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Marta Rebelo | O algoritmo, o cérebro e nós. Quem manda nisto?
Episode 101

Marta Rebelo | O algoritmo, o cérebro e nós. Quem manda nisto?

Pergunta Simples · Jorge Correia

November 9, 202254m 27s

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Show Notes

Por esta altura o Grande Irmão que tudo vê, tudo ouve e tudo calcula já sabe que gostam de ouvir podcasts. E que a comunicação é um tema interessante no vosso mapa de gostos. Se isso não vos preocupa, continuem a ouvir. Em alternativa apaguem já este programa. Apaguem a luz. Não vão ao facebook. Não vejam o twitter. Não publiquem ou interajam com o instagram. Muito menos com o TikTok. Se forem, vão por vossa conta e risco. E se quiserem arriscar tudo subscrevam o Pergunta Simples no Spotify, no Apple Podcast ou no Google. Assim ficam todos a saber. Todos os algoritmos. Os big brothers. A inteligência artificial que tudo processa. Vocês é que sabem. Afinal já foram apanhados. Na rede. Fomos todos. O mal está feito. Os algoritmos são sequências de raciocínios encadeados que servem para resolver problemas. Foram enunciados por um matemático árabe no século IX. E hoje estão na ordem do dia. São uma base principal da maneira como funcionam os computadores. E por maioria de razão são também parte central da maneira como funcionam as redes sociais. São redes de ligação entre seres humanos. Só que o algoritmo não é neutro. Pouco a pouco começamos a vislumbrar que o algoritmo sabe de mais. Não só sabe como usa esse conhecimento para nos manipular. Para manipular de forma muito subliminar a nossa vontade. Seja para controlar ou estimular os nossos ímpetos básicos de consumo, seja até para interferir na maneira como votamos. As eleições norte-americanas ou o Brexit britânico foram palco do uso deste tipo de ferramentas. E desconfio que não sabemos da missa nem pela metade. É sobre isto esta conversa com Marta Rebelo. Ela é comunicadora, estratega de posicionamento e aconselhamento de presença em redes sociais, ativista social e criadora de agenda públicas. Falamos de algoritmos digitais, das fórmulas da chamada inteligência artificial. Mas não só. Falamos da nossa máquina de pensar. Do nosso cérebro e mente. Do tempo em que todos falam tanto de inteligência artificial e parece que cada vez de se usa menos a inteligência natural. E claro, há a felicidade. A felicidade vem das coisas simples, mas cheias de significado. É essa energia emocional a que provavelmente os algoritmos digitais são míopes. Pare ser humano, pensar humano e sentir humano não basta amontoar e processar milhares de dados sobre os nossos comportamentos. Há a memória, as emoções, a empatia e a criatividade. Ainda temos tempo. Basta desligar a máquina e ligar a um amigo. Para falar. Para ouvir. Para ser humano. Vale ler o aviso de Yoshua Bengio: “Há inteligência dos humanos que não queremos ter nas máquinas” Yoshua Bengio é um cientista canadiano conhecido pelos seus estudos sobre no mundo da inteligência artificial. Vale a pena conhecê-lo e ao seu pensamento. Assim como ouvir Noam Chomsky, sobre os riscos da inteligência artificial no campo da linguística e do contacto humano.