
Um Género de Conversa
83 episodes — Page 1 of 2
Ana Rocha de Sousa: “[O prazo] de prescrição dos abusos sexuais é inacreditável”
Mariana Gil: “A mulher cigana ainda é vista como um ser incapaz, primitivo”
Maria Rueff: “Já não és contratado pelo talento, és contratado pelos likes”
Estreia. "O Homem Que Matou Duas Vezes". Episódio 1: O Apelo
Ana Couto: “Tive uma psicose puerperal e sobrevivi”
Veronyka Gimenes: “Quando tudo é gratuito, provavelmente você é o produto”
Sónia Duarte Lopes: "O tráfico de bebés na internet tem vindo a crescer”
Ana Markl: “Já pensei em tirar as mamas para viver sossegada”
Lúcia Vicente: “É mais eficaz ter mulheres a convencer outras mulheres a perderem direitos”
Marta Crawford: “O tão glorioso pénis tem muito menos prazer do que o clítoris”
S4 Ep 11Sofia Aparício: "Se os governos falham, temos dever de tomar conta uns dos outros"
Atriz, manequim, humanista, voz incansável na defesa dos direitos fundamentais: Sofia Aparício faz parte da mais recente missão da Flotilha Humanitária, que visa romper o cerco israelita a Gaza e entregar ajuda àquela população. Antes de embarcar, falou-nos não só sobre as suas inquietações quanto a esta viagem, mas também do que a motiva a envolver-se nas mais variadas demandas sociais enquanto cidadã e figura pública.
S4 Ep 10Sara Larcher: "Temos de tratar do trauma colectivo?"
Licenciada e mestre em Direito, e trabalhou durante mais de vinte anos em multinacionais. Porém, foi no estudo da mente e das emoções que encontrou o seu rumo, após se fartar da busca impossível pela perfeição na trindade mãe, mulher e profissional. Licenciou-se em Psicologia e há vários anos que é Terapeuta Integrativa e Sistémica. Pelo caminho lançou o best-seller “Eu Sou Porque Eles Foram” e mais recentemente o livro “Sara-te! - As Mulheres e o seu Legado Transgeracional”.
S4 Ep 9Filipa Martins: "Não tinha capacidade para pagar uma renda de casa"
Filipa Martins começou a competir na ginástica aos 4 anos de idade. Hoje, é considerada a segunda melhor ginasta da Europa, a primeira portuguesa a classificar-se para uma final de All Around nos Jogos Olímpicos e também é a única que tem um elemento com o seu nome.
S4 Ep 8Maria João Faustino: "É o momento mais desafiador das nossas vidas"
Maria João Faustino é doutorada em Psicologia pela Universidade de Auckland. Tem feito investigação sobre violência sexual e respetivas dinâmicas genderizadas. Há mais de dez anos que estuda estas questões e nesta conversa explica os tempos que estamos a viver. E deixa um recado: temos de resistir.
S4 Ep 7Bia Caboz: "O maior investimento que eu fiz foi na minha cara"
Bia Caboz é afilhada de Ana Moura no fado, mas o seu percurso musical é o da fusão musical. A sua persona artística levou-a a fazer cirurgias na cara e fala disso abertamente. Não esconde a sua ansiedade e o seu percurso feito com o apoio de muitas mulheres.
S4 Ep 6Tânia Ganho: "A violência sexual no digital vai chegar a todos, homens incluídos"
Neste episódio gravado ao vivo na icónica livraria Buchholz, a escritora Tânia Ganho teve como ponto de partida o universo do seu último romance, “Lobos”. Com a coragem e a clareza que lhe são conhecidas, fala sobre as teias complexas da violência psicológica na intimidade, os perigos da adulteração de imagens no contexto digital, a perda do direito à privacidade e os malefícios de uma masculinidade assente em estereótipos físicos e de agressividade, que está a arrastar cada vez mais jovens para práticas que põem as suas vidas em risco.
