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Show Notes
Enquanto se discute se deve haver um travão ao crescimento do alojamento local, se o governo deve ajudar quem comprou casa, há bairros de barracas que resistem há 50 anos, escondidos e esquecidos. Ontem, a ministra da Habitação, Marina Gonçalves visitou um desses bairros e nós fomos lá falar com ela para saber se o problema da habitação é visto de outra forma quando se está no 2º Torrão na Trafaria.
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Enquanto se discute se deve haver um travão ao crescimento do alojamento localse o governo deve ajudar quem comprou casahá bairros de barracas que resistem há 50 anosescondidos e esquecidos. Ontema ministra da HabitaçãoMarina Gonçalves visitou um desses bairros e nós fomos lá falar com ela para saber se o problema da habitação é visto de outra forma quando se está no 2º Torrão na Trafaria.Há 30 anosexatamente há 30 anosfoi aprovado o Programa Especial de Realojamento. O PER destinava-se a erradicar as barracas nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. Apesar do esforço de centenas de milhões de eurosda demolição de milhares de barracas e construção de mais de 35 mil habitações em 290 bairros sociais de 28 concelhosapesar de tudo istohouve bairros que ficaram esquecidos. Visitamos um desses bairros no lado esquerdo do Tejoem Almadahá um ano e meio para saber o que tinham essas pessoas a dizer aos políticos que se candidatavam nas presidenciais. Voltamos lá agoraquando soubemos que o Bairro do Segundo Torrão iria receber a visita da ministra da Habitação.
Recupero a descrição do bairro que fizemos nessa altura
Para lá chegaré preciso percorrer caminhos de terracheios de buracos cavados pela chuva de invernoendurecidas pelo sol de verão.
Construções de fraca qualidadeonde habitam caboscabos e mais cabos pendurados desordenadamentesaltando de um lado para o outro da ruano mesmo sentido da solidariedade dos vizinhos e de activistas que querem dizer presenteem sítios que os políticos foram agora conhecer. Não precisamos de passar por lá para ir a lado nenhum e o bairro não rasga a paisagemimpondo-se à vista de onde quer que olhemos. É uma favelaque difere da imagem que delas temos no Brasilporque esta se fez crescer em terreno plano e habituámos-nos a vê-las em cascata em Terra de Vera Cruz.
Enquanto se discute se deve haver um travão ao crescimento do alojamento localescondidos e esquecidos. ESTA QUARTA-FEIRAMarina Gonçalvesvisitou um desses bairros e nós fomos lá falar com elahabitaçãopaulo baldaiaexpressojornalconversaexpresso da manhã