijó | Miguel Tamen “A Universidade como deve ser”: https://www.ffms.pt/publicacoes/detalhe/2337/a-universidade-como-deve-ser Licenciatura em Estudos Gerais da Universidade de Lisboa: https://www.ulisboa.pt/curso/licenciatura/estudos-gerais Universidades americanas vs europeias: http://www.thecollegesolution.com/european-universities-vs-american-universities-we-win/ https://www.quora.com/What-are-the-biggest-differences-between-American-and-European-universities Palestra de Yannis Varoufakis no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra - “Democratising the Eurozone”: https://www.youtube.com/watch?v=o7RTD1LX0rw C. P. Snow - “As Duas Culturas” https://www.wook.pt/livro/as-duas-culturas-c-p-snow/46366 http://expresso.sapo.pt/opiniao/NunoCrato/duas-culturas=f514724#gs.b1wzOQw http://www.acad-ciencias.pt/document-uploads/7927585_moreira,-adriano---a-incerteza-entre-as-duas-culturas.pdf Artigo P2 “O que é a Cultura Geral?”: https://www.publico.pt/2015/01/11/culturaipsilon/noticia/o-que-e-cultura-geral-1681554 Sugestão de livro: Patrick Leigh Fermor - “A Time of Gifts”: https://en.wikipedia.org/wiki/A_Time_of_Gifts “Tempo de Silêncio” https://www.fnac.pt/Tempo-de-Silencio-Patrick-Leigh-Fermor/a1492451 http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/tempo-de-silencio-um-escritor-em-recolhimento-312487 Bio: Miguel Tamen é actualmente director da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Estudou na Universidade de Lisboa (L, 1982; M, 1985; Agregação, 1995) e na University of Minnesota (D, 1989). É também membro do Departamento de Literaturas Românicas da primeira destas universidades. Foi, entre 2000 e 2014, professor visitante na University of Chicago, e ainda senior fellow no Stanford Humanities Center (2003/4) e no National Humanities Center (2010/11). Os seus interesses incluem filosofia e literatura. Escreveu sete livros, entre os quais Friends of Interpretable Objects (2001) e What Art Is Like, In Constant Reference to the Alice Books (2012). Escreveu, em co-autoria com António Feijó, A Universidade como deve ser (2017)”, um ensaio publicado pela FFMS.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 18, 20181h 20m

#27 [EN] Glenn Geher - “How can Evolutionary Psychology help us understand the origins of humour, culture, personality or gender differences?”

[This is a conversation about Evolutionary Psychology, with Glenn Geher, professor at the State University of New York at New Paltz, for Quarenta e Cinco Graus, a podcast based in Portugal. The conversation follows right after a brief introduction in Portuguese.] Glenn Geher é professor na State University of New York at New Paltz, uma das melhores universidades públicas dos EUA, e um investigador de referência na área da Psicologia Evolutiva. Tem publicado vários livros sobre este tema, com destaque para e . Este é, já perceberam, o mesmo tema do episódio anterior, em que o convidado foi Paulo Finuras. O Paulo falou-me de alguns nomes de referência nesta área e, como acho que o tema merece, decidi aproveitar para chamar um convidado internacional ao podcast, o que já era uma ideia antiga. É, por isso, também a primeira conversa em inglês (peço desculpa por não haver ‘dobragem’, ao estilo das rádios generalistas, mas falta-me ainda orçamento para isso!). Falámos, então, de temas que cruzam estes dois livros, como a origem evolutiva do humor (um fenómeno misterioso porque parece ter nenhuma finalidade prática), a origem das diferenças culturais entre povos e das diferenças de personalidade entre pessoas (este último já tema de um episódio do podcast) e também as diferenças de comportamento entre os sexos. Falámos, também, das críticas mais comuns a esta área da Psicologia Evolutiva, que é fascinante, mas também cientificamente controversa e pode levar-nos a conclusões demasiado superficiais e precipitadas. Foi uma óptima conversa, espero que gostem! Agradecimentos: João Vítor Baltazar; Ana Mateus; Salvador Cunha; Oscar Sampaio Neves; João Gil; Vasco Sá Pinto; “Falcão Milenar”; Links: Evolutionary Psychology 101: https://www.amazon.com/Evolutionary-Psychology-101-Psych/dp/0826107184 Mating Intelligence Unleashed: The Role of the Mind in Sex, Dating, and Love: https://www.amazon.com/Mating-Intelligence-Unleashed-Role-Dating/dp/0195396855 Geoffrey Miller - The Mating Mind: https://www.amazon.co.uk/Mating-Mind-Sexual-Choice-Evolution/dp/0099288249 Group selection: https://en.wikipedia.org/wiki/Group_selection Balancing selection and personality differences: https://labs.la.utexas.edu/buss/files/2015/09/evolution-personality-and-individual-differences-2009.pdf Strategic Pluralism: https://en.wikipedia.org/wiki/Strategic_pluralism Bio: Glenn Geher, Ph.D., is professor of psychology at the State University of New York at New Paltz. In addition to teaching courses at both the undergraduate and graduate levels, and conducting research in various areas related to evolutionary psychology, Glenn is founding director of the campus’ Evolutionary Studies (EvoS) program, one of the most successful, noteworthy, and vibrant features of a campus that prides itself (rightfully) on academic vibrance. And he has published several books, including Evolutionary Psychology 101, Mating Intelligence Unleashed: The Role of the Mind in Sex, Dating, and Love (co-authored with Scott Barry Kaufman and published by Oxford University Press), Evolutionary Psychology 101 (published by Springer), as well as Straightforward Statistics (also with Oxford). In Darwin's Subterranean World: Evolution, Mind, and Mating Intelligence, Glenn addresses various topics related to evolutionary psychology and the nature of human mating intelligence - a core feature of human psychology writ large.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 11, 201848 min