S4 Ep 5Mariana van Zeller: "A maior vantagem da minha vida tem sido ser mulher"
Muitos descrevem-na como uma “badass”, e não é para menos: Mariana van Zeller é a autora da série documental “Na Rota do Tráfico”, onde revela os segredos do submundo do crime. Vive há mais de vinte anos nos EUA, onde dá cartas no jornalismo de investigação, arrecada prémios – é vencedora de nove Emmys - e explora histórias que muitos consideram demasiado perigosas. Uma conversa que vai desde a perseguição aos imigrantes pela administração de Trump à gestão do medo em cenários de vida ou de morte, passando pela importância da conexão humana enquanto jornalista e ainda a vantagem que tem ao ser subestimada enquanto mulher quando aborda criminosos.
S4 Ep 4Irene Flunser Pimentel: "Já tive mais jeito para ficar calada"
Irene Flunser Pimentel: historiadora, antifascista, defensora da democracia, a liberdade é o que a move. Estudou a PIDE, o Estado Novo, as manhas do regime de Salazar, ganhou o Prémio Pessoa e é criticada por muitos por ser demasiado assertiva. Neste episódio do podcast Um Género de Conversa, fala sobre a possibilidade de já estarmos a viver uma terceira guerra mundial, pasma-se com o estado ”enlouquecido” da política nacional e internacional, aponta o dedo ao discurso anti-imigração e relembra como era a vida das mulheres na ditadura.
S4 Ep 3Célia Metrass: "Inveja do pénis? Nem deve dar jeito nenhum"
Célia Metrass é uma figura histórica do feminismo Portugal. Foi co-fundadora do Movimento de Libertação das Mulheres, o primeiro movimento pós-25 de Abril com enfoque na luta contra a discriminação de género, e escreveu o primeiro — e por mais de uma década o único — livro sobre aborto em Portugal, em co-autoria com Maria Teresa Horta e Helena de Sá Medeiros. Volvidos 50 anos, reflete sobre as ameaças a direitos femininos conquistados a pulso, como o da IVG, mas também sobre “o grande trambolhão” que os homens tiveram no que toca ao conceito de masculinidade.
S4 Ep 2Clarrise Machanguana: "Um mês após dar à luz já estava a jogar (na WNBA)"
Clarrise Machanguana foi a primeira moçambicana a conquistar a liga feminina de basquetebol dos Estados Unidos. Dentro do universo do desporto de alta competição, os obstáculos à maternidade, as disparidades salariais e a saúde mental levada ao limite são temas que conhece de cor. Quando deixou WNBA, criou uma fundação com o seu nome em Moçambique, e aí dedica-se a apoiar mulheres, jovens e crianças através da saúde, educação e desporto. Já ajudou mais de 25 mil pessoas, mas sente que continua tudo por fazer.
S4 Ep 1Inês Marinho: "Tu agora és 'a porca'"
Inês Marinho viu a sua vida e intimidade violada através de imagens suas publicadas na Internet por alguém que lhe era próximo. Não é caso único: diariamente, em plataformas como o Telegram ou o Reditt, milhares de homens partilham, comentam e expõem mulheres sem o seu consentimento. A sociedade continua a ser permeável ao julgamento moral: eles, amiúde, são os garanhões, elas são “as porcas”. Inês decidiu combater isto e criou a associação Não Partilhes, onde lhe chegam pedidos de ajuda de mulheres, dos nove anos aos 60, vítimas de abuso através de imagens.

