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Pedro Adão e Silva: para que serve o Estado na cultura?

Pedro Adão e Silva: para que serve o Estado na cultura?

Perguntar Não Ofende · Daniel Oliveira

October 2, 20231h 46m

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Show Notes

Pedro Adão e Silva foi o último ministro a ser conhecido no novo elenco governativo. E a maior surpresa. A sua ligação à área não era evidente. Como o próprio disse, por causa de outras polémicas, os ministros são políticos, não são diretores-gerais. Há vantagens. Num setor cheio de capelinhas, que torna, aliás, difícil organizar uma entrevista que não passe por todas elas, ninguém do meio consegue agradar à maioria. E, seja como for, o ministro da Cultura não é suposto ser um ministro dos profissionais da cultura. Num país fortemente marcado pelo corporativismo, isto não é facilmente percebido em vários ministérios. Mas alguns, no setor, viram com bons olhos alguém que está próximo do primeiro-ministro e do ministro das Finanças, e tem peso político por isso, como uma boa notícia. E a verdade é que o orçamento aumentou. Chegado ao Ministério, deu prioridade ao património, o que não deixa de ser interessante num ministro de um governo de esquerda. Neste episódio, tentamos fazer uma radiografia destes dois anos de mandato, passando pelo teatro, cinema, património, comunicação social e até a tauromaquia. Mas também pela forma como lidamos com a memória.

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Pedro Adão e Silva foi o último ministro a ser conhecido no novo elenco governativo. E a maior surpresa. A sua ligação à área não era evidente. Como o próprio dissepor causa de outras polémicasos ministros são políticosnão são diretores-gerais. Há vantagens. Num setor cheio de capelinhasque tornaaliásdifícil organizar uma entrevista que não passe por todas elasninguém do meio consegue agradar à maioria. Eseja como foro ministro da Cultura não é suposto ser um ministro dos profissionais da cultura. Num país fortemente marcado pelo corporativismoisto não é facilmente percebido em vários ministérios. Mas algunsno setorviram com bons olhos alguém que está próximo do primeiro-ministro e do ministro das Finançase tem peso político por issocomo uma boa notícia. E a verdade é que o orçamento aumentou. Chegado ao Ministériodeu prioridade ao patrimónioo que não deixa de ser interessante num ministro de um governo de esquerda. Neste episódiotentamos fazer uma radiografia destes dois anos de mandatopassando pelo teatrocinemapatrimóniocomunicação social e até a tauromaquia. Mas também pela forma como lidamos com a memória.Pedro Adão e Silva: para que serve o Estado na cultura? Pedro Adão e Silva foi o último ministro a ser conhecido no novo elenco governativo. E a maior surpresa. A sua ligação à área não era evidente. Como o próprio disse recentementenão são diretores-gerais. Há vantagens. Num setor cheio de capelinhascomo uma boa notícia. E a verdade é que o orçamento aumentou. Chegado ao MinistérioPedro Adão e Silva deu prioridade ao patrimónioo que não deixa de ser interessante num ministro de um governo de esquerda. Simplificando um poucoé a direita que costuma defender que o papel do Estado éantes de tudopreservar a memóriaenquanto a esquerda costuma dar mais relevo à construção de memória. Ou sejaà criação artística. Imagino que Pedro Adão e Silva não se coloca em nenhum dos lados desta divisão simplificada mas que teve tantas vezes presente nos frágeis debates sobre políticas de cultura. Apesar de dado prioridade ao patrimónioum dos setores que envolve mais pessoas e onde elas estão mais organizadasque é o teatroveio bater-lhe à portapor causa dos apoios sustentadosquando decidiu reforçar a verba para os programas quadrienaisdeixando os concursos bienais prejudicados. Assunto que o tempo e o cansaço das pessoas da cultura já esqueceramdepois de uma pandemia que os deixou ainda mais derreados do que o habitual. Na próxima hora e picos tentarei fazer uma radiografia destes dois anos de mandatoconcentrando-me mais no presente e passando pelo teatrocomunicação social e até a tauromaquia. Mas também pela forma como lidamos com a memória. Esperono fimainda ter tempo para algumas polémicas em que o político Pedro Adão e Silva não deixou de se envolver.pedro adão e silvadaniel oliveiraportugalgovernoculturateatrodançaartesdireção geralexpresso