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Artur Soares Dias: “Não é difícil arbitrar Champions. Jogadores querem jogar. Difícil é apitar em Portugal”

Artur Soares Dias: “Não é difícil arbitrar Champions. Jogadores querem jogar. Difícil é apitar em Portugal”

Ontem Já Era Tarde · Luís Aguilar

December 10, 202559m 4s

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Show Notes

Filho de um árbitro, Artur Soares Dias cresceu a acompanhar o pai nos estádios, habituou-se cedo ao ambiente do futebol e conheceu, desde jovem, tanto o lado fascinante como as dificuldades da profissão. Nada disso o demoveu — nem sequer os avisos do próprio pai, que procurou dissuadi-lo de seguir o mesmo caminho.

Ainda na adolescência, inscreveu-se no curso de arbitragem e iniciou um percurso que o levou a subir, etapa a etapa, todos os escalões. Hoje, é considerado um dos árbitros mais conceituados do país e uma das referências internacionais da sua geração.

Ao longo da carreira, dirigiu inúmeros grandes jogos em Portugal, incluindo clássicos e dérbis, e somou momentos marcantes no plano internacional. Entre eles, destacam-se a presença no Euro 2024, a final da Conference League desse mesmo ano entre Olympiacos e Fiorentina, e a primeira mão das meias-finais da Liga dos Campeões 2022/23, que colocou opôs Real Madrid a Manchester City.

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Artur Soares Dias – textos TEXTO 1 Artur Soares Dias: “Não é difícil arbitrar Champions. Jogadores querem jogar. Difícil é apitar em Portugal” Filho de um árbitroArtur Soares Dias cresceu a acompanhar o pai nos estádioshabituou-se cedo ao ambiente do futebol e conheceudesde jovemtanto o lado fascinante como as dificuldades da profissão. Nada disso o demoveu — nem sequer os avisos do próprio paique procurou dissuadi-lo de seguir o mesmo caminho. Ainda na adolescênciainscreveu-se no curso de arbitragem e iniciou um percurso que o levou a subiretapa a etapatodos os escalões. Hojeé considerado um dos árbitros mais conceituados do país e uma das referências internacionais da sua geração. Ao longo da carreiradirigiu inúmeros grandes jogos em Portugalincluindo clássicos e dérbise somou momentos marcantes no plano internacional. Entre elesdestacam-se a presença no Euro 2024a final da Conference League desse mesmo ano entre Olympiacos e Fiorentinae a primeira mão das meias-finais da Liga dos Campeões 2022/23que colocou opôs Real Madrid a Manchester City. Com experiência acumulada nas competições portuguesas e nos grandes palcos europeusSoares Dias é categórico ao comparar realidades: “Não é difícil arbitrar Champions. Jogadores querem jogar.” Recorda mesmo um encontro da Liga dos Campeões em que assinalou “oito ou nove faltas”descrevendo-o como um jogo em que “quase não deram conta” da sua presença. A diferençadizestá na atitude: “Difícil é apitar em Portugal. Os jogadores dificultam mais o trabalho do árbitro.” Sobre a intensidade do jogo portuguêsSoares Dias reforça que o problema não reside apenas na arbitragem: “É um ciclo. Os jogadores fazem-se mais à falta e os árbitros apitam mais.” TEXTO 2 Artur Soares Dias: “Árbitros deviam ter um treinador ao intervalo. tal como acontece com os jogadores” A longa carreira na arbitragem levou Artur Soares Dias a viver de perto as várias exigências e pressões da profissão. Essa experiência acumulada fê-lo refletir sobre mudanças quena sua perspetivapoderiam melhorar significativamente o desempenho dos árbitros. Entre elasdestaca duas que considera essenciais: o apoio psicológiconuma atividade permanentemente exposta a críticase o acompanhamento técnico durante o próprio jogotal como acontece com os jogadores. Recorda queem determinados momentos da carreirachegou a contratar alguém para analisar e cortar lances da primeira partede modo a poder revê-los ao intervalo. “Se estou num trabalhoé normal que queira saber como está a ser o meu desempenho”afirma. Mas a sua visão vai mais longe: “Os árbitros deviam poder ter um treinador ao intervalotal como acontece com os jogadores.” Antecipando críticasreconhece que haverá quem veja nesta ideia uma possível influência indevida no critério para a segunda parte. Para siesse argumento não faz sentido: “Se mudar para melhorqual é o mal? Também há muitos jogadores que não têm uma boa primeira parteouvem a palestra e a seguir sobem de produção.” Soares Dias acrescenta ainda quetanto quanto sabeesta possibilidade nunca foi discutida a nível internacional. Por isso mesmoconsidera que fazem falta decisores que tenham passado por estas situações dentro de campocapazes de compreender as necessidades reais da arbitragem moderna. TEXTO 3 Artur Soares Dias: “OtávioPoteBruno Fernandes e Otamendi foram os mais chatos que apanhei. Sempre a ‘melgar’ o árbitro” “Apanhei muitos jogadores chatos”confessa Artur Soares Dias. Falando em exemplos nacionais e referindo-se a atletas dos três principais clubes“para que ninguém leve para a clubite”enumera alguns casos. “O Otávio do FC Portopor exemplo. Mais tardeno último jogo da minha carreiraapanhei-o na Arábia Saudita. Ele viu-me no túnel e começou a rir-se. Disse-lhe logo: ‘Hoje não me vais chatear’. E ele respondeu: ‘Nãohoje é teu o último jogonão te vou chatear.’” Além de OtávioSoares Dias aponta outros nomes: “O Poteo Bruno Fernandes e o Otamendi também andam sempre de volta do árbitroa reclamara tentar pressionara ‘melgar’.” Apesar dessas característicaso árbitro sublinha que todos têm algo em comum: “São jogadores de elevada qualidade.” No plano internacionalalguns nomes também se destacam. “O Sterling foi dos mais difíceis de arbitrar pela velocidade e o Neymar por ter se