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Nem santos, nem pecadores: um orçamento que é para todos mas não será de ninguém

Nem santos, nem pecadores: um orçamento que é para todos mas não será de ninguém

Expresso da Manhã · Paulo Baldaia

November 30, 202314m 52s

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Show Notes

O Orçamento do Estado (OE) para 2024 está aprovado. Foi para isto que o Presidente adiou a demissão do governo. A dissolução do Parlamento acontecerá em Janeiro e as eleições a 10 de Março. O centro-direita se chegar ao poder já prometeu mudar as contas do país, apresentando um orçamento retificativo. Se o candidato a primeiro-ministro do PS for Pedro Nuno Santos e se formar governo, em coerência, também deverá fazer alterações. O OE que toda a gente queria aprovado em 2023, vai vigorar em metade de 2024 e depois logo se verá. Neste episódio, conversamos com o editor de Economia do Expresso, João Silvestre.

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O Orçamento do Estado (OE) para 2024 está aprovado. Foi para isto que o Presidente adiou a demissão do governo. A dissolução do Parlamento acontecerá em Janeiro e as eleições a 10 de Março. O centro-direita se chegar ao poder já prometeu mudar as contas do paísapresentando um orçamento retificativo. Se o candidato a primeiro-ministro do PS for Pedro Nuno Santos e se formar governoem coerênciatambém deverá fazer alterações. O OE que toda a gente queria aprovado em 2023vai vigorar em metade de 2024 e depois logo se verá. Neste episódioconversamos com o editor de Economia do ExpressoJoão Silvestre.O Orçamento do Estado para 2024 está aprovado. Foi para isto que o Presidente adiou a demissão do governo. Depois disso falta dissolver o Parlamentoo que só acontecerá em Janeiro para que as eleições possam ser a 10 de Marçocomo decidiu Marcelo Rebelo de Sousa para dar tempo ao PS de se reorganizar. O orçamento que todos queriam aprovado para que muitos investimentos pudessem continuar a acontecerpara que o PRR não se atrase ainda maisé bem possível que seja um documento para vigorar por meia dúzia de meses. A oposição de direitafavorita a criar uma maioria parlamentarjá prometeu apresentar um retificativo e mesmo o PSse continuar no poder com Pedro Nuno Santosdefenderá um caminho diferente. Bem diferente daquele que Fernando Medina defendeu no Parlamentovalorizando o excedente orçamental e a redução da dívidaporque não são os santos que fazem o milagre socialistaatirou o ministro apoiante do candidato José Luís Carneiro. Que legado financeiro nos deixam os governos de António Costa? Que orçamento é este? Perguntas à espera de respostas de João Silvestreeditor de Economia do Expresso