#26 Paulo Finuras - "Pode Darwin ajudar-nos a perceber a psicologia humana?”

Paulo Finuras é Doutorado em Ciência Sociais e do Comportamento (especialidade de Ciência Política) pela ULHT, Pós graduado em Gestão e Política Internacional e Licenciado em Sociologia (ISCTE-IUL). É investigador na área da Biossociologia e da Psicologia Evolucionista e investigador integrado do CICPRIS da Faculdade de Ciências Sociais da ULHT. É também autor dos livros: Gestão Intercultural (3ª Ed. 2011), Humanus: pessoas iguais, culturas diferentes (2ª Ed., 2012); O Dilema da Confiança (2013), Valores Culturais e (Des) Confiança nas Instituições (2014), Primatas Culturais: Evolução e Natureza Humana (2015) e Bioliderança (2018), todos editados pela Sílabo A Psicologia Evolucionista é uma área que me interessa há já algum tempo e o Paulo é um óptimo convidado para a discutir, pois é dos poucos académicos em Portugal com investigação e prática neste campo. Falámos a propósito de dois dos seus livros mais recentes - Primatas Culturais (2015) e Bioliderança (2018) - embora, na verdade, a conversa tenha acabado por divagar ao sabor da pena, como é hábito. Uma vez que mergulhamos logo em aspectos aplicados deste tema, vale a pena aproveitar esta introdução para explicar rapidamente de que trata esta área. O que é, então, a Psicologia Evolucionista? A definição mais sintética é talvez a de que é uma área que tenta, de certa forma, casar as Ciências Sociais e as Ciências Naturais. Para isso, estuda a origem da nossa espécie, isto é, o processo evolutivo que deu origem ao Homo Sapiens, sob a lente da Psicologia. A investigação nesta área concentra-se em identificar quais os traços da personalidade humana que consistem em adaptações da evolução relativamente ao ambiente em que o Homo Sapiens surgiu e viveu a maior parte do tempo. No fundo, trata-se de aplicar ao comportamento humano a mesma lógica de selecção natural, social ou sexual que a Biologia Evolutiva usa para explicar a estrutura física ou a genética dos seres-vivos. A grande vantagem desta área da Psicologia Evolucionista, para mim, é a possibilidade que nos dá de ir à raiz de muitos fenómenos que a Psicologia geral tem estudado de uma forma algo isolada da biologia humana. A desvantagem - ou o perigo - é, claro, cair-se no erro de ver todos os comportamentos humanos contemporâneos sob esta única lente. No fundo, é aí também que está o desafio: perceber até onde chega, e até onde não chega, a explicação evolucionista para a psicologia humana. Foi uma conversa que me deu muito gozo gravar. Espero que gostem também de a ouvir! Agradecimentos: João Vítor Baltazar; Ana Mateus; Salvador Cunha; João Gil; Vasco Sá Pinto; “Falcão Milenar” Ligações: Why Have Our Brains Started to Shrink: https://www.scientificamerican.com/article/why-have-our-brains-started-to-shrink/ Anton Chekhov (citação): https://www.goodreads.com/quotes/219745-man-will-become-better-when-you-show-him-what-he Porque temos o dobro dos antepassados do sexo feminino: https://tierneylab.blogs.nytimes.com/2007/09/05/the-missing-men-in-your-family-tree/ Laura Fortunato - monogamia e poligenia: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21453006 Robert Sapolsky - The handicap principle (e testosterona): https://www.youtube.com/watch?v=4LPCIPdB4wk&t=1s Satoshi Kanazawa - Why Are Stepparents More Likely to Kill Their Children?: https://www.psychologytoday.com/us/blog/the-scientific-fundamentalist/201101/why-are-stepparents-more-likely-kill-their-children Modelo das dimensões culturais de Hofstede: https://en.wikipedia.org/wiki/Hofstede%27s_cultural_dimensions_theory Mark Shaller - Doenças infecciosas e Cultura: http://www2.psych.ubc.ca/~schaller/SchallerMurray2011.pdf Amotz Zahavi - o Princípio do Handicap: https://animals.howstuffworks.com/mammals/gazelle-body-language.htm Os Pavões e o Princípio do Handicap: http://octavia.zoology.washington.edu/handicap_old/handicap_principle.html As Gazelas e a sinalização: https://animals.howstuffworks.com/mammals/gazelle-body-language.htm Darwin e a Selecção Sexual: https://www.theguardian.com/science/2017/may/19/a-peacocks-tail-how-darwin-arrived-at-his-theory-of-sexual-selection Geoffrey Miller - The Mating Mind: https://www.amazon.co.uk/Mating-Mind-Sexual-Choice-Evolution/dp/0099288249 O Potlatch: https://pt.wikipedia.org/wiki/Potlatch É a Arte uma adaptação evolucionista? https://www.jstor.org/stable/1559195?seq=1#page_scan_tab_contents Richard Dawkins e o conceito de Meme: https://pt.wikipedia.org/wiki/Meme A selecção natural e os multiversos: https://blogs.scientificamerican.com/guest-blog/the-logic-and-beauty-of-cosmological-natural-selection/ Niels Bohr e a ferradura: http://www.escreveretriste.com/2016/01/niels-bohr-e-a-ferradura/ Livro recomendado Sam Harris - Free Will: https://www.amazon.com/Free-Will-Deckle-Edge-Harris/dp/1451683405 Biografia detalhada: Paulo Finuras nasceu em Lisboa em 1962. É Doutorado em Ciência Sociais e do Comportamento (especialidade de Ciência Política) pela ULHT, Pós graduado em Gestão e Política Internacional e Licenciado em Socio

