
Catarina Oliveira: “As pessoas acham que quem tem deficiência não tem sexo. Enganam-se”
Um Género de Conversa · Rádio Comercial | Patrícia Reis e Paula Cosme Pinto
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Show Notes
Tinha 27 anos quando sofreu uma lesão medular, mas ficar numa cadeira de rodas não foi uma tragédia para Catarina Oliveira. A vida mudou, é certo, mas ela virou o bico ao prego e mostra-nos, todos os dias, na sua página Espécie Rara Sobre Rodas, que ter uma deficiência não é uma condenação. E que tampouco é uma mulher menos realizada ou feliz por isso. “As pessoas sem deficiência têm uma sensação de superioridade face às pessoas com deficiência. Esse sim é um grande obstáculo”. Capacitismo, acessibilidades, vida sexual, amor, maternidade, viagens a solo, o humor como arma na desconstrução de preconceitos: neste episódio do podcast Um Género de Conversa, Patrícia Reis e Paula Cosme Pinto abordam todos estes temas, sem filtros.
Nutricionista de formação, Catarina Oliveira é seguida por mais de 30 mil pessoas no Instagram, onde se tornou uma voz ativa em prol das pessoas com deficiência. Desfaz mitos, confirma perceções e, acima de tudo, denuncia o que está errado. “A cadeira de rodas permite-me fazer o trabalho das minhas pernas, a minha vida não é mais difícil por estar numa cadeira de rodas, é mais difícil por causa da sociedade que não está preparada para me receber a mim e à minha cadeira de rodas”, diz ela. “Ou somos vistos como uns desgraçados e coitadinhos ou somos uns super-heróis porque simplesmente queremos viver. Eu não quero que me aplaudam por ter subido um degrau, quero que me ponham uma rampa!"