PLAY PODCASTS
A Vida em Revolução

A Vida em Revolução

70 episodes — Page 1 of 2

Melhor é Difícil. Catarina Lameira Grosso: “Ensino para que as pessoas cheguem mais longe”

May 15, 202639 min

E o Resto é Ciência. Águas termais e viagem ao centro (e à idade) da Terra

May 11, 202632 min

As Histórias da Bíblia. Caim e Abel: a luta de irmãos mais famosa da História

May 10, 202637 min

Adivinha Quem Vem Jantar. Conhecer a barriga do mundo

May 8, 202650 min

Melhor é Difícil. Sobrinho Simões: “Não gosto da palavra excelência. Prefiro a competência”

May 8, 202639 min

E o Resto é Ciência. A tragédia da Ilha das Flores (e os seus muitos mistérios)

May 4, 202640 min

As Histórias da Bíblia. Vem aí o Apocalipse?

May 3, 202636 min

Melhor é Difícil. José Avillez: "A maior emoção? Criar algo novo e muito bom”

May 1, 202640 min

E o Resto é Ciência. Como se mede a altura do Kilimanjaro? Não é assim tão fácil

Apr 27, 202640 min

As Histórias da Bíblia. A quem é que São Paulo escreveu tantas cartas?

Apr 26, 202637 min

Melhor é Difícil. “O que nos trouxe até aqui foi o talento português”

Apr 24, 202640 min

E o Resto é Ciência. O sistema métrico tem como padrão a Terra, mas não foi fácil

Apr 20, 202641 min

As Histórias da Bíblia. A ressurreição é a história mais inacreditável da Bíblia?

Apr 19, 202638 min

Melhor é Difícil. Ana Pinho: “O que procuro sempre é conseguir entusiasmar as pessoas”

Apr 17, 202639 min

As Histórias da Bíblia. Será que o Messias é um contador de histórias?

Apr 12, 202638 min

Melhor é Difícil. Paulo Macedo: “Na gestão da Saúde, reduzimos nunca dando cabo do sistema”

Apr 10, 202639 min

Estreia. "Os ficheiros do caso Carlos Castro". Episódio 1: Onde está o assassino do quarto 3416?

Na estreia de "Os ficheiros do caso Carlos Castro", a polícia de Nova Iorque encontra um homem brutalmente assassinado e mutilado num quarto de hotel de luxo, perto de Times Square. A vítima chama-se Carlos Castro e tem 65 anos. É um conhecido jornalista e cronista social português, de férias na cidade com Renato Seabra, um jovem aspirante a modelo, 44 anos mais novo. Desde a primeira hora, a polícia assume: é ele o único suspeito do crime. Só há um problema: minutos antes de o corpo da vítima ser encontrado, Renato Seabra foi visto a sair do local. É preciso encontrá-lo antes que consiga fugir de Manhattan.  "Os ficheiros do caso Carlos Castro" é o novo Podcast Plus do Observador. É narrado por Joana Santos e tem banda sonora original de Júlio Resende.  Pode ouvir semanalmente os episódios de "Os ficheiros do caso Carlos Castro" na playlist própria do podcast na Apple Podcasts, Spotify, Youtube ou outras plataformas de podcast. Os assinantes standard e premium do Observador têm acesso exclusivo e antecipado a todos os episódios em observador.pt. Pode assinar aqui. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 6, 202638 min

E o Resto é Ciência. O lado escondido da Lua não é só uma canção dos Pink Floyd

Apr 6, 202637 min

Os mais ouvidos de 2025. Sanches Osório, parte II: “Champalimaud não financiou o MDLP porque Spínola era burro”