Jul 4, 20181h 33m

#25 Carlos Coelho - “O que é preciso para termos mais marcas portuguesas de sucesso?”

Carlos Coelho é uma das grandes referências portuguesas no domínio da construção e gestão de marcas. Este é um episódio com uma história atribulada por trás, como explico no início da conversa, com uma 1ª gravação misteriosamente desaparecida, o que levou a que tivéssemos tido que gravar uma segunda conversa. Um grande obrigado ao Carlos por ter aceitado segunda dose à conversa comigo. Felizmente, esta versão saiu ainda melhor do que a primeira! Carlos Coelho é um convidado desafiante, pois tem uma abordagem algo diferente do estilo mais analítico e conceptual típico da maioria das conversas que tenho gravado. Com efeito, o Carlos é sobretudo um intuitivo, alguém que tem uma sensibilidade grande simultaneamente para o valor emocional das marcas e para o lado prático do negócio. Foi, por isso, para mim, um desafio interessante discutir estes temas com um convidado destes, e julgo que os insights para que o Carlos chama a atenção têm muito valor para ajudar a perceber problemas que têm, inevitavelmente, causas demasiado intrincadas na nossa cultura para se poderem compreender exclusivamente via análise económica, como é exemplo a projecção das marcas portuguesas nos mercados internacionais. Espero que gostem! Agradecimentos: João Vítor Baltazar; Ana Mateus; Salvador Cunha; João Gil; Vasco Sá Pinto; “Falcão Milenar” Ligações: Carlos Coelho - Marca Portugal https://www.dinheirovivo.pt/opiniao/marca-portugal-quase-tudo-de-bom/ https://www.dinheirovivo.pt/opiniao/a-marca-portugal-esta-finalmente-em-cima-da-mesa/ A bula Manifestis Probatum, o documento fundador do reino: http://ensina.rtp.pt/artigo/a-bula-manifestis-probatum-o-documento-fundador-do-reino/ O papel da comida na unificação italiana: https://repository.arizona.edu/handle/10150/613232 Países mais visitados por Turistas: https://en.wikipedia.org/wiki/World_Tourism_rankings Porquê sal e pimenta? https://www.youtube.com/watch?v=yzBIarGJjHk Robert B. Cialdini - ‘Influência - A Psicologia da Persuasão’: https://www.wook.pt/livro/influencia-a-psicologia-da-persuasao-robert-b-cialdini/203758 Azeite produzido em Portugal vendido sob marca italiana ou espanhola: https://www.publico.pt/2011/10/30/economia/noticia/espanhois-produzem-azeite-no-alentejo-para-ser-vendido-com-rotulos-italianos-1518889 História do Mateus Rosé: https://www.mateusrose.com/pt/a-nossa-historia/ Ted Talk ‘Fake it until you become it’: https://www.ted.com/talks/amy_cuddy_your_body_language_shapes_who_you_are Livro recomendado: A Conferência dos Pássaros: https://www.wook.pt/livro/a-conferencia-dos-passaros-farid-ud-din-attar/15105782 Biografia detalhada: Carlos Coelho é formado em Design e ao longo de 30 anos de carreira, conduziu centenas de projectos de algumas das marcas mais relevantes em Portugal. É autor de diversos estudos sobre tendências e modelos teóricos de marcas. É activista sobre as marcas de Portugal sendo autor do livro ”Portugal Genial’’. É co-autor do livro “Brand Taboos” e colaborou na edição de diversos livros como: “Gestão sustentada”, “Portugal vale a pena”. É professor, colunista, comentador de televisão, autor e apresentador do programa de TV Imagi-Nação e colaborador de inúmeras publicações nacionais e estrangeiras. Entre outros prémios, foi distinguido como “Personalidade de Marketing do Ano 2005” pela Associação Portuguesa dos Profissionais de Marketing, pela sua carreira pelo IADE Creative University em 2008 e como personalidade de marketing do ano de 2011 pelo IPAM. É fundador e presidente da Ivity Brand Corp uma consultora internacional de criação, inovação e gestão de marcas, eleita por 13 vezes empresa do ano e onde já acumulou mais de 150 prémios nacionais e internacionais entre os quais se destaca um leão de ouro em Cannes vendo reconhecido o projecto de marca da Sonae como o melhor do mundo.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 27, 20181h 27m

