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Margarida Vila-Nova: “A nossa geração é uma sobrevivente. Crescemos num limbo, acho que soubemos reinventar-nos a cada crise económica que vimos passar. Agora estamos perto de uma guerra. Eu penso: ‘Mas quando é que isso fica fácil para a minha geração?’”
Season 2 · Episode 20

Margarida Vila-Nova: “A nossa geração é uma sobrevivente. Crescemos num limbo, acho que soubemos reinventar-nos a cada crise económica que vimos passar. Agora estamos perto de uma guerra. Eu penso: ‘Mas quando é que isso fica fácil para a minha geração?’”

Geração 80 · Francisco Pedro Balsemão

July 17, 20251h 3m

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Show Notes

Nasceu em junho de 1983, em Lisboa. Filha única de pais ligados à produção na área do audiovisual. É uma das mais talentosas atrizes portuguesas. Tem uma longa e brilhante carreira em televisão, cinema e teatro, apenas interrompida por uns sabáticos anos em Macau. Ali, interrompeu a carreira como atriz para dedicar-se às “folhas de Excel” numa mercearia portuguesa que abriu, com produtos portugueses, mas das quais não tem saudades. “Queria ter ali uma pausa na vida. Já tinha feito a rica, a pobre, a boa, a má, a vilã, a heroína, estava esgotada profissionalmente”, desabafa. Cresceu com uma mãe exigente e rodeada de adultos: "Acho que fui muito mimada, mas porque cresci rodeada de muito amor, mas tive uma educação relativamente dura. Tenho muito mais dificuldade de impor limites e nãos aos meus filhos do que os meus pais colocaram-me", admite. Para os filhos, só pede que cresçam num “mundo em que haja igualdade, respeito, empatia, solidariedade. “Quero que os meus filhos tenham admiração não só pela mãe, mas também por todas as mulheres”. Quero que respeitem a mulher, a namorada, as filhas que eles tiverem, com todo o respeito e com toda a educação que qualquer ser humano, independentemente do seu sexo, merece ser tratado”, apela nesta conversa com Francisco Pedro Balsemão. Margarida Vila-Nova é a convidada do novo episódio do Geração 80.

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Topics

Nasceu em junho de 1983em Lisboa. A infância foi como “um tempo de descobertas e de muita imaginação”e partilha como essas memórias influenciaram a sua paixão pela representação. “Sempre fui muito curiosagostava de observar as pessoas à minha volta e imaginar as suas histórias”confessarevelando o início do seu fascínio pelo teatro e pela arte de contar histórias. Em Macauinterrompeu a carreira como atriz para dedicar-se às “folhas de Excel” numa mercearia portuguesa que abriucom produtos portuguesesmas das quais não tem saudades. “Queria ter ali uma pausa na vida. Já tinha feito a ricaa pobrea boaa máa vilãa heroínaestava esgotada profissionalmente”desabafa. Mas foi com a maternidade que recebeu novas lições para vida. “Ser mãe mudou tudo. Aprendi a ser mais paciente e a olhar para o mundo com outros olhos”afirmasublinhando a importância de encontrar equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. “Quero que os meus filhos tenham admiração não só pela mãemas também por todas as mulheres. Quero que respeitem a mulhera namoradaas filhas que eles tiveremcom todo o respeito e com toda a educação que qualquer ser humanoindependentemente do seu sexomerece ser tratado”apela nesta conversa com Francisco Pedro Balsemão. Margarida Vila-Nova é a convidada do novo episódio do Geração 80.Geração 80podcastFrancisco Pinto BalsemãoMargarida Vila-Novaatrizentrevistainfânciafilha únicaeducaçãofilhos adolescentespapéis de génerosociedadecarreiratelevisãocinemateatroMacauresponsabilidadesigualdaderespeitoempatiaredes sociaismaternidadedesafiosexperiências pessoaisvida adultacarta do paicurta-metragemAs 14 Páginasrealizaçãotrabalho em equipalimites pessoaisabusobem-estarMagníficas Produçõesteatro comercialescolhas de carreiramemóriascartasconversassegredosvitóriasderrotasreflexãogenerosidadeinspiraçãomudançasdinâmicas familiares.em Lisboa. Filha única de pais ligados à produção na área do audiovisual. É uma das mais talentosas atrizes portuguesas. Apesar do seu ar de miúdacomo a própria diztem uma longa e brilhante carreira em televisãocinema e teatroapenas interrompida por uns sabáticos anos em Macau. Alidesabafa. Cresceu com uma mãe exigente e rodeada de adultos: "Acho que fui muito mimadamas porque cresci rodeada de muito amormas tive uma educação relativamente dura. Tenho muito mais dificuldade de impor limites e nãos aos meus filhos do que os meus pais colocaram-me"admite. Para os filhossó pede que cresçam num “mundo em que haja igualdadesolidariedade. “Quero que os meus filhos tenham admiração não só pela mãemas também por todas as mulheres”. Quero que respeitem a mulher