[O Observador está a republicar os três episódios mais ouvidos do ano em cada podcast. Este é de 6 de julho de 2025.] A discussão sobre as refeições do Conselho de Ministros. A ameaça de tareia a um magistrado. Spínola: os berros, os pontapés debaixo da mesa, as indecisões e o passaporte com o nome do Patriarca. Vasco Gonçalves: “Um bem-intencionado, um pouco avariado da cabeça”. A manifestação da maioria silenciosa e o 11 de março. A guerra com o CDS e a lista secreta dos depositantes de um banco para financiarem o Partido da Democracia Cristã. A prisão na mesma cela que dois diretores da PIDE. E a fuga para Espanha disfarçado com uma capa e cabelo pintado. Segunda parte da conversa com o coronel Sanches Osório.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 27, 20251h 11m

Vasco Lourenço e o 25 de Novembro: “Eanes assume uma posição que não é dele. Irrita-me!”

O choque com Vasco Gonçalves. O diálogo com Costa Gomes sobre a chantagem. O documento do Grupo dos 9 que assinou sem ler. O corte com Otelo. Os bastidores do 25 de novembro, o papel de Cunhal e a guerra aos falcões que queriam uma ditadura. Os dramáticos três minutos de atraso a negociar uma rendição que mataram três militares. E vários ajustes de contas com Eanes, que acusa: de abuso de poder em detenções; de não corrigir o seu papel no 25 de novembro; e de se rodear de corruptos para sobressair como honesto.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 22, 20252h 50m

Os mais ouvidos de 2025. Filho de Otelo, parte II: “O meu pai foi definhando e acabou a vida triste”

[O Observador está a republicar os três episódios mais ouvidos do ano em cada podcast. Este é de 24 de novembro de 2025.] Otelo achou que podia ter vencido no 25 de novembro, mas quis evitar mortes e uma guerra civil. As duas prisões, as duas eleições presidenciais e o longo período em que viveu com duas mulheres. Segunda parte da entrevista com o filho de Otelo, Sérgio Carvalho: “Compreendo a amargura dos filhos das vítimas das FP”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 20, 202555 min

Os mais ouvidos de 2025. Marçal Grilo e os dias mais quentes da Revolução: “Houve muita maldade nos saneamentos”

[O Observador está a republicar os três episódios mais ouvidos do ano em cada podcast. Este é de 6 de janeiro de 2025.] A pancadaria no Técnico. Os professores amedrontados. As estranhas reuniões com os comunistas. E a detenção de Soares Carneiro. Marçal Grilo descreve os momentos mais tensos que viveu em 1974 e 1975.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 18, 202550 min

Vasco Lourenço: “No 11 de março, primeiro fui atestar o carro. Depois fui ao PS e ao PCP”

O sequestro de Otelo em Belém no 28 de setembro. A escolha de Costa Gomes para substituir Spínola na Presidência. O envolvimento da CIA e do KGB na Matança da Páscoa. A reunião em que se decidiu a nacionalização da banca depois do 11 de março. E as listas de pessoas a prender: “Houve abusos, com certeza. Há pessoas que têm razão para estarem chateadas. Mas em todo o lado em que há processos revolucionários complexos há fuzilamentos. Aqui não houve.”See omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 15, 20251h 57m

Vasco Lourenço: “Bateram palmas ao Spínola porquê? Insultei-os: ‘Cambada de carneiros!’”

Um castigo levou-o a falhar o 25 de abril no posto de comando, onde foi substituído por Otelo. Seguiu os acontecimentos a partir dos Açores, onde apoiou Melo Antunes a tomar a PIDE e ocupou a sede da Legião Portuguesa. A euforia das primeiras horas: “Parecia um doidinho, aos saltos: ‘Pá, ganhámos!’” As sete comissões de moradores da Calçada da Ajuda. E as descrições incríveis das fúrias nos diálogos com os outros militares, nas várias lutas pela tomada do poder — mas também por causa do tamanho das patilhas. Vasco Lourenço, parte I.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 8, 20251h 50m

“Assumo a golpada contra os meus camaradas.” Vasco Lourenço e a conspiração para o 25 de Abril