#24 Filipe Duarte Santos – Alterações Climáticas: explicação científica, soluções e desafios políticos

Filipe Duarte Santos é um especialista de classe mundial em Alterações Climáticas, tendo sido um dos revisores do relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) das Nações Unidas. É actualmente professor de Física jubilado da Universidade de Lisboa e preside ao Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável. Este é um tema que - como todos nós - tenho acompanhado e me tem preocupado, desde o documentário do Al Gore, mas confesso que nunca me tinha debruçado a sério sobre as várias nuances da explicação deste fenómeno no contexto das ciências naturais e as soluções possíveis para o resolver. Trazê-lo ao podcast foi, por isso, um óptimo pretexto para o explorar melhor, e logo com um interlocutor destes. Espero que gostem! Agradecimentos: João Vítor Baltazar; Ana Mateus; Salvador Cunha; João Gil; Vasco Sá Pinto; “Falcão Milenar” Ligações: Alterações Climáticas explicadas: https://www.youtube.com/watch?v=fE_QTn4daPU&t=1s https://www.youtube.com/watch?v=ffjIyms1BX4 Joseph Fourier e a descoberta do Efeito-estufa https://blogs.scientificamerican.com/plugged-in/why-we-know-about-the-greenhouse-gas-effect/ Por que é que as pessoas têm dificuldade em acreditar e agir em relação às alterações climáticas https://www.youtube.com/watch?v=y2euBvdP28c https://www.youtube.com/watch?v=DkZ7BJQupVA&t=458s https://www.youtube.com/watch?v=-qfI3DZmmQw O papel da China nas Alterações Climáticas: https://www.nytimes.com/2017/06/02/world/asia/chinas-role-in-climate-change-and-possibly-in-fighting-it.html Cowspiracy (documentário): https://en.wikipedia.org/wiki/Cowspiracy Permafrost afecta as casas no Ártico: https://www.citylab.com/environment/2018/05/the-race-to-save-arctic-cities-as-permafrost-melts/559307/ Não basta estancar as emissões, é necessário retirar CO2 da atmosfera: https://www.economist.com/news/leaders/21731397-stopping-flow-carbon-dioxide-atmosphere-not-enough-it-has-be-sucked-out Geoengenharia: https://www.scientificamerican.com/article/geoengineering-solutions/ Don't Even Think About It: Why Our Brains Are Wired to Ignore Climate Change: https://www.amazon.com/Dont-Even-Think-About-Climate/dp/1620401339/?tag=itsoktobesm-20 Livros recomendados: “Art et religion de Chauvet à Lascaux” ( Alain Testart): https://www.amazon.fr/Art-religion-Chauvet-%C3%A0-Lascaux/dp/2072693640 “Quente, Plano e Cheio. Porque precisamos de uma revolução verde (Thomas L. Friedman): http://www.almedina.net/catalog/product_info.php?products_id=7755 Civilisations (série BBC): https://en.wikipedia.org/wiki/Civilisations_(TV_series) Biografia detalhada: Filipe Duarte Santos é professor de Física jubilado da Universidade de Lisboa. Licenciado em Geofísica pela Universidade de Lisboa, doutorado em Física Nuclear pela Universidade de Londres e desde 1979 professor de Física na Universidade de Lisboa, regendo disciplinas nas áreas da Física, Ambiente e Alterações Globais, além de professor convidado em várias Universidades prestigiadas dos Estados Unidos e Europa Foi vice-presidente do Instituto de Meteorologia de Portugal entre 1987 e 1988, tendo posteriormente coordenado a redacção do primeiro e único Livro Branco sobre o Estado do Ambiente em Portugal, publicado em 1991. Posteriormente, em 1998, passa a integrar o Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável, a que preside actualmente. Ao longo dos anos tem coordenado diversos projectos nacionais e internacionais nas áreas do ambiente e alterações globais, dos quais se destacam a sua acção como investigador coordenador do Projecto SIAM – Climate Change in Portugal. Scenarios, Impacts and Adaptation Measures, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FC-UL) (1999-2002) e responsável do projecto PORTCOAST, Centro de Geofísica da Universidade de Lisboa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 20, 20181h 21m

#23 Marina Costa Lobo - "Quais são as alterações mais urgentes para melhorar o sistema político português?"

