
A Vida em Revolução
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Joaquim Letria e as eleições de 1975: “Injeções, whisky e café. Foi como aguentei 30 horas seguidas no ar”
Foi o rosto da primeira (e longa) noite eleitoral na RTP, que contou com o apoio de “um computador do tamanho de um frigorífico”. Recorda o despedimento depois de Spínola ter avisado que não queria voltar a ver “o gajo das barbas” na televisão. Confessa que mentiu a Soares e a Cunhal para os conseguir ter no grande debate em 1975. E lembra o dia em que lhe iam bater porque o confundiram com Manuel Alegre. See omnystudio.com/listener for privacy information.

O PREC na Igreja. “Havia uma célula do PCP no seminário”
A procissão sem padre organizada pelo PCP. A sátira ao cardeal Cerejeira. As ocupações armadas dos seminários, com Dinis Almeida a entrar "de metralhadora em riste". A perda temporária da Rádio Renascença. E o cerco ao Patriarcado. Tudo contado pelo padre Armando Duarte, último sacerdote ordenado antes do 25 de Abril.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ana Salazar e a moda em 1974: "As pessoas faziam fila para comprar calças de ganga. Esgotavam logo"
A estilista Ana Salazar recorda a mudança da clientela, as alterações no sentido estético, os primeiros desfiles — e a influência de uma decisão de Vasco Gonçalves na expansão do negócio da moda.See omnystudio.com/listener for privacy information.

João Braga e as ações do MDLP em 1974/75: “Incendiávamos as sedes do PCP e aquilo ardia tudo”
A vaidade de Spínola, a fuga para Espanha, o disfarce de Jorge Jardim, as ações do MDLP, a perseguição ao fado e um pedido de desculpa a João Braga. “Nunca fui fascista e tenho raiva a quem foi”See omnystudio.com/listener for privacy information.

Manuel S. Fonseca: "Foi muito rápida a perda do otimismo em Angola"
A sovietização da sociedade, os esquemas para fintar o que não funcionava e a guerra vivida pelo MPLA. Manuel Fonseca conta como viveu a Revolução em Angola — onde a mãe achou que ele tinha morrido.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Zita Seabra: “Cunhal nunca aceitou que tinha perdido. Nunca”
Festa, intimidação, derrota. Zita Seabra recorda como o PCP viveu a revolução, do endeusamento de Cunhal aos ataques a Soares: “Em 1975 eu era uma miúda. Se fosse homem tinha sido apedrejado”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Marçal Grilo e os dias mais quentes da Revolução: “Houve muita maldade nos saneamentos”
A pancadaria no Técnico. Os professores amedrontados. As estranhas reuniões com os comunistas. E a detenção de Soares Carneiro. Marçal Grilo descreve os momentos mais tensos que viveu em 1974 e 1975.See omnystudio.com/listener for privacy information.