S3 Ep 10“Os homens andaram a sustentar as mulheres? Essa é para rir.”
Investigadora, jurista, ex-Secretária de Estado para a Igualdade, Maria do Céu da Cunha Rego é uma figura histórica da luta pelas licenças de paternidade e a conciliação do trabalho, da família e da vida privada. Nascida no Alentejo, em 1950, soma prémios pelo relevante contributo da sua atividade profissional e cívica. Com um sentido de humor ímpar, continua a esmiuçar ideias feitas sobre o que é ser homem ou mulher ou quais os papéis prescritos pela sociedade para uns e outras.

S3 Ep 9“Nove em cada dez mulheres autistas são violentadas, é assustador”
Sara Rocha é autista e uma voz forte na defesa dos direitos na deficiência, tanto em Portugal como a nível internacional. Nas redes sociais, não só publica informação empírica, como rebate ideias feitas e partilha as suas vivências pessoais. Fora da web, é Presidente da Associação Voz do Autista e trabalha na Escola de Medicina Clínica da Universidade de Cambridge. A criminalização da esterilização forçada de pessoas com deficiência é uma das suas maiores lutas, uma das múltiplas formas de violência a que principalmente as meninas e mulheres continuam a estar sujeitas em Portugal.

S3 Ep 8“O meu pai promoveu a minha auto estima”
Catarina Rochinha é uma voz forte contra estereótipos de género, ativista pela positividade corporal e agitadora de consciências para a importância da diversidade. Não tem vergonha do seu corpo e pratica a aceitação do que vê ao espelho como um mantra diário. Nas redes sociais, despe-se de filtros e de preconceitos. Neste episódio, a conversa versa ideais de beleza, o policiamento aos corpos femininos, inclusive no seio da família, o peso de validação estética, o impacto do bullying e a importância de maior transparência por parte de quem produz conteúdos digitais (e não só).

S3 Ep 7"Demorei a perceber que fui violada"
Joana Dias foi alvo de violência doméstica. Fala abertamente sobre o que viveu, como foi agredida, o que a limitou. A escritora, criadora de conteúdos e autora do podcast e da série “A Mim, Nunca”, não gosta da palavra vítima, mas reconhece que a cicatriz não sara com facilidade. Dez anos depois, ainda procura respostas. O livro, Nós, as indecentes, sendo ficção é um retrato que se constrói a partir da realidade vivida.

S3 Ep 6“Quanto mais ignorantes formos, mais somos metidas em manada”
Sandra Ribeiro é a Presidente da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, o organismo responsável pela promoção e defesa do princípio da igualdade entre mulheres e homens. É, portanto, nos seus ombros que recaem as matérias que muitos ainda insistem em considerar ora um perigo, ou uma moda ideológica. Do combate à violência doméstica à importância da educação para a cidadania, das disparidades laborais ao desprimor dos seus próprios pares quanto às suas lutas, traça-nos um cenário realista sobre onde está Portugal hoje quando falamos de igualdade. Não tem dúvidas: o mais difícil de mudar são as mentalidades
S3 Ep 5Júlia Pinheiro: “A minha libido ficou falecida (na menopausa)”
Júlia Pinheiro já fez quase todos os formatos televisivos que existem e é um nome incontornável na comunicação social portuguesa. Neste 50 minutos de conversa, conta quão tormentosa foi para si a menopausa, uma altura de “sofrimento profundo”, pautada pela falta de resposta médica adequada. Fala também sem pudor sobre como é envelhecer em direto na televisão nacional, de como se mantém um casamento longo, da relação com os filhos, da inversão de papéis para passar a ser cuidadora da mãe e da eterna dificuldade feminina de encontrar espaço para o auto-cuidado, ao qual não foi imune. Descuidou-se durante muito tempo, porque era preciso cumprir com várias frentes.
S3 Ep 4Ana Bárbara Pedrosa: "Tinha um trabalho para viver e outro para pagar a clínica"
A escritora Ana Bárbara Pedrosa decidiu que queria ser mãe, desde sempre. Mergulhou num processo de fertilização e fê-lo sozinha. Guardou dinheiro durante anos, planeou tudo com cuidado e seguiu o seu plano. O processo foi longo, sofreu os revezes, driblou expectativas e sobreviveu às frustrações, gastou muito dinheiro. Três inseminações e três ciclos de FIV depois, nasceram a Maria e o David. A conversa neste episódio é sobre essa opção de ser mãe acima de tudo.
S3 Ep 3Fernanda de Almeida Pinheiro: "Porque sou filha de uma cozinheira e um mecânico acham que não tenho direito a ser eleita Bastonária"
Fernanda de Almeida Pinheiro é Bastonária da Ordem dos Advogados, a terceira mulher a ocupar o cargo. Nunca fez parte das grandes sociedades de advogados, não alinha “em tachos” e defende com determinação os pilares da igualdade. Características que lhe renderam a alcunha de “sindicalista” e os mais diversos insultos públicos. Uma conversa sobre as fragilidades da advocacia em Portugal, onde o direito a baixa médica ou licença parental continuam a ser uma miragem.

