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Rui Pedro Silva na estreia de Geração 2000: “O que é bom no meu tempo é a mudança, é a vontade de mudar”
Season 1 · Episode 1

Rui Pedro Silva na estreia de Geração 2000: “O que é bom no meu tempo é a mudança, é a vontade de mudar”

Geração 70 · Bernardo Ferrão

April 1, 202644m 58s

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Show Notes

Na estreia do podcast Geração 2000, Manel Rosa senta-se à conversa com Rui Pedro Silva, 22 anos, nascido em Oliveira do Douro, e já com um percurso que desmente qualquer ideia de que esta geração anda à deriva. Entre memórias de um primeiro contacto com o teatro num campo de férias — ainda sem saber bem ao que ia, mas com vontade de tentar — e a estreia profissional no Centro Cultural de Belém, o ator revisita um caminho feito de tentativa e erro, onde a curiosidade falou sempre mais alto do que o medo. Foi esse impulso que o levou até ao cinema, com “Restos do Vento”, de Tiago Guedes, apresentado no Festival de Cannes, e a um improvável “encontro de segundo grau” com Ethan Hawke. Mas é na televisão que o país o reconhece: do fenómeno do remake de “Morangos com Açúcar” às nomeações para os Globos de Ouro, passando pela novela “Herança”, onde a história de “Teresinha e Bernardo”, com Laura Dutra, se tornou viral e conquistou milhões. De regresso ao palco, com “Brokeback Mountain” e em breve “O Clube dos Poetas Mortos”, no Teatro da Trindade, Rui Pedro Silva mostra que esta geração não espera por oportunidades: cria-as. Um episódio sobre começos, exposição, pressão e ambição, na estreia do Geração 2000, todas as quartas-feiras, no site da SIC, SIC Notícias e Expresso, e em todas as plataformas de podcast.

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Topics

GERAÇÃO 2000: Um retrato em construção Nasci em 2003 e por isso há vários acontecimentos do imaginário colectivo português que não vivi. Não existia quando aconteceu a Expo 98: para mim o Gil é só um senhor azul que foi homenageado com uma estátua muito grandede braços abertosno Parque das Nações. O Euro 2004 não chega a ser uma miragem e o penálti que o Ricardo defendeu sem luvassó o vi anos mais tarde no Youtube. Tal como a geração dos meus pais perguntou à geração dos meus avós “Onde é que estavas no 25 de Abril?”também eu perguntei aos meus paiscomovidoconsciente de que tinham vivido um momento maior da história do meu país: “Onde é que estavam no penálti do Ricardo?” Tive uma infância feliz nos anos 2000. Andei descalçotrepei às árvores e li a Visão Júnior. Ouvi música num iPodatendi telefonemas no BlackBerry do meu pai e joguei PlayStation 2. Cresci sem grandes medosà excepção de algumas figuras das histórias de terror que me contavam — o Homem do Saco; a Maria Sangrenta; ou a Troika — figuras abstractassem cara mas temíveis. Ficávamos horas a discutir quando nos bateriam à porta e o que fariam quando finalmente nos apanhassem. Mais velhodescobri que a Troika não se escondia debaixo da minha camao que me aliviou bastante. Já em relação ao Homem do Saco ou à Maria Sangrentaainda são personagens que me atormentam hoje em dia. Sou comediantecomecei a fazer stand-up comedy numa cave de um bar no Cais do Sodré quando tinha 15 anos e continuo a fazê-lo. Vi sketches dos Gato Fedorento no Youtubefoi lá que tive o meu primeiro contacto com pessoas que faziam do humor a sua vida e foi lá que lancei o meu primeiro projecto — “Disnarrativo”. Apresentei o Curto Circuitona SIC Radicaldurante 2 anos e cobri festivais de música. Integro o painel de comunicadores do podcast [IN]Pertinenteda Fundação Francisco Manuel dos Santose esta semana acrescento mais uma linha a este curto currículo: sou o anfitrião do Geração 2000. Um podcast SIC Notícias onde vou conversar com artistasactivistasempreendedoresatletasacadémicos ou até mesmo youtubers nascidos entre 2000 e 2009. O meu primeiro convidado é actor. Rui Pedro Silva tem 22 anos e nasceu em Oliveira do Dourofreguesia de Vila Nova de Gaia. Experimentou teatro pela primeira vez aos 8num campo de férias de representaçãoe desde esse Verão que não mudou de rumo. 5 anos mais tardejá com 13estreou no CCB a sua primeira peça de teatro profissional — “Margem”de Victor Hugo Pontes. Rui explica como conseguiu esse primeiro papel: “O que me fez ficarna verdadefoi o facto de eu não saber mas querer tentar.” Continuoude tentativa e erroaté à sua primeira longa-metragem. Foi Miguel em "Restos do Vento"de Tiago Guedesfilme que fez parte da selecção oficial do festival de Cannes em 2022onde teve um encontro de segundo grau com o actor de “Before Sunrise”Ethan Hawke. Diz que essa rodagem “Foi a melhor experiência que tive até hoje (...) trabalhar com estes actores que são os meus ídolos.” Participou em vários filmes e séries depois dissomas foi enquanto protagonista no remake dos “Morangos com Açúcar” que se destacou pela notoriedade que teve. É dessa notoriedade que nasce a sua nomeaçãocom apenas 20 anospara Globo de Ouro de Revelação. É novamente nomeado no ano seguinte para Melhor Actor de Ficção pelo papel que fez na novela “Herança”da SIC. O par romântico com Laura Dutra foi de tal forma um sucesso que os excertos das cenas do casal ficaram virais nas redes sociais. “Teresinha e Bernardo” foram um fenómeno com milhões de visualizações. 10 anos depois da sua primeira experiência profissional em palcoestá de volta ao teatro. Esteve em cena durante várias semanas com a peça “Brokeback Mountain”no Teatro da Trindade e de 30 de Abril a 2 de Agostono mesmo teatroestará com “O Clube dos Poetas Mortos”. Rui Pedro Silva é o primeiro convidado do podcast Geração 2000que sairá todas as quartas-feirasa provar que a juventude não está perdidabem pelo contrário.