Os choques com Spínola na Guiné: “Mas que raio de general é o senhor?” As fintas à PIDE, a revolta contra o regime e as discussões mais tensas: “Eu tive sempre uma postura de confronto.” O espanto quando ouviu pela primeira vez Melo Antunes a falar: “Quem é este gajo? Temos homem!” O plano de rapto para evitar a ida para os Açores. E a forma como enganou os outros militares, para os convencer a pedirem a demissão do Exército em vez de optarem por uma manifestação.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 5, 20252h 20m

Filho de Otelo, parte II: “O meu pai foi definhando e acabou a vida triste”

Otelo achou que podia ter vencido no 25 de novembro, mas quis evitar mortes e uma guerra civil. As duas prisões, as duas eleições presidenciais e o longo período em que viveu com duas mulheres. Segunda parte da entrevista com o filho de Otelo, Sérgio Carvalho: “Compreendo a amargura dos filhos das vítimas das FP”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 1, 202555 min

Sérgio Carvalho: “Estava farto que o meu pai fosse o Otelo”

Os dias de Otelo em 1974/75 tal como os contou ao filho, Sérgio Carvalho. A tentativa de sedução do PCP com a viagem a Cuba, um encontro-surpresa com Cunhal, as relações com Spínola, Costa Gomes e Vasco Lourenço, os mandados em branco, a missão na Quinta do Lago, as abordagens para ser primeiro-ministro e Presidente da República. A angústia da mãe no 25 de abril. E a porrada que apanhava dos filhos dos ultras no Colégio Militar, onde tinha como alcunha “Otelo”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 24, 20251h 12m

“Pus ao meu gato o nome do Otelo: é simpático, mas não é de confiança.” Manuel Monge, parte II

A “tragédia” de um dia normal no palácio de Belém. As chantagens a militares com ficheiros da PIDE. A “artimanha e jogo de cintura” de Costa Gomes, apanhado a conspirar com Vasco Gonçalves em S. João da Barra. A ida de Spínola em pijama para Tancos, quando lhe falaram na matança da Páscoa. O “medo” de Eanes. A prisão depois do 11 de março, o 25 de novembro e um gato chamado Otelo. Segunda parte da entrevista a Manuel Monge.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 17, 20251h 6m

Manuel Monge: “Vasco Lourenço diz que é o Papa, mas foi só um bispo. Quem fez o 25 de Abril foi o Otelo. Depois endoidou”

A divergência com Otelo que levou à derrota do golpe das Caldas. A prisão e a libertação no dia 25 de abril. E o confronto sobre a descolonização com Melo Antunes — que levou Spínola a ameaçar dar-lhe um tiro. Entrevista ao general Manuel Monge, parte I.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 10, 20251h 23m

“1975 mostrou a bondade e a maldade; a crueldade e o amor.” Ângelo Correia, parte II

O respeito pelos deputados do PCP na Assembleia Constituinte: “Aquele senhor sofreu como eu não sofri”. A matança da Páscoa: “O primeiro exercício de guerra híbrida em Portugal”. As armas do 25 de novembro. A resposta de Sá Carneiro para votar a favor da Constituição (de que discordava). Cunhal, que "não quis ficar nas mãos de Otelo". Melo Antunes, "um fumador calado" e "chefe do staff ideológico". E o jovem operador de câmara Ramos Horta, com quem fez um jornal em Timor. Segunda parte da entrevista a Ângelo Correia.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 3, 202550 min

Ângelo Correia: “A sede do PPD eram uns quartinhos. O PS tinha um Palácio. Foi influência da maçonaria”

A épica implantação do PPD em Aveiro a seguir ao 25 de abril: o papel do contínuo, o militante encapuzado, o casting para as mesas nas sessões de esclarecimento, a palavra do bispo e o erro com Girão Pereira. Parte I da entrevista com Ângelo Correia: “O 11 de Março é talvez o fenómeno político mais destruidor por muitos anos em Portugal.”See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 27, 202557 min

“O 25 de novembro é o momento chichi-cama da Revolução”. Ribeiro e Castro, parte II

