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Pedro Azevedo: “Schmeichel queria que eu me calasse quando narrei o golo do Costinha. Estava com cara de quem comeu e não gostou”
Season 3 · Episode 9

Pedro Azevedo: “Schmeichel queria que eu me calasse quando narrei o golo do Costinha. Estava com cara de quem comeu e não gostou”

Ontem Já Era Tarde · Luís Aguilar

December 19, 202449m 25s

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Show Notes

São quase 40 anos de carreira e mais de 2500 narrações de jogos de futebol entre rádio e televisão. Pedro Azevedo é um dos narradores em atividade mais antigos do país e tem marcado presença nos principais palcos do desporto português e internacional: “Tenho cinco campeonatos do Mundo, outros tantos da Europa e três finais europeias”, revela. A larga experiência levou-o escrever o livro técnico “Relato de Futebol – narração na rádio, tv e internet”, editado pela Bluebook, como forma de partilhar o seu conhecimento.  Na segunda mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões, em 2004, o FC Porto, então orientado por José Mourinho, deslocou-se a Old Trafford. Os dragões estavam em desvantagem até que Costinha, já nos minutos finais, marcou o golo que ditou o afastamento dos ingleses: “Relatei o golo com muita emoção, mas o senhor Peter Schmeichel não gostou.”

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São quase 40 anos de carreira e mais de 2500 narrações de jogos de futebol entre rádio e televisão. Pedro Azevedo é um dos narradores em atividade mais antigos do país e tem marcado presença nos principais palcos do desporto português e internacional: “Tenho cinco campeonatos do Mundooutros tantos da Europa e três finais europeias”revela. A larga experiência levou-o escrever o livro técnico “Relato de Futebol – narração na rádiotv e internet”editado pela Bluebookcomo forma de partilhar o seu conhecimento.  Na segunda mão dos oitavos de final da Liga dos Campeõesem 2004o FC Portoentão orientado por José Mourinhodeslocou-se a Old Trafford. Os dragões estavam em desvantagem até que Costinhajá nos minutos finaismarcou o golo que ditou o afastamento dos ingleses: “Relatei o golo com muita emoçãomas o senhor Peter Schmeichel não gostou.”Pedro Azevedoluis aguilarbolafutebolontem já era tardeexpressopodcastsicsic notíciasárbitroPedro Azevedo – promos“Schmeichel queria que eu me calasse quando narrei o golo do Costinha. Estavacom cara de quem comeu e não gostou”São quase 40 anos de carreira e mais de 2500 narrações de jogos de futebol entrerádio e televisão. Pedro Azevedo é um dos narradores em atividade mais antigos dopaís e tem marcado presença nos principais palcos do desporto português einternacional: “Tenho cinco campeonatos do Mundooutros tantos da Europa e trêsfinais europeias”revela. A larga experiência levou-o escrever o livro técnico “Relatode Futebol – narração na rádiocomo forma departilhar o seu conhecimento: “Não havia nada deste género. É o primeiro livro sobreeste tema em Portugal.” Além da partilha de conhecimento são também várias ashistórias passadas em diferentes estádios. Uma delaslembrachegou a provocar umareação mais acalorada “de uma figura muita conhecida do futebol mundial”. Nasegunda mão dos oitavos de final da Liga dos Campeõesentãoorientado por José Mourinhodeslocou-se a Old Trafford. Os dragões estavam emdesvantagem até que Costinhamarcou o golo que ditou oafastamento dos ingleses: “Naquele momentosaltaram todos os portugueses queestavam no estádioincluindo os narradores. Era um ambiente completamenteadverso e aquele golo foi uma explosão de alegria. Relatei o golo com muita emoçãomas o senhor Peter Schmeichel não gostou.” O antigo guarda-redes do Man. Unitedque também jogou no Sportingestava a comentar o jogo e fez sinal para PedroAzevedo se calar: “Claro que não me caleiestava no exercício das minhas funçõesmas ele não gostou. Teve de ser um elemento da agência de viagens que nosacompanhou a serenar a situação. Digamos que o Peter Schemeichel estava comcara de quem comeu e não gostou. Foi um momento difícil de digerir para ele.”“Rui Costa foi meu comentador por um dia”Em 1991Rui Costa era um jovem da formação do Benfica que tinha acabado dechegar à primeira equipa. As águias foram jogar a Malta com o Hamrunjogo quevenceram por 6-0e Rui Costa ficou fora dos convocados. O agora presidente daságuias preparava-se para assistir ao jogo na bancada até que apareceu PedroAzevedo: “A Renascença tinha-me mandado a Malta para fazer dois jogos. O Benficanesse dia e o FC Porto no dia seguinte que iria jogar com o Valetta. Nessa alturanãolevávamos comentador. Geralmente pedíamos a um colega de outro órgão paracomentar o jogo. Olhei para a bancadavi o Rui Costaapresentei-melancei-lhe odesafio e ele aceitou. Rui Costa foi meu comentador por um dia.” Pedro Azevedorecorda que o então jovem jogador esteve à altura do desafio: “Ele é um excelenteanalista e soube comentar sem se comprometer até porque tinha ficado fora dosconvocados e podia ter alguma frase menos abonatória para com o treinador.” No diaseguinteno jogo dos dragõesaconteceu o mesmomas com António Folha quetambém tinha ficado fora dos convocados: “Como o futebol era diferente. Acho quehoje era impossível. Quase que seria preciso um despacho normativo paradesencadear um processo desses.” “Fatalidade de Fehér foi o momento mais dramático que relatei até hoje”Pedro Azevedo estava a narrar o Vitória-Benficaem que o avançadohúngaro do Benfica sucumbiu em campo. “Infelizmenteeu e os meus colegasapercebemo-nos logo que a situação era grave. Foi o momento mais dramático querelatei até hoje. Ainda me custa descrever aquilo que se passou em Guimarães”revela. No sentido opostoao longo dos quase 40 anos de carreiraPedro Azevedolembra episódios bem mais animados. Uma dessas situações aconteceu num jogo emViana do Castelo onde teve de narrar dentro da cabine do speaker. “Só havia lugarpara um. Eu entrei e o funcionário do clube saiu. Só que naquela sala também sealugavam as almofadas para os adeptos se sentarem. Cada almofada custava 25tostões. Nos primeiros dez ou quinze minutosera eu a distribuir as almofadas. Aspessoas pousavam o dinheiro e eu agarrava nas almofadas ao mesmo tempo quenarrava o jogo.”