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Os primeiros artistas modernistas: Amadeo Souza-Cardoso, Santa-Rita Pintor e Almada Negreiros

Os primeiros artistas modernistas: Amadeo Souza-Cardoso, Santa-Rita Pintor e Almada Negreiros

A História repete-se · Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho

March 4, 202659m 16s

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Show Notes

Neste episódio de A História Repete-se, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho convidaram Margarida Cunha Belém, artista plástica e coautora de uma fotobiografia de Amadeu de Sousa-Cardozo para conversarem sobre os três artistas plásticos que revolucionaram a pintura em Portugal no início do século XX. 

O modernismo entrou em Portugal pela mão de três gigantes: Amadeo de Souza-Cardoso, Guilherme Santa-Rita e José de Almada Negreiros. Destes três artistas plásticos, só Almada viveria para além dos 30 anos. E, contudo, seriam eles, sobretudo os dois primeiros, a levar a pintura portuguesa para o século XX, numa altura em que o país, republicano, se tentava reinventar. Em Paris — para onde iriam, um em 1906 e o outro seis anos depois — tomariam contacto com as correntes de vanguarda. Santa-Rita aderiria ao futurismo, proclamado por Marinetti, em 1909, enquanto Amadeo, sem se agarrar a nenhum movimento, experimentaria e absorveria tudo, fazendo, depois, a sua própria síntese.

Por essa altura, Almada estaria em Lisboa apresentando-se como caricaturista. Em 1915, estariam ligados à Revista Orfeu e, dois anos depois, à revista Portugal Futurista agitando fortemente o provinciano ambiente cultural português. Seria por essa altura que Almada diria «Ser moderno é como ser elegante: não é uma maneira de vestir mas sim uma maneira de ser». Santa-Rita Pintor e Amadeo de Souza-Cardoso morreriam jovens em 1918, um tuberculoso e outro com a gripe espanhola. Almada, que viveria até 1970, manter-se-ia fiel a si próprio. Polémicas à parte, será numa figura incontornável da pintura e da literatura portuguesa do século XX.

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Neste episódio de A História Repete-seLourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho convidaram a artista plástica e co-autora de uma fotobiografia de Amadeu de Sousa Cardoso para conversarem sobre os três artistas plásticos que revolucionaram a pintura em Portugal no início do séc.XX. O modernismo entrou em Portugal pela mão de três gigantes: Amadeo de Souza CardosoGuilherme Santa Rita e José d’Almada Negreiros. Destes três artistas plásticossó Almada viveria para além dos 30 anos. Econtudoseriam elessobretudo os dois primeirosa levar a pintura portuguesa para o século XX numa altura em que o paísagora republicanose tentava reinventar. Em Paris - para onde iriamum em 1906 e o outro seis anos depois- tomariam contacto com as correntes de vanguarda. Santa Rita aderiria ao futurismoproclamado por Marinettiem 1909enquanto Amadeosem se agarrar a nenhum movimento vai experimentar e absorver tudo fazendodepoisa sua própria síntese. Por essa alturaAlmada estaria em Lisboa apresentando-se como caricaturista. Em 1915estariam ligados à Revista Orfeu edois anos depois à revista Portugal Futurista agitando fortemente o provinciano ambiente cultural português. Seria por essa altura que Almada diria «Ser moderno é como ser elegante: não é uma maneira de vestir mas sim uma maneira de ser». Santa Rita Pintor e Amadeo de Souza Cardoso morreriam jovens em 1918um tuberculoso e outro com a gripe espanhola. Almadaque viveria até 1970manter-se-ia fiel a si próprio. Polémicas à parteserá numa figura incontornável da pintura e da literatura portuguesa do século XX.a historia repete-sepodcastsociedadearteportugal