O CDS viveu parte da revolução às escondidas: com medo das escutas telefónicas, os dirigentes deixaram de se tratar pelo nome para usarem animais; uma funcionária era a guardiã dos ficheiros de militantes para os proteger em todos os golpes; e Ribeiro e Castro levava notas para o pai escondidas no farol do carro quando o ia visitar a Espanha. Ainda os bastidores do voto contra a constituição, o apoio do PS e dos alemães, e a relação entre Freitas do Amaral e Adelino Amaro da Costa para resistirem à intriga, num partido em que os casados ganhavam mais do que os solteiros. Parte II da entrevista a José Ribeiro e Castro.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 20, 20251h 2m

José Ribeiro e Castro: “A perseguição do PCP e da extrema esquerda ao CDS começou logo no princípio”

As conversas do pai, que era governador de Angola com Marcelo Caetano e Costa Gomes. O ambiente na Faculdade de Direito. E a influência de Adelino Amaro da Costa. Ribeiro e Castro, parte I.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 13, 202557 min

“Recebi a ordem do 25 de novembro graças à santa incompetência dos revoltosos.” Vaz Afonso, parte II

Operação Míscaros: o plano montado em segredo por um comandante da Força Aérea para desviar aviões e reagir ao 25 de novembro, levando ao recuo de Álvaro Cunhal. A descoordenação com os comandos de Jaime Neves no ataque à Polícia Militar. E a desilusão com o ex-ministro do Trabalho que o PCP enviou para Cuba e Angola. Parte II da entrevista ao General Vaz Afonso: “O PCP esteve muito próximo de sair vitorioso, mas nunca mereceu as palavras de Melo Antunes. Nunca foi democrático.”See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 6, 202547 min

General Vaz Afonso: “O PCP usou na Força Aérea uma arma terrível: o terror dos saneamentos”

Em Moçambique, como delegado do Movimento das Forças Armadas, queimou as listas de informadores da PIDE para não serem alvo de vinganças. Na Base Aérea do Montijo conspirou com o comandante para resistir aos avanços da extrema esquerda. Na entrevista, o General Vaz Afonso, ex-Chefe do Estado Maior da Força Aérea, emocionou-se a recordar um encontro com o chefe inimigo.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 29, 20251h 9m

João Alves da Costa. “As prostitutas ganhavam por dia o que eu ganhava num mês”

O médico que lhe disse que podia fumar marijuana nos EUA desde que não engolisse o fumo. A expansão das drogas em Lisboa nos anos da revolução. Os encontros com os fugitivos de Alcoentre. E as prostitutas que o jornalista João Alves da Costa livrou da polícia.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 22, 202547 min

“Uma das facetas do 25 de novembro foi a caça às bruxas.” Coronel Manuel Lopes, parte II

A chegada de Salgueiro Maia a Beirolas para travar a saída das armas. Os bastidores da luta pelo poder no 25 de novembro. O processo por insubordinação militar. A caça às bruxas. Os tempos como ajudante de campo de Costa Gomes. E a hostilidade contra o ex-Presidente.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 15, 20251h 11m

Coronel Manuel Lopes: “Eu já desesperado e a criança com o dedo no gatilho”

O governador com a moldura de Salazar. A operação Zebra para desmantelar a PIDE. O encontro com o comandante da Frelimo para explicar o 25 de abril. Spots e senhas pela rádio. O subchefe preso depois de lhe levar um Toyota. A proteção a Samora Machel. E o guerrilheiro de 12 anos que lhe apontou uma Kalashnikov. As memórias do coronel Manuel Lopes, chefe da polícia em Moçambique em 1974/75.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 8, 202553 min

“A vida era um festim”. O amor na revolução entre Julião Sarmento e Helena Vasconcelos

