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Saúde: entre um ministro de mãos atadas e um chefe de governo de mão fechada

Saúde: entre um ministro de mãos atadas e um chefe de governo de mão fechada

Expresso da Manhã · Paulo Baldaia

October 3, 202314m 5s

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Show Notes

O ministro da Saúde já confidenciou que não pode ir mais longe nas negociações com os médicos e passou a responsabilidade para o primeiro-ministro, o único que pode obrigar o ministro das Finanças a abrir mais os cordões à bolsa. Só que António Costa, na entrevista à TVI, para além de elogiar a proposta que o governo avançou unilateralmente, faliu da equidade necessária para concluir que “este governo não é o governo dos médicos, nem dos jornalistas, é o governo dos cidadãos em geral”.

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O ministro da Saúde já confidenciou que não pode ir mais longe nas negociações com os médicos e passou a responsabilidade para o primeiro-ministroo único que pode obrigar o ministro das Finanças a abrir mais os cordões à bolsa. Só que António Costana entrevista à TVIpara além de elogiar a proposta que o governo avançou unilateralmentefaliu da equidade necessária para concluir que “este governo não é o governo dos médicosnem dos jornalistasé o governo dos cidadãos em geral”.O Serviço Nacional de Saúde está doenteos administradores hospitalares garantem que nunca estivemos numa situação como a que se vive agora nas urgências e o bastonário dos Médicos é ainda mais duroafirmando que pode haver uma catástrofe nas urgências. Sem acordo na grelha salarial e na dedicação plenao governo avançou com uma decisão unilateral e os médicos avançaram com uma recusa a horas extraordinárias além das 150 permitidas legalmente. Os aumentos propostos pelo ministério da Saúde até são substanciaismas o que se exige de acréscimo de trabalho também…os médicos alegam que não há proporcionalidade e querem um regresso à negociação. Isso significa que o governo teria de ter mais dinheiro disponívelmas o ministro Manuel Pizarro já confidenciou que não está nas mãos dele ir mais longesó o primeiro-ministro pode dar ordem ao ministro das Finanças para abrir os cordões à bolsamas António Costa na entrevista desta segunda-feira à TVIpara além do grande elogio à proposta apresentada pelo seu ministroalegou que não é possível ir mais longe. Entre um ministro de mãos atadas e um chefe de governo de mão fechadaos médicos vão continuar a recusar horas extraordinárias e as urgências vão continuar intermitentes. Fazemos a conversa deste episódio com a jornalista Vera Lúcia Arreigososaúdeportugalmédicosmedicinasnsserviço nacional de saúdemanuel pizarroantónio costagovernovera lúcia arreigosopaulo baldaia