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Henrique Burnay: “Em certo sentido, para os europeus torna-se difícil distinguir a ameaça da China e dos Estados Unidos”

Henrique Burnay: “Em certo sentido, para os europeus torna-se difícil distinguir a ameaça da China e dos Estados Unidos”

Expresso da Manhã · Paulo Baldaia

February 16, 202615m 46s

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Show Notes

Marco Rubio veio à Conferência de Munique com um estilo bastante mais suave que J.D. Vance há um ano, mas o recado de Trump para os europeus não mudou: há um declínio civilizacional na Europa, provocado por uma excessiva imigração e só os partidos de extrema-direita, nacionalistas e populistas, o podem travar. Desde a questão da Gronelândia que a Europa passou a ser bastante mais assertiva no diálogo com Washington e, desta vez, foi o chanceler alemão a lembrar a Trump que os Estados Unidos “não são poderosos o suficiente para ir sozinhos”. Neste episódio, conversamos com Henrique Burnay, consultor em Assuntos Europeus e colunista do Expresso.

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Alinhamento e som inicial Paulo Baldaia ​ João Martins​ Henrique Burnay: “Em certo sentidopara os europeus torna-se difícil distinguir a ameaça da China e dos Estados Unidos” A Europa já fala mais grossomas a América não pia mais fino. Trump quer manter os aliadosmas tem de ser ele a mandar Marco Rubio veio à Conferência de Munique com um estilo bastante mais suave que J.D. Vance há um anomas o recado de Trump para os europeus não mudou: há um declínio civilizacional na Europaprovocado por uma excessiva imigração e só os partidos de extrema-direitanacionalistas e populistaso podem travar. Desde a questão da Gronelândia que a Europa passou a ser bastante mais assertiva no diálogo com Washington edesta vezfoi o chanceler alemão a lembrar a Trump que os Estados Unidos “não são poderosos o suficiente para ir sozinhos”. Neste episódioconversamos com Henrique Burnayconsultor em Assuntos Europeus e colunista do Expresso. ………………… https://youtu.be/Bb9pZo0eYXU?si=dSNyzBxKFj1Oxq29 0’23 IN THE ERA 0’33 ALONE Assinatura A vontade de Trump mantém-se a mesmamas a Europa parece já ter percebido que só falando sem medo e defendendo aquilo em que acredita se fará ouvir do outro lado do Atlântico. Quando há um ano ouviu e calou o que disse JD Vance sobre a falta de liberdade de expressão e o declínio civilizacional europeua Europa deu luz verde para que a Casa Branca passasse quase um ano inteiro fazendo bulliyng com a democracia europeia. Só quando Trump deu um passo maior que a pernaameaçando tomar a Gronelândia pela forçaé que a Europa resolveu pôr os pés à parede e dizer a Washington que se isso acontecesse seria o fim da NATO. O mês passadoem Davoso mundo ocidental que sempre esteve alinhado com os Estados Unidos procurou explicar-lhes que Washington importa a esta parte do mundo na exata medida em que esta parte do mundo importar para Washington. Mark Carney defendeu que a antiga ordem mundial baseada em regras está a «ruir» e não voltaráe que países de médio portecomo o Canadádevem agir em conjunto para moldar uma nova ordem mais autónomadefendendo valores como soberania e cooperação. Na sexta-feiraFriedrich Merz lembrou que os Estados Unidos “não são poderosos o suficiente para ir sozinhos”. Para ter o que querem do lado de cáa administração Trump procura mudar os interlocutores e faz uma aposta forte nos partidos de extrema-direita. Querem manter os europeus como aliadosmas têm de ser eles a mandar. Neste episódioconsultor em Assuntos Europeus e colunista do Expresso. SEPARADOR PATROCÍNIO CGD SEPARADOR —————————————— ENTRA CONVERSA TAMBÉM NO RIVERSIDE —————————————— ENTRA MÚSICA FINAL Nasceu no final da segunda grande Guerra e cresceu numa família aristocrata e numa casa cheia de história e memória. O jornalismo estava-lhe no sangue. fundou jornaisfez rádio E TELEVISÃOviveu e presenciou os grandes acontecimentos dos últimos 50 anos. Maria João Avillez é a convidada da estreia de Geração 40o novo podcast conduzido por Júlio Isidro Geração 40 é uma conversa com quem nasceu nos anos 40uma geração que se lembra dos racionamentos e da sombra da II Grande Guerra. Viram um país fechado abrir-se à Europa. Assistiram ao salto do analógico para o digital. O mundo transformou-se. Mas será este o futuro que imaginaram? A SONOPLASTIA DESTE EPISÓDIO FOI DE JOÃO MARTINS NÓSDESTA VEZSÓ VOLTAMOS NA QUARTA-FEIRA PARA FAZER GAZETA NA TERÇA-FEIRA DE CARNAVAL. APROVEITE DIVIRTA-SE ATÉ QUARTA FIQUE BEM