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Combater a crise na habitação ao renegociar créditos?

Combater a crise na habitação ao renegociar créditos?

Economia dia a dia · Juliana Simões

November 14, 20234m 4s

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Show Notes

A crise na habitação tem afetado muitos portugueses seja no aumento das rendas ou nas prestações dos créditos. A dificuldade das famílias para pagarem as prestações mensais já levou à renegociação de 100 mil empréstimos, só este ano, nos cinco principais bancos em Portugal. Quais são as opções mais usadas pelos portugueses? E quais são as possibilidades que tem disponíveis? 

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Entrada: A crise na habitação tem afetado muitos portugueses seja no aumento das rendas ou nas prestações dos créditos. A dificuldade das famílias para pagarem as prestações mensais já levou à renegociação de 100 mil empréstimossó este anonos cinco principais bancos em Portugal. Quais são as opções mais usadas pelos portugueses? E quais são as possibilidades que tem disponíveis?crisehabitaçãoportugalcréditosprestaçõesjuventudeindependênciaportalbceA crise na habitação tem afetado muitos portugueses. Dos jovens à procura da sua independência até aos idosos que veem a sua renda aumentar. O ‘destravar’ das rendas decidido pelo Governo irá resultar numa atualização que pode chegar aos 694% em 2024. O que significa que falamos do maior aumento de rendas dos últimos 30 anossegundo o Portal da Habitação. Por outro ladona última reunião do Banco Central Europeuem outubrodecidiu-se por uma paragem na escalada dos jurosdepois de dez subidas consecutivas. Por issoa taxa diretora principal está agora nos 45%. A escalada dos juros levoucomo é naturala um aumento das prestações com contratos de crédito de taxa variávela grande maioria. E a dificuldade das famílias para pagarem as prestações mensais já levou à renegociação de 100 mil empréstimosnos cinco principais bancos em Portugal. Do total de renegociaçõesmais de 40 mil foram feitos na Caixa Geral de Depósitos e mais de 36 mil no banco Santander Totta. As restantes foram feitas no Novo BancoBCP e BPI. Milhares destas renegociações são feitas ao abrigo da legislação do Governouma parte mais residual utiliza o recente mecanismo que fixa a prestação mensal durante dois anos. Na CGDdesde dia 2 de novembrotêm estado a entrar 50 pedidos por dia. Mas a maioria acaba acaba por ser por acordo comercial entre o banco e o cliente. Neste casotem várias opções. Em primeiro lugaro alargamento do prazo de empréstimosonde vai estar mais anos a pagar o empréstimoou sejafica mais caro por causa dos jurosmas tem a possibilidade de baixar a mensalidade. Pode tambémreduzir o spreadque é a margem de lucro comercial do banco. Tem ainda a possibilidade da atribuição de um período de carênciaonde fica a pagar apenas os juros e no fim deste período a prestação a pagar vai aumentarpara compensar o valor que esteve congelado. Por últimopode optar pelo diferimento de capital. Nesta opçãopassa o pagamento de uma parte da dívida para o final do contrato. Seja qual for a sua escolhacaso seja necessárioprocure renegociar o seu crédito para aliviar a sua carteira das despesas com a habitação. É o fim do Economia dia a dia de hoje. Continue a acompanhar os podcasts dos Expresso no nosso siteapp e restantes plataformas. Convido-o a ouvir o podcast Comissão Políticasobre a crise política que paira em Portugal. O título do episódio diz-nos “Costa Kid em duelo com os xerifes (e Centeno no fogo cruzado).