Primeiro date proposto pelo artista Julião Sarmento à ex-assistente de bordo da TAP Helena Vasconcelos, em 1974: irem a uma orgia em Cascais — em que acabaram por ficar vestidos a um canto. Uma viagem de impulso a Marrocos para irem comprar haxixe. O acordo para terem uma relação aberta. A falta de preocupação com o dinheiro. O emprego na Secretaria de Estado da Cultura com Eduardo Prado Coelho. A vida boémia com outros artistas. As primeiras exposições. E ainda as mudanças na aviação e os traumas da ponte aérea para Luanda.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 1, 20251h 4m

“No Copcon tínhamos o poder todo. Adorei aqueles tempos”. Luís Pinheiro de Almeida, parte II

Luís Pinheiro de Almeida é a única testemunha do abraço final entre Eanes e Otelo a seguir ao 25 de Novembro. Eanes chegou ao Copcon de óculos escuros, com uma pequena pistola no coldre, não olhou para ninguém, puxou de um papel e começou a dizer nomes dos militares que deviam apresentar-se na parada. “Otelo, tem coragem”, disse-lhe Ramalho Eanes, antes de o deixar a sós por instantes no gabinete. “O que o Otelo fez ninguém sabe. Não sei se rasgou mandados em branco”, recorda o seu assessor de imprensa. Ainda a destruição do telex de Costa Gomes. E a memória do poder absoluto do Copcon.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 25, 202538 min

Luís Pinheiro de Almeida: “Otelo tinha um coração magnífico e era amigo. Mas ingénuo”

Passou a noite do 25 de abril a chorar agarrado à G3, no quartel de Mafra. Fez a primeira greve nas forças armadas. Foi corrido à pedrada nas campanhas de dinamização do MFA no Alentejo, por estar a tirar emprego aos locais. Luís Pinheiro de Almeida recorda a censura e a pancadaria quando o PCP tomou conta da sua agência noticiosa, onde trabalhava como jornalista ao mesmo tempo que era assessor de imprensa de Otelo. No dia 25 de novembro parecia um pistoleiro mexicano todo armado quando foi visitar o pai, que fazia anos: “Parabéns, pai, não posso ficar, estou em guerra”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 18, 202553 min

“Balsemão tinha uma santa aliança no Expresso com o MRPP”. Maria João Avillez, parte II

Vasco Lourenço, estremunhado, em pijama, a dizer-lhe que “o Fabião borregou”. O sogro que pôs uma gravata preta pela perda de Angola. As noitadas à espera do fim das reuniões do Conselho da Revolução. A nostalgia pelo fim do maior espectáculo que viu na sua vida — o frenético ano de 1975. E a crítica a Eanes: “Hoje é um Deus, não é? Mas eu lembro-me como ele fez a vida negra a Sá Carneiro, a Balsemão e a Mário Soares. Nunca fui uma fã”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 11, 202540 min

Maria João Avillez: “Arranjei bigodes e cabeleiras para disfarçar o Grupo dos 9”

Maria João Avillez e a primeira entrevista a um Vasco Gonçalves “desconfiado”, que prometeu acabar com o seu apelido. “Não gostavam de mim nas redações: não tinham dúvidas de que eu era uma burguesa.”See omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 4, 202536 min

Sanches Osório, parte II: “Champalimaud não financiou o MDLP porque Spínola era burro”

A discussão sobre as refeições do Conselho de Ministros. A ameaça de tareia a um magistrado. Spínola: os berros, os pontapés debaixo da mesa, as indecisões e o passaporte com o nome do Patriarca. Vasco Gonçalves: “Um bem-intencionado, um pouco avariado da cabeça”. A manifestação da maioria silenciosa e o 11 de março. A guerra com o CDS e a lista secreta dos depositantes de um banco para financiarem o Partido da Democracia Cristã. A prisão na mesma cela que dois diretores da PIDE. E a fuga para Espanha disfarçado com uma capa e cabelo pintado. Segunda parte da conversa com o coronel Sanches Osório.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 6, 20251h 11m

Sanches Osório: “Os generais presos no 25 de Abril temeram ser fuzilados: ‘Chegou a nossa hora?’”