Marina Costa Lobo é doutorada em Ciência Política pela Universidade de Oxford e é actualmente Investigadora Principal do Instituto de Ciências Sociais. Conversámos sobre temas como a satisfação dos eleitores com a democracia, o sistema eleitoral português, o financiamento público dos partidos, o papel do Presidente da República, entre outros. Foi uma conversa ultra-interessante, que me permitiu não só perceber melhor o nosso sistema político, e a forma como compara com os de outros países, mas também de que forma é possível melhorá-lo. Um das propostas da convidada, a obrigatoriedade de uma Moção de Censura Construtiva para derrubar um Governo, acaba, por coincidência, de ser utilizada em Espanha; foi o que permitiu a Pedro Sanchez, há uma semana, com o apoio de outros partidos da oposição, tornar-se Primeiro-Ministro. Uma última nota para lembrar que podem tornar-se apoiantes deste projecto, através do Patreon (no site www.patreon.com/quarentaecincograus). Agradeço aos ‘patronos’ João Vítor Baltazar e Ana Mateus pelo apoio generoso. Ligações: Observatório da Qualidade da Democracia: http://www.oqd.ics.ulisboa.pt/ Voto preferencial https://www.publico.pt/2015/12/12/politica/noticia/estudo-mostra-que-portugueses-sabem-usar-voto-preferencial-1717248 http://repositorio.ul.pt/handle/10451/22446 https://www.dn.pt/portugal/interior/a-calculadora-que-estraga-as-reformas-do-sistema-eleitoral-em-portugal-8830097.html Círculos Uninominais https://economiafinancas.com/2014/o-que-sao-circulos-uninominais/ Proponentes https://www.ffms.pt/artigo/393/circulos-uninominais-o-parlamento-e-o-povo https://ionline.sapo.pt/514954?source=social Modelo de sistema eleitoral alemão: https://www.dn.pt/lusa/interior/ribeiro-e-castro-lidera-proposta-de-reforma-do-sistema-eleitoral-inspirada-em-modelo-alemao-9066854.html Moção de Censura Construtiva: https://en.wikipedia.org/wiki/Constructive_vote_of_no_confidence Peso do financiamento público dos partidos políticos: https://www.publico.pt/2016/09/23/politica/noticia/financiamento-publico-de-partidos-portugueses-e-dos-mais-altos-1744964 Crescente importância dos líderes partidários em detrimento dos partidos: https://www.publico.pt/2017/11/18/politica/noticia/menos-leais-a-partidos-eleitores-votam-sobretudo-nos-lideres-1792464 Livro recomendado: Ivan Krastev - After Europe: https://www.amazon.com/After-Europe-Ivan-Krastev/dp/0812249437 Biografia detalhada: Marina Costa Lobo é doutorada em Ciência Política pela Universidade de Oxford, com uma tese sobre o Poder do Primeiro-Ministro e o funcionamento do Governo no Portugal democrático. Actualmente é investigadora Principal do Instituto de Ciências Sociais onde desenvolve trabalhos na área das instituições e comportamentos políticos dos portugueses em perspectiva comparada. Tem publicado sobre instituições políticas em Portugal, partidos políticos e a UE, e sobre o impacto dos líderes no comportamento de voto. É core cv Member do Projecto IASPP- Infraestrutura das Atitudes Sociais e Políticas dos Portugueses, projecto financiado pela FCT. No âmbito do projecto sobre Comportamento Eleitoral dos Portugueses, ajudou a elaborar os primeiros inquéritos pós-eleitorais realizados em Portugal - tendo implementado inquéritos desde 2002 até 2015 em todas as eleições legislativas. É coordenadora do Observatório da Qualidade da Democracia no ICS e Presidente da Comissão de Estudos Pós-Graduados. Em 2016 ganhou um Projecto ERC- European Research Council - Consolidator Grant. O título do Projecto é Mapping and Analysing the Politicisation of the EU before and after the Eurozone Crisis. A sua mais recente publicação internacional é o livro organizado com John Curtice, publicado em 2015, intitulado "Personality Politics? Leaders and Democratic Elections", publicado pela Oxford University Press. Em 2016 coordenou uma Consulta aos Cidadãos no âmbito do Observatório da Qualidade da Democracia.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 6, 201854 min

#22 Rui Nascimento Alves - "Como gerem as melhores empresas os seus recursos humanos?"