S3 Ep 2Matilde Breyner: “Há muitas mulheres a passar por isto (perda gestacional) em silêncio. Porquê?”
Atriz reconhecida da televisão nacional, Matilde Breyner tem dado também a cara enquanto mulher que quer quebrar o silêncio que ainda envolve a perda gestacional. Sofreu uma primeira às 6 semanas de gravidez, outra aos seis meses. Conhece bem as dores físicas e psicológicas desta realidade e usa a sua história e experiência para ajudar outras pessoas que estejam a passar pelo mesmo. São 50 minutos de conversa sem filtros sobre trauma, culpa, luto, esperança e amor.

S3 Ep 1Isabel Moreira: “Gostava de ser Presidente da República, mas não agora”
É jurista de formação, deputada à Assembleia da República e uma mulher de causas, desde a luta pelo casamento gay à eutanásia. Criar uma identidade que a distinguisse da família católica e de direita deixou cicatrizes, mas não lhe roubou o amor incondicional dos pais. Nestes 50 minutos de conversa, Isabel Moreira fala sobre a sua infância, o ‘coming out’ à esquerda, os insultos e ameaças de que é alvo, mesmo dentro do Parlamento, da perda da fé em Deus, do obstáculo que maternidade ainda é para as mulheres e das suas ambições políticas, quiçá, até à Presidência da República.

Especial Reis | “Os homens acham sempre que têm pénis pequenos”, Vânia Beliz
Em dia de Reis, relembramos a nossa rainha de audiência: Vânia Beliz é uma das maiores especialistas em sexologia do país e dedica boa parte do seu tempo à educação para sexualidade, tema que considera ser essencial logo no pré-escolar. “Estas aulas não servem só para falar de sexo e biologia. Prazer, afetos, consentimento, respeito, autoestima, tudo isso faz parte”. Tanto ensina crianças como alunos da terceira idade, e com ela não há eufemismos: sexo é sexo, pénis é pénis, vulva é vulva. Neste episódio do podcast Um Género de Conversa - o mais ouvido de sempre, até hoje - abordou-se ainda a crise de identidade masculina, inclusive debaixo dos lençóis, e o sexo por obrigação nas relações. Sigam-nos no Instagram para mais novidades: https://www.instagram.com/podcast_umgenerodeconversa/

Mais ouvidos 2023 | Capicua: “Nunca estive dentro do padrão. Essa liberdade é um statement”
Relembremos os episódios mais ouvidos de 2023: Cronista, letrista, rapper, Ana Matos Fernandes, mais conhecida como Capicua, é uma mulher do Norte, que se assume como é e que não pede desculpas por ser o que entende ser. Da música como carreira inesperada, à maternidade, o seu “único sonho”, da “misoginia que existe no rap” ao poder terapêutico e militante das palavras, a artista abre a porta do seu mundo neste episódio do podcast Um Género de Conversa. Sigam-nos também no Instagram para mais novidades: https://www.instagram.com/podcast_umgenerodeconversa/

Mais ouvidos 2023 | Menopausa: o fim do prazo de validade das mulheres?
Relembremos os mais ouvidos de 2023: Na Idade Média, acreditava-se que as mulheres na menopausa retinham o “sangue venenoso”, podendo matar bebés com o olhar. Muito mudou, é certo, mas a desinformação continua. Quem o diz é Cristina Oliveira, autora do livro “Descomplicar a Menopausa”, que serviu de ponto de partida para este episódio do podcast Um Género de Conversa. Entre informação prática e muitas gargalhadas, a especialista fala desde a perda de desejo sexual aos afrontamentos, e da medicação aos estigmas sociais que persistem. Sigam-nos também no Instagram para mais novidades: https://www.instagram.com/podcast_umgenerodeconversa/

Mais ouvidos 2023 | Marta Bateira: “Quando engravidei diziam que nem devia saber quem era o pai, que sou uma galdéria”
Relembremos os mais ouvidos de 2023: Mais conhecida como Beatriz Gosta, Marta Bateira é sinónimo de uma liberdade feminina que ainda incomoda. Nestes 50 minutos de conversa com Patrícia Reis e Paula Cosme Pinto, a humorista aborda os estigmas que enfrenta por falar de sexo sem pudor publicamente, o impacto da perda precoce da sua mãe, o burnout materno e os obstáculos das famílias monoparentais: “Desde que fui mãe sinto muita revolta. As leis não estão a proteger nem as crianças, nem as mulheres”. Sigam-nos no Instagram para outras novidades: https://www.instagram.com/podcast_umgenerodeconversa/