Sanches Osório reconstitui as primeiras 72 horas da revolução no posto de comando. A vantagem de Spínola sobre Costa Gomes para ser o primeiro presidente, que viria a ser “embarretado por toda a gente”. As crónicas do comunista Mário Castrim que influenciavam Vasco Gonçalves. E os funcionários que faziam louvores ao governo de Marcelo Caetano e viraram para a extrema-esquerda — “E eu passei a ser fascista e reacionário”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 30, 20251h 3m

João Soares, parte II: “Quem derrotou o PCP nas ruas e nas urnas foi o PS. O resto é treta”.

“O PCP não levou arquivos para Moscovo”, mas controlava a comissão de extinção da PIDE, que “estava um bocadinho em regime de regabofe”. A carga de pancada dos PIDES no aeroporto. O conselho do avô: “À frente dos PIDES não se chora”. A coragem física de Mário Soares e Salgado Zenha. Spínola e a “matança da Páscoa, uma coisa de doidos”. O DN de Saramago, “uma coisa do pior que se possa imaginar”. E o grande negócio com o livro “O Triunfo dos Porcos”. Segunda parte da conversa com João Soares.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 23, 202541 min

João Soares: “O Zenha dizia-me: ‘Epá, tu tens é que ser preso’”

João Soares, filho de Mário Soares, recorda como conheceu Salgueiro Maia no Largo do Carmo, onde andou a oferecer os primeiros exemplares do jornal República que não passaram pela censura. A viagem de comboio do pai desde Paris, a chegada a Santa Apolónia, e as primeiras lutas do PS: “Soares e Zenha, não há quem os detenha. Era um grande slogan.”See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 16, 202559 min

Artur Santos Silva e a ruptura com Sá Carneiro em 1974: “A saída do PPD foi um mau momento, uma coisa de muitos impulsos” — parte II

Os insultos no Bolhão a Otelo e Corvacho. A insólita reunião do Conselho de Ministros antes do cerco ao Parlamento. A conspiração entre Soares, Zenha e Sá Carneiro sobre a greve do Governo. Os 220 processos de saneamento em bancos e seguradoras. O afastamento do PPD e o pedido de demissão do Governo. Segunda parte da conversa com Artur Santos Silva: “Olhando para trás, não fiz nada que me tenha repugnado. Nada.”See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 9, 202553 min

Santos Silva: “Sá Carneiro disse-me: ‘Artur, não fique cá. Eu vou-me embora para Inglaterra’”

Artur Santos Silva passou o 25 de abril de 1974 em casa do vizinho Francisco Sá Carneiro, no Porto, que ia sabendo da revolução por telefonemas de Balsemão e Marcelo. Celebraram com champanhe e conversaram sobre a construção de um partido social-democrata. Indicou vários nomes de fundadores do PPD, mas pôs-se de fora da comissão política, por não querer deixar o seu trabalho como diretor do Banco Português do Atlântico. O plano económico do “ventre mole da revolução”. O choque das nacionalizações e o pânico com as detenções de empresários.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 2, 202555 min

Tozé Brito: “No quartel votámos contra sair à rua para travar o Jaime Neves. Ou morríamos todos ou dava guerra civil”

O músico Tozé Brito pagou dez contos a um agente da PIDE para fugir do país e exilar-se em Inglaterra como tradutor, para escapar à guerra de África. Voltou no Natal de 1974 e viveu o quente ano de 1975 nos quartéis, a dar instrução sobre armas pesadas. Participou em campanhas de alfabetização no interior, onde viu a magia da chegada da luz elétrica e da televisão — e um homem ainda lhe perguntou pelo rei, 65 anos depois do fim da monarquia. Aos fins de semana dava concertos com o Quarteto 1111, que continuou a fazer músicas sobre o amor, apesar da mudança política na música: “Só havia espaço para a esquerda e para quem cantava a Revolução. Era massacrante estar a ouvir aquilo”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

May 26, 20251h 6m