Rui Nascimento Alves é director de Recursos Humanos na Johnson & Johnson, uma multinacional na área da Saúde, actualmente com responsabilidades sobre as regiões da Europa do Sul e Portugal e tem uma carreira que já o levou a passar por vários locais do Mundo, o que lhe dá uma sensibilidade particular para diferenças culturais na gestão. Está é a segunda vez que trago este tema ao podcast, depois de ter conversado com José Bancaleiro, no episódio #13. Nesta conversa com o Rui Nascimento Alves tentei, por isso, abordar temas diferentes. Falámos, por exemplo, de trabalho em equipa e avaliação de desempenho, talento, liderança, métricas de avaliação, diferenças culturais, políticas de compensação, contratação, entre outros tópicos. Uma última nota para relembrar que agora já podem tornar-se apoiantes deste projecto, através do Patreon (no site www.patreon.com/quarentaecincograus). Agradeço aos ‘patronos’ João Vítor Baltazar e Ana Mateus pelo apoio generoso. Ligações: Livro do convidado: Segurar Loucos ou Empurrar Elefantes?: https://www.wook.pt/livro/segurar-loucos-ou-empurrar-elefantes-rui-nascimento-alves/17037711 Feedback permanente vs avaliação anual: https://hbr.org/2016/10/the-performance-management-revolution Modelo de traços de comportamento DISC: https://pt.wikipedia.org/wiki/DISC_(psicologia) MBTI (vs Modelo dos Cinco Factores): https://sapa-project.org/dmc/blog/myersbriggs.html ‘Culture eats Strategy for breakfast’: https://www.managementcentre.co.uk/culture-eats-strategy-for-breakfast/ Angus Deaton - rendimento acima de 75,000 dólares não aumenta a satisfação (nos EUA): https://www.forbes.com/sites/dandiamond/2015/10/12/angus-deaton-who-just-won-nobel-prize-thinks-a-75000-salary-makes-you-perfectly-happy/#47cee08577753 Livro recomendado: Vencer - Jack Welch: https://www.fnac.pt/Vencer-Jack-Welch/a174196 Biografia detalhada: Rui Nascimento Alves é licenciado em Sociologia do Trabalho e doutorando em Comportamento Organizacional. Detém um Executive MBA e é Mestre em Gestão de Recursos Humanos, pelo INDEG-ISCTE. Frequentou o Advanced Management Program (AMP), da Universidade Católica/Kellogg School of Management (Chicago, EUA). É certificado em Targeted Selection Administration e Facilitation Skills e em International Coaching. É Diretor de Recursos Humanos de uma multinacional na área da Saúde, com responsabilidades sobre as regiões EMEA e Ásia Pacífico (India, China e Japão). Trabalhou nos EUA, Europa, Médio Oriente e África. Foi consultor de Gestão de Recursos Humanos em Portugal e PALOP numa empresa de TIC e numa consultora nacional. Tem publicado vários livros e artigos de opinião das áreas de Gestão de Recursos Humanos e Desenvolvimento Organizacional.See omnystudio.com/listener for privacy information.

May 30, 20181h 28m

#21 Pedro Pita Barros - Economia da saúde: especificidades, o sistema de saúde em Portugal, inovações recentes

Pedro Pita Barros é Professor de Economia e actualmente Vice-reitor da Universidade Nova de Lisboa e é um dos maiores especialistas mundiais em economia da saúde. É, de resto, um dos investigadores portugueses em economia mais reputados - e o mais reputado a exercer atividade em Portugal -, segundo um ranking da Universidade do Minho. Conversámos, então, sobre vários assuntos da saúde, como: as taxas moderadoras, a relação médico-doente, os gastos em medicamentos, o excesso de médicos, a inovação tecnológica, entre outros, na lógica da Economia da Sáude. Por exemplo: o que tem o sector da saúde que ver com mecânicos de automóveis ou o mercado de carros em segunda mão? Só ouvindo! Uma nota para relembrar que agora já podem tornar-se apoiantes deste projecto, através do Patreon (no site www.patreon.com/quarentaecincograus) - aproveito, aliás, para agradecer a quem já apoiou! Ligações: Pedro Pita Barros - Pela Sua Saúde: https://ffms.pt/blog/artigo/190/5-leituras-13-por-pedro-pita-barros-pensar-os-servicos-de-saude-com-uma-lente-economica Blog do convidado: https://momentoseconomicos.wordpress.com/ Ranking de Investigação em Economia em Portugal: http://cefup-nipe-rank.eeg.uminho.pt/ OMS - Revisão do Sistema de Saúde em Portugal: http://www.euro.who.int/__data/assets/pdf_file/0007/337471/HiT-Portugal.pdf George Akerlof e o Mercado dos Limões https://www.economist.com/node/813705 https://www.economist.com/news/economics-brief/21702428-george-akerlofs-1970-paper-market-lemons-foundation-stone-information Rand Health Insurance Experiment: https://en.wikipedia.org/wiki/RAND_Health_Insurance_Experiment Atul Gawande e os cuidados de saúde aos idosos https://www.theguardian.com/books/2015/jul/12/atul-gawande-being-mortal-older-sicker-autonomy-interview Livro recomendado: Atul Gawande - Being Mortal: https://www.wook.pt/livro/ser-mortal-atul-gawande/16219829 Artigo recomendado Kenneth Arrow lançou as bases da disciplina Economia da Saúde: http://www.who.int/bulletin/volumes/82/2/PHCBP.pdf Biografia detalhada: Pedro Pita Barros é Professor Catedrático da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa (Nova SBE) e Research Fellow do CEPR (London). Foi Vogal do Conselho de Administração da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (2005-2006). É actualmente editor principal da revista International Journal of Health Care Finance and Economics. Integra o corpo editorial das revistas Journal of Health Economics, Health Economics, Health Care Management Science e Portuguese Economic Journal. As suas áreas de interesse de investigação são a economia da saúde, regulação económica e política de concorrência. Mais informações podem ser obtidas em http://ppbarros.fe.unl.ptSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 23, 20181h 32m

#20 Frederico Lourenço – A Bíblia: primórdios do cristianismo, relação com a cultura grega, o Novo Testamento e a sua visão em relação à escravatura e à homossexualidade.