Ivvi Romão: "Portugal é o país onde mais sofri violência por ser trans, preta, emigrante"
Apresenta-se como mulher emigrante, artista, comunicadora, sonhadora e sempre apaixonada. Nos últimos anos, tornou-se voz ativa contra a ignorância face à transsexualidade. Da adolescência conturbada, aos preconceitos dentro do próprio movimento feminista ou à redescoberta do prazer sexual, fala sobre tudo. Brasileira nordestina, 24 anos de idade, Ivvi Romão é a convidada do último episódio da segunda temporada do podcast Um Género de Conversa, de Paula Cosme Pinto e Patrícia Reis.

“Tenho mais experiência de guerra que a maioria dos nossos militares”
Helena Ferro de Gouveia foi correspondente e repórter de guerra, ajudou a montar redes de rádio em geografias remotas, deu aulas em campos de refugiados e é hoje rosto famoso na televisão como comentadora de assuntos internacionais. O seu livro “Mulheres na Guerra” foi o ponto de partida para este episódio do podcast Um Género de Conversa, gravado ao vivo na Humanity Summit. “As mulheres são só cuidadoras, boazinhas, incapazes de matar? Não. Elas matam como um homem”.

“Lembremos as mulheres que faziam abortos a si próprias com agulhas de tricô. Eram situações de desespero”
Membro-fundadora da UMAR, Manuela Tavares é um ícone nacional da luta pelos direitos femininos, entre eles a despenalização do aborto. Foi uma das mulheres que, em 1982, se mostraram nas galerias da Assembleia da República envergando T-shirts com a frase "Eu abortei", desafiando tudo e todos, chocando boa parte do país. Neste episódio do podcast Um Género de Conversa, fala sobre essa longa luta e ressalva: “Existir uma lei que despenaliza o aborto não obriga nenhuma mulher a abortar”.

Infertilidade: “Tive de construir a minha felicidade com essa traição do corpo”
Muitos conhecem-na como curadora, galerista ou a neta de José Saramago. Mas poucos a conhecerão como a mulher que sonhava engravidar e não conseguiu, até porque a privacidade é algo que Ana Matos muito preza. Neste episódio do podcast Um Género de Conversa, abre a exceção e fala da sua experiência neste tema tabu: “Não há uma substituição da maternidade para quem quer ter filhos. Se existir pacificação é melhor, mas não há uma fórmula para, passado três meses, estar sanada”.

“A guarda partilhada não significa não ter de pagar pensão de alimentos”
Paula Costa é juíza da área da Família e Menores, defende a custódia partilhada como opção mais saudável e deixa claro: “Os filhos não são propriedades dos pais”. Neste episódio do podcast Um Género de Conversa, fala sobre a forma como muitos adultos instrumentalizam as crianças amiúde “na guerra” do divórcio, da sobrecarga de uns e da desresponsabilização de outros, e dos porquês dos tempos “morosos” da Justiça.

“Das três vezes que me divorciei foi sempre para proteger a minha saúde mental"
Soma 46 anos de idade, trocou uma carreira no universo da gestão pelo mundo da espiritualidade, tem dois ex-maridos e está a separar-se do terceiro, um homem quinze anos mais novo. Convenções sociais sobre os certos e os errados da vida no feminino não são com Joana Dias, a convidada desta semana do podcast um Género de Conversa.

Violência Sexual: "Ainda temos de pedir justiça 'com jeitinho', às migalhas"
“Vivemos numa cultura de proteção dos agressores e de culpabilização das vítimas". Quem o diz são as investigadoras Isabel Ventura e Maria João Faustino. Neste episódio do podcast Um Género de Conversa, juntámo-las numa reflexão que vai desde as dinâmicas de poder e de impunidade às lacunas do sistema judicial ou ao mito das falsas denúncias.

