PLAY PODCASTS
Marta Temido: “Quando nasci o meu pai tinha 23 anos, a minha mãe 21. Sou a filha mais velha, era uma vida difícil nos anos 70, tudo era mais contado”

Marta Temido: “Quando nasci o meu pai tinha 23 anos, a minha mãe 21. Sou a filha mais velha, era uma vida difícil nos anos 70, tudo era mais contado”

Geração 70 · Bernardo Ferrão

June 14, 202329m 28s

Audio is streamed directly from the publisher (traffic.omny.fm) as published in their RSS feed. Play Podcasts does not host this file. Rights-holders can request removal through the copyright & takedown page.

Show Notes

Nasceu em 1974, pouco antes do 25 de abril, e até aos 12 anos andou em viagem pelo país muito por força das profissões do pai, magistrado, e da mãe, professora. Marta Temido, a irmã mais nova e os pais num carro é uma memória ainda hoje presente, muito por causa do mau estado das estradas portuguesas: "era uma tortura, longas horas de viagem por estradas terríveis", diz. "Eu gostava muito de ler e tinha direito a comprar um livro por mês. O resto dos livros íamos buscar à biblioteca itinerante da Gulbenkian. Senti-me quase sempre uma privilegiada, porque o ambiente em minha casa era um ambiente com livros". Não fez parte de movimentos estudantis, porque era muito tímida e tinha dificuldade em entrar nos círculos políticos, mas fez parte da geração do movimento estudantil anti-propinas e participou em manifestações. "Hoje entendo melhor qual era a ideia dos governos da altura sem dúvida nenhuma", afirma a ex-ministra da Saúde, cuja irmã é... médica. Licenciada em Direito, administradora hospitalar, Marta Temido fala sobre as discussões em família na altura da pandemia, a pausa que decidiu fazer na vida política de saúde e muito mais. Oiça aqui a entrevista conduzida por Bernardo Ferrão, no novo podcast 'Geração 70'.

  

See omnystudio.com/listener for privacy information.

Topics

Até aos 12 anos andou em viagem pelo país muito por força das profissões dos pais. Marta Temidoa irmã mais nova e os pais num carro é uma memória ainda hoje presentemuito por causa do mau estado das estradas portuguesas: "era uma torturalongas horas de viagem por estradas terríveis"diz. "Eu gostava muito de ler e tinha direito a comprar um livro por mês. O resto dos livros íamos buscar à biblioteca itinerante da Gulbenkian. Senti-me quase sempre uma privilegiadaporque o ambiente em minha casa era um ambiente com livros". Não fez parte de movimentos estudantisporque era muito tímida e tinha dificuldade em entrar nos círculos políticosmas fez parte da geração do movimento estudantil anti-propinas e participou em manifestações. "Hoje entendo melhor qual era a ideia dos governos da altura sem dúvida nenhuma"afirma a ex-ministra da Saúdecuja irmã é... médica. Marta Temido fala sobre as discussões em família na altura da pandemia e muito mais. Oiça aqui a entrevista conduzida por Bernardo Ferrãono novo podcast 'Geração 70'.marta temidopartido socialistapcpirmã medicacovidpandemiafamiliaeducaçãoconsciência politica