Frederico Lourenço nem precisa de apresentação, tal a notoriedade que tem ganho pelo trabalho que o tem ocupado nos últimos anos, nada mais nada menos do que a modesta empresa de traduzir a totalidade da Bíblia, de um só folgo. São seis volumes, dos quais já saíram três. Esta obra de Frederico Lourenço tem duas facetas que a tornam especial. Por um lado, é uma tradução que se pode dizer ‘laica’, ie, não teológica, mas antes focada na literalidade dos textos originais. Por outro, é a primeira tradução em Portugal feita a partir dos textos em grego. Ora, o grego é a língua original do Novo Testamento e, embora não seja, claro, a língua original do Antigo, é a versão traduzida para grego que nos chegou até hoje mais fiel aos escritos originais. A conversa, como é hábito neste podcast, fluiu livremente, o que significa - e era inevitável, tratando-se deste livro - que muito mais haveria a falar. Conversámos sobre a História do Cristianismo, sobretudo os primórdios: a relação com o Império Romano e, até, a cultura grega clássica. Focamo-nos mais no Novo Testamento (o único cuja tradução já está completa); deste, falámos dos Actos dos Apóstolos e dos Quatro Evangelhos, bem como dos evangelhos apócrifos, do papel de Paulo e da visão transmitida em relação à escravatura e à homossexualidade. Já expliquei em episódios anteriores as razões por que, sendo eu agnóstico, a religião, e o Cristianismo em particular, me interessam. E julgo que esta conversa espelha bem esses motivos. Perceber a vertigem da Humanidade para a religião é abrir uma janela para perceber melhor a biologia e psicologia humanas. Por outro lado, compreender, em particular, o Cristianismo e a Bíblia, é perceber um elemento fundamental da História do Ocidente e perceber como é que um livro destes continua a ter uma tão grande influência - directa e, sobretudo, indirecta - sobre a sociedade actual, mais de 150 anos depois da publicação da ‘Origem das Espécies’ de Darwin. Ligações: Volumes já publicados https://www.wook.pt/livro/biblia-volume-i-revista-e-aumentada-frederico-lourenco/21418858 https://www.wook.pt/livro/biblia-volume-ii-frederico-lourenco/19025974 https://www.wook.pt/livro/biblia-volume-iii-frederico-lourenco/19741755 Por que lêem tão pouco a Bíblia os católicos? http://www.ncregister.com/blog/darmstrong/why-are-catholics-so-deficient-in-bible-reading http://www.abiblia.org/ver.php?id=6939 Há 50 anos a missa deixou de ser celebrada em Latim: http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?did=180518 Primórdios do Cristianismo: http://www.bbc.co.uk/guides/zttpn39 Imperador Constantino: https://en.wikipedia.org/wiki/Constantine_the_Great_and_Christianity S. João Damasceno e o Islão enquanto heresia do Cristianismo: https://stpeterslist.com/islam-as-a-christian-heresy-8-quotes-from-st-john-damascene-a-d-749 Língua do Novo Testamento: https://en.wikipedia.org/wiki/Language_of_the_New_Testament Placa comemorativa de João Ferreira de Almeida, que refere erradamente que a tradução do Novo Testamento foi feita a partir do Hebraico: http://1.bp.blogspot.com/_bNCEoFQJ3WM/Ry9r5TeuLkI/AAAAAAAAASw/VaWER1igspw/s1600h/PlacaComemorativa_Jo%C3%A3o+Ferreira+Almeida.jpg Língua de Jesus: https://en.wikipedia.org/wiki/Language_of_Jesus Império Romano do Oriente: https://www.reddit.com/r/AskHistorians/comments/14oins/at_what_point_did_the_eastern_roman_empire_become/ Chiang Kai-shek: https://www.economist.com/node/13606318 Tatiano e a síntese dos quatro Evangelhos (Diatéssaron): https://pt.wikipedia.org/wiki/Diatessar%C3%A3o Evangelhos apócrifos https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Gospels Evangelho (apócrifo) de Tomé: https://en.wikipedia.org/wiki/Gospel_of_Thomas #114: http://www.earlychristianwritings.com/thomas/gospelthomas114.html Diferenças entre os quatro evangelhos: https://owlcation.com/humanities/Comparing-the-Gospels-Matthew-Mark-Luke-and-John https://www.christianitytoday.com/edstetzer/2012/march/differences-in-gospels-closer-look.html O Novo Testamento e a Escravatura: https://rationalwiki.org/wiki/Slavery_in_the_Bible#Slavery_in_the_New_Testament Vídeos: Who Wrote the Bible: https://www.youtube.com/watch?v=Ksp4kRn7lGk The Old Testament Told in Only 5 Minutes: https://www.youtube.com/watch?v=I400jhY2DF0 Leonardo Da Vinci “A arte nunca se termina, apenas se abandona” https://goinswriter.com/art-is-never-finished/ https://observador.pt/especiais/a-biblia-de-frederico-lourenco-aplausos-e-uma-questao/ Biografia detalhada: Frederico Lourenço é ficcionista, ensaísta, poeta e tradutor. Licenciou-se, em 1988, em Línguas e Literaturas Clássicas na Universidade de Lisboa, onde mais tarde se doutorou com uma tese sobre os cantos líricos de Eurípides. É atualmente professor na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (depois de vinte anos na Universidade de Lisboa, onde se doutorou com uma tese sobre Eurípides). Traduziu a Ilíada e a Odisseia de Homero, bem como um volume de poesia grega, duas tragédias de Eurípides ou peças de Schiller e Arthur Schnitzler.