Maria de Jesus Moura: “Temos de ouvir as crianças com cancro”
Autora do livro “Cancro Pediátrico - Desafios para os Pais”, desde 1993 que Maria de Jesus Moura trabalha na Unidade de Psicologia do Instituto Português de Oncologia. Neste episódio do podcast Um Género de Conversa, explica o quão complexo é comunicar com famílias que enfrentam este tipo de crise.

Capicua: “Nunca estive dentro do padrão. Essa liberdade é um statement”
Cronista, letrista, rapper, Ana Matos Fernandes, mais conhecida como Capicua, é uma mulher do Norte, que se assume como é e que não pede desculpas por ser o que entende ser. Da música como carreira inesperada, à maternidade, o seu “único sonho”, da “misoginia que existe no rap” ao poder terapêutico e militante das palavras, a artista abre a porta do seu mundo neste episódio do podcast Um Género de Conversa.

Sandra Pereira: “Ninguém quer que o filho ou filha estude para ser prostituta, ou trabalhadora sexual”
Eurodeputada pelo PCP, Sandra Pereira foi responsável por um dos maiores relatórios referentes à igualdade entre homens e mulheres na União Europeia. Neste episódio do podcast Um Género de Conversa, fala da infância na sua aldeia, onde vivem apenas 27 pessoas, do gosto pela linguística, do partido, do pai sindicalista e das suas causas mais próximas, entre elas, as múltiplas formas de exploração feminina e os direitos sexuais e reprodutivos. “Não é a despenalização que leva as pessoas a abortar”.

Thalita Rebouças: “Eu estou gostosa, gata e sarada”
É uma das escritoras brasileiras mais bem-sucedidas, vendeu mais de dois milhões de livros, alguns transpostos para cinema, e começa a fazer furor na Europa. Thalita Rebouças prima pelo humor, embora escreva sobre temas difíceis como homofobia, transtornos alimentares, bullying e, até mesmo, suicídio. Neste episódio do podcast Um Género de Conversa, aborda ainda a relação abusiva que viveu na primeira pessoa e os estigmas que enfrenta por não querer ter filhos.

Marta Bateira: “Quando engravidei diziam que nem devia saber quem era o pai, que sou uma galdéria”
Mais conhecida como Beatriz Gosta, a humorista é sinónimo de uma liberdade feminina que ainda incomoda. Neste episódio do podcast Um Género de Conversa, fala sobre os estigmas que enfrenta por falar de sexo sem pudor publicamente, do impacto da perda precoce da sua mãe e dos obstáculos das famílias monoparentais: “Desde que fui mãe sinto muita revolta. As leis não estão a proteger nem as crianças, nem as mulheres”.

Carminho: “A tristeza é muito criativa”
Neste episódio do podcast Um Género de Conversa, a fadista Carminho fala do seu confronto com a ideia da finitude após ser mãe, da influência de Beatriz da Conceição na sua carreira, mesmo depois da sua morte, da desconstrução do que é ser “Portuguesa” – o nome do seu último disco - e dos desafios de ser mulher no showbiz: “A expressão feminina é sempre mais julgada”.

Menopausa: o fim do prazo de validade das mulheres?
Conta Cristina Mesquita de Oliveira que na Idade Média se acreditava que as mulheres na menopausa retinham o “sangue venenoso”, podendo matar bebés com o olhar. Muito mudou, mas a desinformação continua. Foi por isso que escreveu o livro “Descomplicar a Menopausa”, ponto de partida para este episódio do podcast Um Género de Conversa, onde fala desde a perda de desejo sexual aos afrontamentos, e da medicação aos estigmas sociais que persistem.

Marisa Matias: “A denúncia é sempre um ato de coragem”
‘Vaca’, ‘depravada’ e ‘devias ser enforcada’ são alguns dos insultos que Marisa Matias já recebeu no exercício da profissão. No episódio inaugural da segunda temporada do podcast Um Género de Conversa, a ex-candidata à Presidência da República reflete sobre temas como a violência machista, o simbolismo do batom vermelho, o burnout que tornou público e o crescimento da extrema-direita: “Há muita liberdade por cumprir”.