May 16, 20181h 30m

#19 Rui Tavares - "Ainda faz sentido falarmos de Esquerda e Direita?"

Rui Tavares é uma espécie de polímata das humanidades: escritor, tradutor, historiador, opinion-maker e político. É conhecido pelo seu posicionamento político à esquerda, segundo o próprio da “esquerda libertária, cosmopolita e ecológica”, sendo fundador do partido Livre. Falámos da História da dicotomia Esquerda-Direita e nova distinção Cosmopolitismo vs Nacionalismo, entre outros temas. Conversámos a pretexto do ensaio ‘Esquerda e Direita: Guia Histórico Para o Século XXI’, sendo que as ideias de outro livro do convidado, ‘A Ironia do Projecto Europeu’, acabaram também por surgir na conversa ( que li, entretanto, e também recomendo). Um sinal de honestidade intelectual de Rui Tavares, patente nos livros e na nossa conversa, é o facto de não procurar convencer-nos, como alguns fazem, de que a pele de historiador se pode substituir totalmente à de agente político. Pelo contrário, o convidado não só não esconde como afirma as suas convicções, o que, na minha opinião, não só não tira força aos factos e ideias que transmite - porque a solidez do conhecimento histórico e acuidade do raciocínio falam por si - como até lhe acrescenta clareza. Neste episódio, surge pela primeira vez uma rubrica que quero tornar regular, que é pedir ao convidado, mesmo a terminar, que sugira um livro. Espero que gostem! A nossa conversa foi gravada por Skype, porque o convidado estava fora do país - o som, inevitavelmente, não é tão bom, mas julgo que não incomoda. Uma última nota para vos dar conta da página do CQG no Patreon, que está a partir de hoje activa: https://www.patreon.com/quarentaecincograus Ligações: Livro ‘Esquerda e Direita: Guia Histórico Para o Século XXI’: https://www.wook.pt/livro/esquerda-e-direita-guia-historico-para-o-seculo-xxi-rui-tavares/16481395 Origem da dicotomia Esquerda-Direita https://en.wikipedia.org/wiki/Left%E2%80%93right_political_spectrum#History_of_the_terms https://theconversation.com/the-evolution-of-frances-left-and-right-politics-from-the-1789-french-revolution-to-this-years-election-76226 Uma versão alternativa: https://www.spectator.co.uk/2014/02/the-great-debate-by-yuval-levin-review/ O Setembrismo - o primeiro governo de esquerda: http://www.politipedia.pt/setembrismo-1836-1842/ https://pt.wikipedia.org/wiki/Setembrismo Conservadorismo e Liberalismo: http://observer.com/2017/07/trackingdevelopment-of-conservatism-liberalism-united-states-vs-europe-socialism-karl-marx-world-war-ii-history-fdr/ Cosmopolitanismo: https://plato.stanford.edu/entries/cosmopolitanism/ Erasmo de Roterdão vs Martinho Lutero e o primeiro Populismo: http://www.nybooks.com/daily/2018/02/20/luther-vs-erasmus-when-populism-first-eclipsed-the-liberal-elite/ Guelfos e Gibelinos: http://maltez.info/aaanetnovabiografia/Conceitos/Guelfos%20e%20gibelinos.htm Dani Rodik e o ‘trilema’ da globalização: http://rodrik.typepad.com/dani_rodriks_weblog/2007/06/the-inescapable.html3 Blog recomendado: https://protesilaos.com/blog/ O Rei Canuto: https://verticalizar.wordpress.com/2007/09/01/o-rei-canuto-a-beira-mar/ Livro ‘A Ironia do Projecto Europeu’: https://www.wook.pt/livro/a-ironia-do-projeto-europeu-rui-tavares/15715970 Biografia detalhada: Rui Tavares é escritor, tradutor, historiador e político. Licenciou-se em História, variante de História da Arte, pela Universidade Nova de Lisboa, e doutorou-se em História, pela École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris. É especialista em história e cultura do século XVIII. Colabora com o jornal Público, a revista Blitz e é comentador residente no programa O Outro Lado na RTP3. Foi um dos criadores do blogue Barnabé em conjunto com Daniel Oliveira, André Belo, Celso Martins e Pedro Aires Oliveira. Escreve actualmente no blogue pessoal ruitavares.net. Foi eleito em 2009 deputado para o Parlamento Europeu como independente integrado na lista do Bloco de Esquerda, que posteriormente abandonou. É um dos fundadores do partido político LIVRE. É autor de algumas monografias, entre as quais: O Pequeno Livro do Grande Terramoto, de história; a peça de teatro O Arquiteto; o ensaio A Ironia do Projeto Europeu; e Esquerda e Direita: Guia Histórico Para o Século XXI.See omnystudio.com/listener for privacy information.

May 9, 20181h 43m